sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Auto-ajuda para decidir sentido do voto. Precisa-se…

…há que dizer que as editoras e livrarias nacionais deviam alargar, com urgência, os assuntos dos livros de autoajuda ao discernimento do sentido de voto dos eleitores nacionais. …
Sem dúvida, necessitamos de livros de autoajuda para identificarmos os políticos problemáticos.
Como alguém comentava há tempos no Facebook, se no Porto um lisboeta fizesse o que o portuense Medina está a fazer em Lisboa, haveria uma revolução.
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é ajuizado ser bairrista na hora de eleger o presidente de câmara. É votar num rebento garboso da terra, se faz favor.
Ilustro esta necessidade com Fernando Medina, presidente da Câmara de Lisboa. Quando for a votos (desta vez, fica bem dizer em defesa dos lisboetas, que não foi eleito).
Talvez seja útil lembrarmo-nos que o “candidato” é do Porto e claramente não gosta de Lisboa nem percebe a cidade. Lisboa é para Medina apenas uns degraus no escadote que quer subir dentro do PS.
Se votarem em alguém com ligações difusas ao município, já sabem, correm o risco de lhes sair um Fernando Medina.
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Lisboa está disfarçada de estaleiro de obras – e agora acabou o verão e para a semana começam as aulas da criançada.
Temos de reconhecer: só algum louco ou uma pessoa que quer mal à cidade e aos lisboetas faz, ao mesmo tempo, obras por todo o lado, sem discriminar entre vielas ou artérias daquelas capazes de parar uma cidade. A azáfama é tanta que já há obras à noite, sem respeito pelo descanso dos moradores.
Tenho para mim que Medina percebeu que vai ser castigado (em votos) pelas horas a mais no trânsito que nos próximos meses vai impor aos lisboetas, tanto que encontrou um legalismo para parar as calamitosas obras da Segunda Circular. Obras incompreensíveis, essas – excepto se Medina inscreveu Lisboa num qualquer estudo psicológico internacional para medir, nas populações, o aumento da toma de ansiolíticos provocado por políticos sádicos.
E no fim das obras continuaremos a ter maiores filas de trânsito (é esse o objectivo, com menos vias nas ruas e mais estreitas), horas perdidas dentro dos carros e transportes, passeios largos em zonas de pouco fluxo pedonal e desagradáveis para esplanadas, ciclovias sem ciclistas (ofereço generosamente o meu testemunho: das muitas vezes que passei pela ciclovia da Avenida Duque D’Ávila, vi o total avassalador de zero ciclistas a usá-la). É para os lisboetas aprenderem, por não quererem pedalar por uma cidade cheia de colinas nem usarem apenas os transportes públicos incertos, sem cobertura em algumas zonas nem capacidade de responder a mais procura.

Pois é, necessitamos de livros de autoajuda para identificarmos os políticos problemáticos. Pelo menos em Lisboa. (in Observador por Maria João Marques)

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