terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A responsabilidade da oposição é: ser Oposição

no editorial do oficioso DN, “A responsabilidade da oposição”, podemos ler: “As votações da última sexta-feira na Assembleia da República foram o primeiro momento decisivo da legislatura e deixaram marcas, também, nos partidos da oposição. Hoje mesmo, no DN, quatro ex-líderes do PSD - de diferentes facções e posicionamentos ideológicos - deixam um sério alerta a Manuela Ferreira Leite: que tenha cuidado, ponderação e racionalidade na forma como posiciona o partido face à minoria socialista. A questão para Marcelo, Santana, Machete e Menezes é simples: ao maior partido da oposição cabem responsabilidades particulares - que passam também por ser prudente no que respeita a votar coligações negativas na Assembleia.
É claro que nada disto significa que o PSD não possa juntar os seus votos aos do CDS, PCP e Bloco em matérias que considere essenciais e estruturantes para o País. A questão é outra: é que a avaliação desse voto deve ser feita com pés e cabeça, e não por mera demonstração de força da oposição. “ Opinião - DN Claro que foi coincidência o presidente da FLAD, o pré-candidato á Presidência da Republica e os “eternos derrotados” aparecerem, a este propósito, a debitar conselhos. E ainda faltou o advogado, da maior sociedade deles. Opiniões decerto respeitáveis mas longe da leitura que deviam ter feito ás propostas eleitorais dos partidos da agora Oposição. As propostas aprovadas deles constavam e, algumas, tinham sido objecto de discussão inútil na AR perante um governo surdo ou autista. Tinham, face á responsabilidade que têm perante os eleitores, que as apresentar. E ainda existem mais algumas outras coincidências. De resto o PPD/PSD apresentou a sua proposta eleitoral, acordada com o PS, quanto á “questão dos professores” e não vi qualquer reclamação no DN. Será que o mote para editoriais se rege pelos acordos prévios do partido do ainda governo com o(s) partidos da oposição? Na realidade a questão é outra: a avaliação desse voto não deve ser feita com pés e cabeça, tem que ser feita com a cabeça e as mãos, numa urna de voto.
nota para aqueles que ainda não sabem: este é um governo minoritário...

Investigação com 1,5% versus Desemprego nos 10 a caminho dos 12%

O ainda chefe do ainda Governo, na abertura do V Encontro Empresarial Ibero-Americano, apontou exemplos de medidas levadas a cabo pelo Governo socialista ao longo da última legislatura, como o Plano Tecnológico, e assinalou o «poder de mobilização» das sociedades que pode trazer o discurso político. Acrescentou que no ano passado «a mobilização do Plano Tecnológico permitiu atingir um investimento de 1,51% do PIB, 2.513 MEuros em 2008, na investigação e desenvolvimento, que pela primeira vez o investimento empresarial ultrapassou o investimento público». tvi 24

mas,
O Eurostat, Gabinete de Estatística da União Europeia, indica que a taxa de desemprego em Portugal atingiu 10,2 por cento em Outubro. DN
Ao que parece este desgoverno quer resolver o problema económico do país sem resolver o aumento, cada vez mais significativo, do desemprego. Coisas diferentes dirão os keynesianos economistas... até quando. Acontece que isto é-me um filme repetido. Já o vi no inicio dos anos 80 do século passado com a “comissão administrativa” do FMI.

em dia da Restauração avança o Tratado de Lisboa

O Tratado de Lisboa vai entrar em vigor a partir de dia 1 de Dezembro e a União Europeia adoptará uma nova estrutura institucional que levou 8 anos a conseguir.
Ao despontar do dia 1 de Dezembro de 1640, o que deve ter acontecido por volta das 07:00 horas entram no palácio real cerca de 40 nobres portugueses, conhecidos pelos «conjurados», que rapidamente controlam a guarda de tudescos. Procuram o secretário de estado Miguel de Vasconcelos cuja morte tinha sido inicialmente determinada. Executam-no, e obrigam pela força a duquesa de Mântua a ordenar a rendição das forças castelhanas no castelo de São Jorge e nas fortalezas que defendem o rio Tejo, a torre de Almada e a torre de Belém. Por volta das 10:00 horas da manhã quando o povo de Lisboa tem conhecimento do sucedido, já o duque de Bragança é Rei de Portugal. Voltávamos a ser donos do nosso destino... ou talvez não.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

na "calha" para um Conselho de Administração

O que é isso de trabalhar como o José Sócrates? O primeiro-ministro é uma pessoa que tem uma obsessão muito grande por realizar e concretizar as coisas e eu também tenho. A regra é 10% para planeamento, 90% para realização, é preciso pensar, discutir, mas há um momento em que já pensámos, já discutimos e agora vamos fazer. Ele tem uma ideia para o país e fica obcecado por concretizar essa ideia. Tem um objectivo que é transformar e eu sou muito sensível a isso. Há quem diga que não faz um segundo mandato porque se afastou do núcleo duro de José Sócrates. Não, por amor de Deus! Tenho uma grande amizade por José Sócrates. Aquilo que disse é que tenho quase 70 anos e o governo é uma actividade muito exigente. Precisa que as pessoas aceitem mentalmente esse sacrifício. Económico
um "discurso das Novas Oportunidades" para chegar rápidamente ao merecido "emprego" pós-ministerial, mentalmente pouco exigente?
Jámé.

domingo, 29 de novembro de 2009

bem prega Frei Tomás...

«Temos hoje, felizmente, sinais de que o pior já passou, e que o processo de retoma económica, ainda lento mas, esperamos, sustentado, já se iniciou», contudo, sublinhou o nosso actual primeiro ministro, «temos de tirar as devidas lições» da «mais grave crise económica dos últimos 80 anos», que afectou todo o planeta. Diário Digital
Henrique Neto, Medina Carreira e António Barreto estão errados?

sábado, 28 de novembro de 2009

uma casa em Marrocos

O barómetro da Marktest para a TSF e Diário Económico indica que a popularidade de José Sócrates sofreu uma queda de sete por cento este mês, embora o Partido Socialista (PS) mantenha as intenções de voto próximas das registadas em Outubro. TSF

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

O 'mistério' do 25 de Novembro de 1975

É sabido: no dia 25 de Novembro de 1975, no final do período revolucionário que se seguiu ao 25 de Abril, Portugal esteve à beira de uma guerra civil. Depois de um período de disputa pelo poder político-militar, que abrange todo o Verão de 1975, as forças democráticas (PS, PSD e CDS, na ala partidária, os moderados do Movimento das Forças Armadas, o MFA, liderados pelos Grupo dos Nove, e a Igreja Católica), que lutavam por uma democracia do tipo europeu, e as forças pró-comunistas (PCP, extrema-esquerda e a Esquerda Militar), que procuravam impor ao País um regime autoritário próximo do dos países comunistas, enfrentaram-se em Lisboa. Venceram os moderados e o caminho para a democracia foi reaberto. Mas a data, isto é, o "quem é quem" e o "quem faz o quê" nos acontecimentos que levaram os radicais do MFA a marchar com a unidade pára-quedista de Tancos sobre a capital e as principais bases aéreas em seu redor, ainda permanece envolto em "mistério". E nem um simples e linear raciocínio de mediana inteligência desata, 30 anos depois, esse "mistério". O "mistério" resume-se a uma pergunta: é, ou não, o PCP, com o apoio operacional da Esquerda Militar, a organização que avança para o confronto e porquê? Têm-se colocado dúvidas sobre a coerência (ou a "incoerência") de um plano militar "tão frouxo" como o dos revoltosos de Tancos. E, no plano político, sobre as verdadeiras intenções e acção do PCP nessa data. Em suma, perguntam os que alimentam esse "mistério": como poderia o PCP avançar para uma tentativa de mudança do poder político-militar com tal plano militar tão débil? E que quereria ele fazer, de facto, um golpe militar, tomar o poder? As respostas, mesmo com base em depoimentos que não incluem as "memórias" do PCP, são, para mim, simples. Era o plano militar de quem comandava o 25 de Novembro frouxo? Não. Qualquer aprendiz de militar verifica que uma acção de ocupação do quartel-general (QG) operacional da Força Aérea e das suas principais bases aéreas operacionais não é um plano qualquer. É um plano inteligente e necessário para fazer de novo bascular a balança do poder para a esquerda pró-comunista. Porquê? Porque, estando a principal força de actuação - o Exército - maioritariamente dominada pelos moderados, só o desequilíbrio dos restantes dois ramos das Forças Armadas - Marinha e Força Aérea - poderiam impor ao Exército um realinhamento político-militar e impedir uma eventual acção deste para repor a ordem no País. Tomar o comando da Força Aérea e as suas principais bases significava, "apenas", subtrair ao Exército o seu principal apoio. E era também uma forma de incitar e libertar a Marinha - nomeadamente os fuzileiros - para uma acção ao lado dos radicais. Que falhou neste plano militar? Duas coisas. Uma, e muito importante, o alinhamento do então comandante operacional do Copcon (QG operacional do MFA), general Otelo Saraiva de Carvalho, ao lado dos pára-quedistas (isto é: da Esquerda Militar). Otelo, que o PCP mais voluntarista contava como aliado e comandante militar "independente" para o golpe, foi para casa nessa madrugada, deixando os revoltosos sem um comando visível (e daí o ódio, que ainda hoje persiste, do PCP a Otelo). Outra, a acção do presidente da República, general Costa Gomes, que se opõe sinceramente a uma guerra civil e dá ordens de fidelidade hierárquica a unidades e cobertura aos militares moderados. Que falhou no plano político? Otelo e Costa Gomes, de novo. O general Otelo Saraiva de Carvalho, comandante operacional do MFA no 25 de Abril, fora preparado, depois de Março de 1975, para ser o "grande líder" da revolução. É namorado pelo PCP e por Cuba. Tem encontros a sós com Cunhal e Fidel Castro convida-o repetidamente para visitar a ilha. Otelo acaba por lá ir em Julho. É recebido como um herói, é-lhe incentivado um papel de caudilho. Otelo regressa aparentemente convencido, diz que vai mandar os "contra-revolucionários" para a praça de touros do Campo Pequeno e é portador de uma mensagem de Fidel para Costa Gomes anunciando a intervenção cubana em Angola. Mas, depois, Otelo falha sempre: não apoia o primeiro-ministro comunista Vasco Gonçalves nem os pára-que- distas. Costa Gomes também "falha". Deixa Cuba avançar em Angola, até porque Portugal era frágil aí. Mas não dá possibilidade ao golpe do 25 de Novembro de avançar em Lisboa. Homem da Guerra Fria e estratego inteligente, deixa Angola para as superpotências e Portugal para a NATO. Um mês antes do 25 de Novembro, o líder soviético Leonid Breznev, numa conversa a sós de quatro horas, em Moscovo, explicara-lhe que a União Soviética não combateria os EUA na Península Ibérica. Por isso, a primeira preocupação de Costa Gomes, na manhã do 25 de Novembro, é falar com Cunhal e o seu braço popular (não armado, mas armável), a Intersindical. Cunhal aceita, mas ganha tempo para negociar o futuro, sem grandes perdas para o PCP. Dir-se-ia não haver depoimentos ou provas suficientes do que afirmo. Mas há. Não se conhece tudo, mas o que se apurou, nestes anos de investigação e de recolha de relatos, é suficiente. Explicarei isso em próximo artigo. Jose Manuel Barroso em O 'mistério' do 25 de Novembro de 1975 no DN
este é um dos poucos artigos sérios sobre o 25 de Novembro.
Este JORNALISTA, que cumpriu serviço militar como capitão miliciano na Guiné, conheceu ali a maioria dos actores dos "dois 25" e no PREC teve, como poucos, um comportamento exemplar como profissional da Comunicação Social.
Foi pena não ter continuado este artigo de Opinião...

sábado, 21 de novembro de 2009

CDS-PP Lisboa lança outdoor contra mais contentores em Alcântara

O CDS-PP de Lisboa considera que é necessário esclarecer todo este negócio. Por isso denuncia, uma vez mais, esta situação com a Liscont lançando uma campanha com cartazes e abrindo espaço ao debate. O CDS-PP de Lisboa entende serem necessárias mais explicações e um debate mais alargado sobre este projecto de ampliação do terminal de contentores de Alcântara, no momento, em que são cada vez mais as vozes, nomeadamente de especialistas a criticarem esta opção, certo de existirem outras soluções. a) Concelhia de Lisboa do CDS-PP
é bom que não esqueçam...
a proposito disto: Oposição avança contra contentores. CDS rói a corda A preocupação do CDS em revogar a concessão prende-se sobretudo com a possível indemnização que Mota-Engil poderá pedir pela anulação de um contrato devidamente assinado. … O líder parlamentar do CDS, Pedro Mota Soares, disse a 18 de Outubro ao "Diário de Notícias" que o seu partido foi "o primeiro a fazer um pedido de aprovação parlamentar contra a adjudicação do contrato sem concurso público". por Filipe Paiva Cardoso, Publicado em 21 de Novembro de 2009 no “ i “

Até Sempre Jorge

A natureza é injusta, Jorge!
Conheci-te quando eras um activo e sensato “miúdo” da JC. Assim permanecerás na minha memória.