sábado, 23 de novembro de 2013

da Lógica

O matemático que está ministro quer reintroduzir o estudo da Lógica e das suas específicas divisões: teoria dos conjuntos, de modelos, da recursão e da prova.
Vem isto a propósito da manifestação das polícias e da invasão da Casa da Democracia - mesmo que parada no topo das escadarias - e dos comentários na “opinião publicada” que tudo misturam.
 
Se os nossos “especialistas em generalidades” alguma vez tivessem estudado Lógica, saberiam que o “conjunto manifestação A” não se pode confundir com o “conjunto invasão B”. São diferentes, porque a diferença entre dois conjuntos (A e B) é o conjunto dos elementos que pertencem a A mas que não pertencem a B.
 
Ai vai um exemplo:
Um determinado cidadão vai clamando por acções violenta anti-governo (e disso dá como exemplo o “conjunto invasão B”), de imediato os “idiotas úteis” referem, usando o “conjunto intersecção AB” que para eles é a liberdade de expressão.
(até aqui evitei chamar aos “especialistas” um “conjunto vazio”…)
Poderia continuar a apresentar ligações aos modelos, à recursividade e, claro, à prova. Deixo aos meus leitores a liberdade de fazerem tal conectividade.
 
O efeito do estudo da Lógica vai demorar gerações a produzir efeitos mas, apesar disso vejo-o como positivo, apesar de ter a esperança que os vindouros sejam poupados a ler, ouvir ou ver “especialistas em generalidades”.
(a imagem é de um “conjunto impróprio”)

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