quinta-feira, 31 de outubro de 2013

o "guião" da "reforma"


O sr. ex-jornalista, que está como sr. vice-primeiro, apresentou ontem o documento a que chamou “Guião”.
Há dias dei-lhe o nome de “rough draft”, a designação internacional usada pelos técnicos de várias especialidades ligados à economia e à ciência política.
Na realidade já estava à espera que os “nossos” (salvo seja!) “especialistas em generalidades”, a quem a palavra “guião” pouco diz, avançassem com o “fait divers” da “reforma do estado” que queriam “para amanhã”, que “devia ter sido apresentado há dois anos”, etc. Como se fosse possível alterar em vinte e quatro horas os erros de quase um século (a última tinha sido aplicada pelo Estado Novo)!
 
Com uma ou outra excepção as tv’s lá foram divulgando a temática da sua ignorância, mas houve excepções: gostei especialmente de ouvir Peres Metelo, Teixeira dos Santos e o “benfiquista-democrata-cristão” Bagão Félix que realmente sabiam do que se estava a tratar.
Os títulos dos jornais de referência de hoje também demonstram a ignorância - ou será iliteracia? - que por ai corre…
 
Apesar do “apresentador”, confesso que me revejo no “rough draft”, apenas lamento que nas suas linhas gerais não se tenha inserido a reforma dos “gabinetes” dos governantes que, a par com os chamados institutos públicos, apenas servem para empregar os “escoteiros lobitos” das organizações partidárias. São estruturas paralelas, “esvaziadoras” da função pública e consumidoras de recursos económicos que tanta falta nos fazem.
Mas, é um programa para uma dúzia de anos e por tal na apreciação que se segue, estes e outros “defeitos” possam ser corrigidos embora não acredite que “eles” tenham coragem de acabar com boys e girls...

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