terça-feira, 11 de setembro de 2018

O partido das taxas imobiliárias

Apoiado por uma imprensa de jornalistas avençados e aliado do Partido Socialista do António Costa,
“O Bloco de Esquerda é mesmo o partido dos impostos imobiliários, o caça-riqueza, o salteador dos investidores. No último orçamento desta legislatura, Catarina Martins inventou um novo imposto sobre as mais-valias imobiliárias, que o Bloco classifica de “especulativas”, veremos depois o que isso quererá exactamente dizer. E, do que se sabe, o PS vai mesmo alinhar na sua aprovação, para garantir mais uns milhões que pagam as medidas populares para ganhar as próximas eleições. O imposto até já tem o carimbo de um dirigente do Bloco…

Qual é a justificação de Catarina Martins? Em primeiro lugar, a justificação escondida: O Bloco de Esquerda quer expiar o caso Robles, o vereador bloquista da Câmara de Lisboa que se dizia contra a pressão imobiliária nos centros urbanos, contra os despejos, e estava, ele próprio, a tentar vender um prédio em Alfama por mais de cinco milhões de euros. Um caso que mostrou a hipocrisia política em todo o seu esplendor, o falso moralismo de um partido que, afinal, é igual aos outros nos defeitos. As virtudes, essas, ainda se procuram… Especialmente porque, numa primeira resposta, e já com os dados necessários para uma decisão, o BE tentou dizer-nos que não havia contradições. Havia, claro, e o dirigente bloquista é agora um proscrito, que serve de mau exemplo citado nas entrevistas de quem manda no Bloco.(in “O partido das taxas imobiliárias” por António Costa)

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