quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Comparações com a Grécia são "injustas" e "desproporcionadas"

Comparar Portugal à Grécia é injusto e desproporcionado. Este Governo tem provas dadas em matéria de saneamento das finanças públicas. Já o fizemos no passado, sei como o fazer e estou determinado em fazê-lo”. Queixou-se Pinto de Sousa citado pela agência Bloomberg. mas Após apresentação do OE para 2010 as taxas de rentabilidade da dívida pública portuguesa estão hoje a subir, contrariando a queda dos últimos dias. O custo dos seguros das obrigações também aumentou, indicando um aumento na percepção de risco e manteve o "outlook" negativo para Portugal, alertando que "é maior a probabilidade de cortar o "rating" do que o contrário", isto em reacção à proposta de Orçamento do Estado para 2010, apresentada ontem, onde o Governo revelou uma projecção de défice referente a 2009 maior do que o esperado, lançando dúvidas sobre a capacidade de o Estado português reduzir até 2013 o défice orçamental de 8,3% para 3%, juntando-se ás interrogações dos analistas internacionais que seguem o mercado de dívida. Às agências de notícias internacionais afirmam que é provável novo corte de "rating" . O que chateia é que as Agências de “rating” parece que estão imunes ás acções das agencias de propaganda do governo e, como de costume, quem se vai lixar é o pobre do mexilhão... Não teria sido mais fácil e mais justo apresentar um OGE com medidas semelhates ás irlandesas em que todos contribuem, para reparar as asneiras do governo que tiveram, em igualdade proporcional? Mas conceda-se-lhes o beneficio da dúvida, porque é sabido que "sempre fizemos tudo errado para acabar por dar certo", apesar dos usuais queixumes á Calimero do ingº Sousa.

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