sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

para mais tarde recordar...



Foi preciso o Trump chegar à presidência dos EUA para que nas nossas televisões tivesse acontecido uma conversão súbita às vantagens do comércio livre.
Depois de anos a clamarem contra o imperialismo americano e a defenderem políticas patrióticas – ai a banca que vai ser espanhola, ai a PT que é sangue do nossos sangue, ai a CGD que é nossa… – os pivots e comentadores televisivos indignam-se pq o homem defende exactamente o mesmo que eles.

Por fim, não poderiam essas sapientes almas deixar de nos dizer pq não gostam de Trump mas sim porque ganhou ele as eleições? (by helenafmatos em Aleluia-4)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

para memória futura do "politicamente correcto"...

Amanhã começa o fim do (nosso) mundo
E pronto, é já amanhã ao meio dia de Washington, cinco da tarde de Lisboa, que Donald J. Trump toma posse, jurando cumprir a Constituição dos Estados Unidos da América (aquela que começa por “Nós, o povo…”) perante o presidente do Supremo Tribunal de Justiça. A fórmula, que a maioria dos presidentes terminaram com a expressão “So help me God” (Assim Deus me ajude), deveria terminar, neste caso, com “So help us God” (Assim Deus nos ajude).
É um pequeno contributo do escriba para o verdadeiro sentimento de certas tomadas de posse.
Não digo que o mundo acabe, nem que comece outro. Mas há qualquer coisa na cerimónia de amanhã muito marcante, capaz de alterar o ecossistema em que nos habituámos a viver. Não é um homem qualquer que sobe ao mais elevado posto dos EUA e do planeta. E a sua singularidade é, aos olhos de muita gente negativa. Nunca, nos últimos largos anos, um presidente começou um mandato com índices tão baixos de popularidade.
O discurso já está feito. Quem o afirma é o próprio Trump num dos 33 500 twitts que já enviou aos seus 20,3 milhões de seguidores. Foi escrito há três semanas em Mar-a-Lago. O que considera serem "As oito promessas de Trump que ameaçam mudar o mundo" é o maior destaque no 'Público'. E quais são elas? Bem, é quase tudo - do comércio, à armas, passando pela China, o Médio-Oriente, o Irão, os refugiados e o consenso sobre as alterações climáticas.
A administração de Obama escreveu 275 memorandos (cerca de mil páginas ao todo), destinados ao presidente eleito, com material classificado, que vai desde o tema nuclear na Coreia do Norte, aos conflitos no Mar da China, passando pela campanha contra o Daesh.
Mas não sabe se alguém do lado de Trump os leu. Ninguém acusou a recepção. O mesmo não se pode dizer da última conferência de imprensa do ainda Presidente, ontem à hora do jantar em Portugal: foi bem recebida, sobretudo a parte em que pediu aos jornalistas para serem cépticos e não servis.O balanço que fez do seu mandato foi positivo, mas não seria de esperar outra coisa. A despedida do Presidente é o que o 'Diário de Notícias' chama para assunto principal.
Já o discurso da ‘inauguration’, ou tomada de posse, de Trump é aguardado com ansiedade, embora Jurek Martin lembre, no ‘Financial Times’ que a maioria não foram memoráveis.
Recorda apenas as frases de Roosevelt, em 1933, plena recessão – “A única coisa que temos de recear é o próprio medo” – e de Kennedy em 1961, em plena ‘Guerra Fria’ – “Não perguntem o que o vosso país pode fazer por vós, mas sim o que podem fazer pelo vosso país”.
A administração de Obama escreveu 275 memorandos (cerca de mil páginas ao todo), destinados ao presidente eleito, com material classificado, que vai desde o tema nuclear na Coreia do Norte, aos conflitos no Mar da China, passando pela campanha contra o Daesh.
Mas não sabe se alguém do lado de Trump os leu. Ninguém acusou a recepção. O mesmo não se pode dizer da última conferência de imprensa do ainda Presidente, ontem à hora do jantar em Portugal: foi bem recebida, sobretudo a parte em que pediu aos jornalistas para serem cépticos e não servis.O balanço que fez do seu mandato foi positivo, mas não seria de esperar outra coisa. A despedida do Presidente é o que o 'Diário de Notícias' chama para assunto principal.
Já o discurso da ‘inauguration’, ou tomada de posse, de Trump é aguardado com ansiedade, embora Jurek Martin lembre, no ‘Financial Times’ que a maioria não foram memoráveis.

Recorda apenas as frases de Roosevelt, em 1933, plena recessão – “A única coisa que temos de recear é o próprio medo” – e de Kennedy em 1961, em plena ‘Guerra Fria’ – “Não perguntem o que o vosso país pode fazer por vós, mas sim o que podem fazer pelo vosso país”. (por Henrique Raposo no Expresso)

Também para ler:
Apenas um “bug”
Na véspera de tomar posse o mais odiado de todos os Presidentes democraticamente eleitos do Mundo, o que apetece dizer? Que odiar Donald Trump, dentro e fora dos Estados Unidos da América, não o impediu de ganhar uma eleição? Que estão certos aqueles que aproveitam o momento para questionar o regime e abrir a porta ao voto diferenciado entre eleitores teoricamente iguais? (por Pedro Rolo Duarte)


quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

A TSU não vale tudo, pois não?

Intervenção de Assunção Cristas, durante o debate quinzenal com o Primeiro-Ministro sobre "Situação Económica e Financeira"
 .

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

COM CERTA ÇÃO SOCIAL!

O Governo [com o apoio do Presidente da Republica] impôs a subida do salário mínimo, calou os patrões com um mau acordo sobre a TSU e queria que o PSD fosse uma espécie de eunuco de guarda à concertação social. (in José Manuel Fernandes no Observador)
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as questões que importam, são estas:
Porque é que o papel do PSD deveria ser apenas o de servir de suplente ao PCP e ao BE no apoio ao governo de António Costa? Porque é que, segundo a oligarquia político-mediática, não é aceitável que haja oposição?
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[mas mesmo que com o apoio do Presidente da Republica] A actual maioria parlamentar tem esta particularidade: é composta por forças políticas que estão em queda em toda a Europa. Basta pensar no fracasso de François Hollande em França ou do Syriza na Grécia, ou na irrelevância do PSOE e do Podemos em Espanha ou de Jeremy Corbyn no Reino Unido. 
Queriam acabar com a austeridade, rever a relação com a Europa. Mas o que fazem, de facto, é outra coisa: aproveitar a assistência financeira do BCE para distribuir rendas por grupos de dependentes do Estado, com os quais esperam cerzir uma “base social de apoio”. 
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O modo como o governo tentou usar a TSU para comprometer o PSD sugere que a “paz social”, afinal, não basta a Costa. Ao contrário de outros países europeus, não há populismo em Portugal, em grande medida porque a imigração, que o tem inspirado na Europa, foi limitada pela estagnação económica (até os sírios fogem à primeira oportunidade) e 

Como os juros sobem, a oligarquia parece empenhada em que não haja nenhuma alternativa dentro do país que possa começar a gerar pressão sobre o governo. Daí a conveniência de desestruturar e desmoralizar a oposição, forçando-a a lidar, sob o charivari da oligarquia político-mediática, com a perspectiva de compromissos vexantes, como neste caso. (in Rui Ramos no Observador)

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

…pré texto para a noticia da tomada de posse do Donald Trump (na imprensa a que temos direito…)

Os custos e exuberância dos festejos estão, entretanto, a provocar críticas por alguns congressistas e activistas políticos, que Trump nega que sejam excessivos.
Um congressista do Partido Democrático enviou uma carta a Donald Trump na semana passada sugerindo que os fundos fossem gastos com as forças armadas.
Também Lewis Jonh, organizador de manifestações anti-Trump para o dia da tomada de posse, considerou que "gastar 40 milhões de dólares é errado".
Doe I criticou ainda os custos de entrada nos bailes de gala, afirmando que reflectem "a política de Trump": "se uma pessoa não tem dinheiro, Trump não tem tempo para a aturar".
Grupos que estão a organizar manifestações acusam, entretanto, as autoridades de usar as medidas de segurança para impedir o acesso dos manifestantes ao caminho a percorrer pelo Presidente após a tomada de posse.
Jonh Lewis, da organização “answer”, disse que as autoridades tencionam impedir grupos de manifestantes de fazerem uso das bancadas que vão ser levantadas ao longo da Avenida da Pensilvânia, no centro de Washington, dando preferência a convidados do Partido Republicano.
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Há semanas que destacadas entidades policiais e dos diversos serviços de segurança norte-americanos planeiam a segurança das cerimónias que vão transformar Washington num verdadeiro labirinto:
vedações, enormes obstáculos de cimento, restrições ao tráfego automóvel em mais de 100 quarteirões, postos de controlo para peões e mesmo aparelhos para detectar possíveis ataques com armas químicas biológicas ou radioactivas.
Mais de seis mil agentes da polícia, incluindo atiradores colocados nos telhados de diversos edifícios, foram mobilizados ao mesmo tempo que as autoridades alargavam a zona de exclusão aérea sobre a capital.

Os custos das festividades vão ser financiados por doadores privados e, de acordo com o comité encarregue de organizar os festejos, esse valor deve ser recolhido até ao próximo fim-de-semana. (adaptado d’Aqui)

sábado, 7 de janeiro de 2017

Mario Soares

Para memória futura:

descripadura!!!

O Presidente da República ficou desgostoso por os portugueses terem elegido “geringonça” como palavra do ano. Ele teria optado por “descrispação”. É uma escolha surpreendente de Marcelo, desde logo porque a palavra não existe. Porto Editora, Houaiss, Aurélio, Academia – nenhum dicionário cá de casa a reconhece. Mas o que em Cavaco seria ignorância, em Marcelo é imaginação, e “descrispação” está em linha com a bonita mensagem que nos deixou na passagem do ano, quando elogiou o “clima menos tenso, menos dividido, menos negativo cá dentro e uma imagem mais confiável lá fora”.
[…]
Estamos mais descrispados, de facto, e descrispámo-nos graças a um trabalho conjunto de Marcelo e António Costa, um a dar beijos e abraços, o outro a distribuir sorrisos, numa autêntica suruba de afectos. O resultado de tanta energia positiva está à vista. Clima menos tenso? Confere. Menos dividido? Confere. Menos negativo? Confere. Uma imagem mais confiável lá fora? Não confere. Ups, há qualquer coisa que falha nesta narrativa. 
Acabámos de passar a barreira psicológica dos 4%, e nada indica que fiquem por aí. E é neste ponto preciso que a história da descrispação e do clima menos tenso, menos dividido e menos negativo se revela aquilo que realmente é: uma autêntica e descabelada fraude.
Desta fraude, nem António Costa, nem Marcelo Rebelo de Sousa, devem ser considerados inocentes no dia em que o diabo chegar – porque ele, acreditem, não vai falhar à chamada. Nós estamos há um ano a gostar de ser enganados pelos actuais governantes. […] (João Miguel Tavares)