segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

quando um homem morde num cão...é noticia!

Hoje lia-se no jornal “i”:
Segundo os manuais, notícia é quando um homem morde um cão – mas a imagem de raridade, surpresa, facto extraordinário é aplicável quando um governo que está a aplicar o Memorando da troika – e que aprovou o “enorme aumento de impostos” e reduziu os apoios sociais – vê os partidos que o compõem subir nas sondagens. ionline
Isto é, este estudo de opinião é um “atentado” contra muito, quase tudo, o que a “opinião publicada” nos transmite.
Admirados?
Certamente os que não estarão admirados serão aqueles que passaram pelas primeiras eleições livres, as de 1975 e 1976, e que, após as intensas Campanhas de Dinamização Cultural e Acção Cívica, resultaram em total volte-face àquilo que a “comunicação social” da altura fazia prever.
 
Estes resultados do barómetro da Pitagórica, publicados no “i”, são perfeitamente indiferentes por, como os de todas as sondagens, serem apenas indicativos e valerem como tal.
O interessante do trabalho é o que é revelado pelo tipo de entrevistados:
- O eleitor-tipo do PS é mulher, tem idade superior a 55 anos, pertence às classes sociais mais baixas – C2 e D – e vive em Lisboa e que manifestaram maioritariamente o seu empenho em ver o PS no poder.
 
- Entre os inquiridos que anunciam ir votar PSD predominam os homens, os pertencentes às classes sociais mais altas e ao escalão etário entre os 35 e os 54 anos, e os residentes no Norte do país.
 
- O eleitor do CDS é mais jovem – são os inquiridos entre os 18 e os 34 anos e pertencentes às classes sociais mais altas que predominantemente afirmam a sua preferência pelo CDS. Há um maior peso da região Norte entre os inquiridos que afirmam votar CDS.
 
- A maioria dos indecisos tem 55 anos ou mais, pertence à classe social mais baixa e mora no Algarve ou nas ilhas.
 
Se os resultados do estudo merecem apenas a categoria de indicativos o mesmo não se passará com a classificação-tipo dos entrevistados.
Será bom que os politicos que temos os estudem...a Democracia agradece.

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