terça-feira, 15 de dezembro de 2009

e onde é que param os Pandur ?

mas se os Leopard chegaram... fica por saber onde é que param os Pandur.
Em 05.05.2006, a empresa austríaca Steyr-Daimler-Puch, subsidiária da americana General Dynamics, informa que até ao final de 2006, iria iniciar a produção de 219 carros de combate para as Forças Armadas portuguesas numa fábrica do concelho do Barreiro. Tratava-se de um acordo entre a fabricante de carros de combate e uma empresa portuguesa criada por ex-quadros da antiga fábrica da Bombardier da Amadora, a GOM - Gestão e Operações Metalomecânicas, especializada em reboques, trailers e semi-trailers, e com um número reduzido de trabalhadores. O contrato envolvia um programa de contrapartidas no âmbito da venda de 260 viaturas blindadas do modelo Pandur II para o Exército e Marinha portugueses e foi pelo ministro da Defesa, Paulo Portas, mas só foi visado pelo Tribunal de Contas no final de 2007. O objectivo é substituir as Chaimites, algumas com mais de 40 anos. Entre as várias contrapartidas avançadas pela Steyr estaria também o fabrico adicional de mais 50 carros de combate pela GOM, com vista à venda para o mercado dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). Esta produção seria paralela ou posterior ao fabrico das viaturas para o Exército e a Marinha portugueses, mas desde logo garantia um volume de negócios de cerca de 80 milhões de euros, acrescentava no comunicado a empresa austríaca. mais»» Em 1 de Outubro de 2007, segundo a agencia Lusa, o Ministro da Defesa, Severiano Teixeira, cancelou a cerimónia de entrega oficial ao Exército dos novos blindados Pandur por "não estarem cumpridos os requisitos técnicos" estipulados no contrato. A noticia refere ainda que os problemas técnicos foram detectados nos novos blindados produzidos na fábrica da Steyer, na Áustria, e não no blindado produzido na Fabrequipa, no Barreiro. Três dos novos sete blindados Pandur 8X8 que foram entregues ao Exército pela empresa austríaca Steyr apresentavam pouca confiabilidade dos sistemas digitais dos veículos. daqui
Mas, após quatro dias, a 5 de Outubro de 2007, uma noticia da Defesanet, num extenso artigo, refere que numa cerimónia a que compareceram militares dos três ramos, responsáveis políticos, industriais, diplomatas e adidos militares, a empresa portuguesa Fabrequipa, localizada no Barreiro, apresentou o primeiro blindado Pandur II produzido em Portugal. A noticia afirma que cerimónia, foi realizada na semana em que o Exército recebeu os seus primeiros blindados e que de procurou afirmar o papel da empresa no importante e competitivo domínio da indústria militar. mais»» O assunto desapareceu das noticias, teoricamente um bom sinal, até que em 15 de Setembro de 2009 se vem a saber que existem 34 carros de combate Pandur, o Ministério da Defesa diz que são apenas 19, parados à espera de modificações nas instalações da Fabrequipa, no Barreiro. A empresa dos EUA, General Dynamics, que vendeu 260 Pandur a Portugal, acusa o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, de atrasar a introdução de pequenas modificações nos 34 carros blindados que estão na Fabrequipa, a firma portuguesa responsável pela montagem das viaturas produzidas na Áustria. Aqueles blindados, no valor de 50 milhões de euros, esperavam há quatro meses pelas modificações acordadas com o Exército. mais aqui»»
nota:
ver comentário postado em 30 de Dezembro por "anónimo"

1 comentário:

Anónimo disse...

Até ao fim do ano de 2009 foram entregues ao Exército Português 120 das 240 viaturas, ou seja, exactamente metade.

Entre as 120 estão 5 das 19 viautras que aguardavam modificações no fabricante em Portugal, Fabrequipa.

Das 20 viaturas destinadas à Marinha não foi ainda entregue nenhuma, sendo que em Dezembro foram realizados com sucesso os testes finais de aceitação da configuração desta viatura, estando neste momento em fase de realização de pequenas alterações a pedido da Marinha.

Durante o ano de 2009 o projecto teve um andamento muito satisfatório, tendo em conta o atraso do projecto face ao seu calendário de entregas inicial, que veio a comprovar-se ser completamente irrealista, e que ficou ainda mais comprometido com os atrasos na entrega de peças por parte da Steyr para a Fabrequipa.