terça-feira, 13 de setembro de 2016

percebe-se o desespero...

Quando um primeiro ministro faz o  número circense de que tudo vai bem quando há mais alunos a concorrer ao ensino superior percebe-se o desespero. O naufrago agarra-se à primeira tábua mesmo que afunde à primeira onda.
As exportações caíram como há muito não acontecia. As importações levaram um tombo de todo o tamanho consequência do arrefecimento da actividade económica. O PIB cresce menos de metade do prometido.

O aumento dos impostos indirectos, segundo aumento, diga-se, já é publicamente anunciado e o IRS vai ser mexido. Para baixo é que não é. E a redução do IVA ainda não teve tempo de lançar achas para a fogueira bem como o custo acrescido das 35 horas.
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Aparentemente a generalidade dos jornalistas acham que a sua função consiste em reproduzir declarações de terceiros, e não relatar factos e ajudar a compreender a realidade a partir de informação verificável. Declarações de terceiros deste tipo, isto é, com recursos a tretas, se não escrutinadas pelo jornalismo, são a essência do populismo e não se percebe por que razão são reproduzidas sem mais.
A responsabilidade dos jornalistas no crescimento do populismo é inegável quando qualquer pessoa (podemos discutir se é mesmo qualquer mas não é isso que agora me interessa) sabe que pode fazer declarações destas sem ser verdadeiramente escrutinado e posto a ridículo pela imprensa. (por Henrique Pereira dos santos no Corta-Fitas)


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