segunda-feira, 9 de novembro de 2009

esclarecimentos sobre certidões «dentro de uma semana»

O procurador-geral da República informou hoje que, em relação às certidões extraídas do processo Face Oculta, «dentro de uma semana» será «tudo esclarecido e tornado público» e afirmou que «é completamente falso» que tenha recebido as certidões do processo há quatro meses sem fazer nada. «Houve uma reunião, entre Maio e Junho, no meu gabinete com o procurador-geral distrital de Coimbra e o director do DIAP de Aveiro. No seguimento dessa reunião foi enviada uma certidão com imensas cassetes, que foi analisada, e em Setembro foi proferido um despacho meu e do presidente do Supremo Tribunal de Justiça», adiantou, garantindo que o processo Face Oculta não está parado e que «quem decide sobre o destino último das cassetes é o presidente do Supremo Tribunal de Justiça», afirmou. O PGR noticiou também que «o DIAP de Aveiro continua a enviar certidões», tendo recebido a última há 15 dias. Sol
Sabe-se que o Presidente do Supremo já decidiu (e despachou) o que era da sua competência: as conversas telefónicas com o primeiro-ministro. Acredito que já foram "plantadas" muitas noticias e muitas mais se seguirão... Não acredito que "dentro de uma semana" será "tudo tornado público" e, muito menos "esclarecido".

Mais de 500 enfermeiros saem do País

Pelo menos dez empresas, algumas das quais com agências em Portugal, estão neste momento a recrutar enfermeiros para países europeus, Canadá e Arábia, neste caso a troco de salários milionários. As condições são muito apelativas, especialmente quando há milhares de enfermeiros desempregados ou em condições precárias. Há sobretudo interesse em recrutar enfermeiros especializados, em áreas como a saúde materna, cuidados intensivos, cardiologia, entre outros, mas aos recém-licenciados as empresas também não recusam trabalho. ler mais no DN
Sem vislumbres de futuro os mais jovens irão procura-lo noutras paragens. Por cá ficarão os velhos... Nós. cit Prof. João Duque n’O Plano Inclinado, Sic Noticias

domingo, 8 de novembro de 2009

Sócrates "imita" Cavaco Silva do Governo minoritário... no DN

"Cavaco Silva rompeu o bloco central e ganhou as suas primeiras eleições em minoria. Sócrates propôs acordos a todos os partidos depois de perder a maioria absoluta e passou a ter de governar em minoria. " mais publicidade "plantada" para ler aqui A capacidade inventiva das agencias de publcidade governamental espanta-me, mesmo sabendo que é para isso que elas existem. A colagem que se pretende fazer deste governo minoritário ao de Cavaco Silva é óbvia e daquí se partirá para as "consequências" de um provável "chumbo". Tenta-se assim, ligando as duas situações, criar simultaneamente, nos politicos o medo de uma nova maioria absoluta e nos votantes a ideia que a culpa de uma possivel queda e dos maus resultados é das oposições. O texto do DN e, principalmente, a sua publicação num Domingo é típico de mensagens que as agências de informação querem passar. Contudo alguém se esqueceu de pequenos pormenores: Não existe PRD e os Votantes, cada vez mais jovens e bem preparados, têm em cima mais duas dezenas de anos de democracia. Pelo sim, pelo não, há que avisar a malta... e, se o texto do DN, não é aquilo que parece, ai vão as minhas desculpas.
Interessante será ler
Fontes sofisticadas de informação: análise do produto jornalístico político da imprensa nacional diária de 1995 a 2005, dissertação de mestrado de Fernando Vasco Moreira Ribeiro UP, uma versão pdf pode ser obtida aqui

Nós... em Plano Inclinado.

O Plano Inclinado, Sic Noticias, parece ser programa com total ausência dos lugares comuns a que os comentadeiros do costume nos habituaram. Por isso Mário Crespo, Medina Carreira (menos exuberante que o usual ), João Duque e Nuno Crato estão de parabéns. João Duque, em comentário final, foi perturbador ao referir que poderá acontecer a Portugal no Mundo o mesmo esvaziar humano que agora ocorre nas Aldeias do interior do País. Sem vislumbres de futuro os mais jovens irão procura-lo noutras paragens. Por cá ficarão os velhos... Nós.

sábado, 7 de novembro de 2009

História de Portugal. A luta de facções entre os salazaristas

... Era o que Marcelo Caetano não aceitava. À frente da UN em 1947, propôs-se suscitar "um verdadeiro levantamento cívico para conquistar a opinião pública e os votos". Não se conformava, como disse a Salazar, com o facto de o governo ser "a única realidade política activa, apoiado no aparelho administrativo e nas polícias". Também não ocultou as suas dúvidas em relação ao nível de vida do país. Em Setembro de 1954 visitou Trás-os-Montes e o Minho: "Vi magníficas obras, mas não posso dizer que me confortou ver o resto: muita pobreza, salários baixíssimos, desrespeito de horário de trabalho na indústria e nas obras públicas, exploração de menores; as Casas do Povo reduzidas a museus de folclore, etc." Os inimigos de Caetano, como o historiador Alfredo Pimenta, já o achavam em 1948 "nado, fadado e criado para ser o Kerensky da situação actual". Mas Caetano, que havia sido um integralista na juventude, nunca pensou em arriscar o poder numa competição eleitoral entre partidos. Em 1948, o sufrágio universal parecia-lhe "cada vez mais sem sentido e sem seriedade". Desejava apenas mobilizar as "massas" através das instituições corporativas e da melhoria da qualidade de vida. ... Rui Ramos, "História de Portugal" parte iii (Época Contemporânea), Esfera dos Livros - pré-publicação do capítulo 9 no Jonal “ i “ -.
curiosa e re-aplicavél a opinião de Marcelo Caetano em Setembro de 1954...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

éticas de outros tempos em País de chicos-espertos

O Face Oculta continua desconhecido ou, talvez, do processo apenas se esteja a conhecer a ponta do iceberg que como qualquer dos blocos de gelos gigantes que vagueiam pelos oceanos, ocultam a maior parte de seu volume. Acontece que o oceano somos nós. Aqueles que escolhemos continuar a viver, com éticas de outros tempos, em País de chicos-espertos. Tal como noutros processos tenho poucas esperanças que a Face Oculta um dia fique Visível. Mal o cenário da opereta em reprise foi aberto e logo as "9 certidões extraídas” ficaram paradas numa qualquer gaveta enquanto os hipócritas habituais vão referindo a frase batida de “que ainda não há condenações”. Isto é, até a velha “ética republicana” está a desaparecer na gaveta da irresponsabilidade politica.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

a nova expressão que propaganda inventou

Pinto de Sousa desvendou e usou as expressões que passarão a ser usadas, pelo partido e pelo governo minoritário, durante a troca de palavras com Pacheco Pereira (que, confesso, irrita qualquer um...): "suspeições indevidas " "ressentimento político" e "forma doentia"... aguardam-se as seguintes que já estarão a ser preparadas nas Agencias e "plantadas" nos OCS.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

mais esforço que nos anos 80... Quem ainda se lembra daquele 13º mês?

O FMI estima que a dívida pública atinja os 81,9% do PIB no próximo ano, mais de vinte pontos percentuais acima do limite do PEC. A Comissão Europeia nas projecções de Outono admite que a dívida esteja nos 84,6% do PIB em 2010 e que se agrave até aos 91,1% no ano seguinte. A confirmarem-se estes novos dados da Comissão, serão os maiores défices desde a década de 80. O primeiro-ministro que diz ter conseguido, como ele próprio fez questão de sublinhar, o défice mais baixo da democracia em 2008 nos 2,6%, será seguramente recordado por ter também o recorde do maior. Expresso.pt

o pior cego...


O ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, admitiu pela primeira vez que o défice orçamental pode ficar acima dos 5,9% do PIB que previu em Maio passado, após a Comissão Europeia estimar um défice orçamental de 8%.

Para a CE com a economia a registar uma contracção de 2,9 por cento em relação a 2008, o défice orçamental deverá ser de oito por cento em 2010 e aumentará para 8,7 em 2011.
Por outro lado a divida pública deverá alcançar os 77,4 por cento este ano e chegar aos 91,1 % em 2011. DN

As Previsões do Outono hoje divulgadas pela Comissão Europeia «não constituem surpresa para o CDS», referiu a deputada Assunção Cristas.
«Nós sempre dissemos que o défice estaria entre os 7,5 e os 8,5 por cento, por isso não é surpresa e confirma que é preciso autenticidade e realismo nas previsões» e considerou "que as previsões de Outono da Comissão Europeia mostram que o modelo seguido pelo Governo está a atrasar a retoma da economia portuguesa. mais no Sol

Obviamente que a opinião do CDS é idêntica a todos os partidos da oposição que foram violentamente criticados por Teixeira dos Santos quando, em Maio, referiram a impossibilidade dos 5,9 %.
Recordo que na altura a expressão usada pelo governo para as criticas da Oposição é que eram “insultuosas”.
Qual será a “nova expressão” que as as agencias de propaganda e publicidade governamental irão criar para esta nova fase?


segunda-feira, 2 de novembro de 2009