sábado, 14 de novembro de 2009

Ali Bábá

Estou velho. Pergunto-me se valeu a pena, quase meio século depois, continuar com a marca do xanfalho dos pólícias “intlectuais” que ocupavam a Avenida da Clássica? Onde pára a recompensa por ter ficado e depois mandado ir para as bolanhas receber as cicatrizes físicas e psíquicas que perduram? Receio já não encontrar respostas para o Largo do Carmo e para a Calçada da Ajuda dos Quartéis, onde se fez a liberdade, porque as declarações “deles” recordam-me o “Combat pour Berlin” do Goebbels, os idos de 68 do Livro Vermelho ou os relatórios dos pides, em que a verdade é apenas a deles e o resto é conspiração hoje retrovertida para "insulto". Cada vez mais, ler jornais, olhar televisões ou ouvir os comentadeiros de sempre rememoria-me apenas a infantil historieta “dos 40 ladrões” que só agora começo a entender. e penso… …para quando o “abre-te sésamo” que me leve a acreditar que uma vida não foi apenas tempo perdido.

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