sexta-feira, 26 de novembro de 2010

o que a "europa" nos foi levando...

O Museu Rietberg, em Zurique, Suíça, inaugura amanhã a exposição "Marfins Cingaleses do Século XVI", que tem em destaque uma tela com um retrato inédito de D. Sebastião, da autoria de Alonso Sanchez Coello, pintada na corte portuguesa em 1562 e cujo paradeiro era ignorado desde há quatro séculos. Na verdade, a obra estava na Áustria, no castelo Schonberg, mas erradamente identificada com um nobre austríaco. Em simultâneo, serão mostrados na exposição dois outros quadros da mesma época, que retratam a rua Nova dos Mercadores de uma Lisboa pré-pombalina. As duas telas foram encontradas numa casa senhorial inglesa e não estavam identificadas com Lisboa. No geral, a mostra de Zurique reúne peças de marfim esculpidas em Ceilão em meados do século XVI. Na sua grande maioria pertenceram ao acervo de Catarina de Áustria, rainha de Portugal entre 1525 e 1578. É dia 24/11/2010, são 11 horas. Começa um leilão de obras de arte em Londres. Entre elas encontra-se um elmo de D. Sebastião. A grave crise mundial fez muitos venderem objectos herdados que nem sabiam bem o que eram. Os leiloeiros estão tão atarefados, que nem tempo têm de estudar devidamente o que lhes passa pelas mãos. Assim surgiu, no mercado internacional, este elmo rapinado pelo Duque de Alba em Lisboa, em 1580. ... O telefone toca. O elmo vai à praça! Dou uma ordem: “COMPRE!”.O martelo do leiloeiro bateu!
O ELMO DE D. SEBASTIÃO VAI VOLTAR A PORTUGAL.
Rainer Daehnhardt. in o projectoapeiron.blogspot.com As quatro Tapeçarias de Pastrana encomendadas por D. Afonso V, desde o século XVI que não estavam reunidas em Portugal. Como é que os quatro panos saíram do país é um mistério ao qual os historiadores não conseguiram ainda responder. Produzidas nas oficinas flamengas de Tournai no último quartel do século XV, "entrarão em Portugal provavelmente já no reinado de D. João II, e em 1532, poucas décadas depois de terem sido feitas, aparecem em Espanha, no inventário dos bens dos duques do Infantado". Como foram lá parar, ninguém sabe. O que se sabe é que foram herdadas pelos duques do Infantado, que mais tarde as cedem à Colegiada de Pastrana, onde ficaram desde então. No início do século XX, José de Figueiredo e Reynaldo dos Santos "encontraram-nas" em Pastrana. O “estado novo” tentou recuperá-las mas, na década de 1930, a Espanha apenas autorizou fazer as cópias, que estão no Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães. publico
e muitas, muitas mais, foram "desviadas" ao nosso património...

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