quinta-feira, 2 de março de 2017

Vejamos agora algumas coisas que foram ditas nos últimos dias, algumas delas repetidas pelas mesmas ou por outras palavras ainda esta quarta-feira na Assembleia da República.
Primeiro, a habitual campeã da demagogia, Catarina Martins, líder do Bloco de Esquerda, numa declaração aos jornalistas: “O Governo anterior deixou sair pela porta do cavalo 10 mil milhões de euros, é um número que não é nada pequeno (…) é bem mais do tudo o que gastamos com o Serviço Nacional de Saúde.”
Depois o próprio primeiro-ministro, que parece estar empenhado em retirar à esquerda radical o exclusivo do discurso extremista, falando durante o último debate parlamentar: É absolutamente escandaloso que um Governo que não hesitou em acabar com a penhora da casa de morada de família por qualquer dívida tenha tido a incapacidade de verificar o que aconteceu com 10 mil milhões de euros que fugiram do país“.
Eurico Brilhante Dias emulou esta quarta-feira o líder socialista, mas com tais excessos que até a sua bancada só o aplaudiu de forma envergonhada, Mariana Mortágua esteve igual a ela mesma e Miguel Tiago, do PCP, já depois das explicações do secretário de Estado do governo que o seu partido apoia, ainda insistiu que neste caso houve “6% do PIB português que escapou do país”.

O que está em causa neste conjunto de declarações não é apenas “fazer política”, explorar um erro do anterior Governo e tratar de desviar as atenções de outros temas mais incómodos. O que aqui está em causa é algo diferente e muito mais grave no seu significado. (in “Populismo? Quem disse que a peste não tinha chegado a Portugal?” por José Manuel Fernandes)

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