sexta-feira, 31 de março de 2017

populismos….depois queixem-se!

Só um cego é que não vê sentimentos populistas no seio da população, sentimentos, aliás, bastante antigos e com uma longa tradição. A ideia de que “eles” não estão lá para governar, mas para se governarem está bem entranhada na sociedade portuguesa. Este sentimento populista pode estar adormecido, ser apenas latente, mas está lá, disso não tenhamos dúvidas. Para que seja activado, são necessárias duas ou três coisas. Primeira, que apareça a tal oferta, sob a forma de um líder ou partido ou movimento populista. Segunda, que se espalhe e interiorize, por exemplo, a ideia de que existe uma corrupção sistémica e que não há consequências, ou seja, o sentimento de que a justiça é forte com os fracos e fraca com os fortes.
no meio disto tudo
Os partidos tradicionais portugueses à semelhança do que aconteceu por essa Europa fora, andam a brincar com o fogo.
Quando as coisas correm bem, os méritos são do governo;
Quando correm mal ou não podem cumprir certas promessas, a culpa é da União Europeia, que os obriga a fazer coisas contra a sua vontade” …

ou de um qualquer “governo anterior” (in Populismo Oferta E Procura )

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