domingo, 22 de abril de 2018

... a deputada que “mordeu o cão”!

[Aqui se demonstra que jornalisticamente o normal é ser-se dos “deputados acumuladores” e que a  Deputada Rubina faz parte do grupo que “morde o cão”...]
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A deputada Rubina Berardo, que mais não fez do que assumir um comportamento ético e honesto que devia ser a regra dentro da Assembleia da República, acaba destacada e elogiada por isso. 
[Como se tal não fosse (ou devesse ser) regra de comportamento daqueles que nos representam.]
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Um dos critérios mais comuns do jornalismo é o da anormalidade: [um exemplo classico é o do “homem que mordeu o cão!]
Notícia é tudo aquilo que, sendo de interesse público, sai do padrão, foge ao que a maioria espera ou contraria o que é natural que aconteça.
[Será? Reparem:]
O tema é o dos “deputados acumuladores”, os que recebem dois subsídios pagos para a mesma despesa.
Ao lado da notícia sobre o lucro pessoal que Carlos César tira com dinheiros dos contribuintes quando viaja para os Açores, o Expresso publicou, numa coluna de alto a baixo, um segundo texto. Título:
“Perfil –Rubina Berardo”.
Primeira frase: “Tornou-se conhecida na última semana por uma razão insólita: optou por não abusar dos subsídios do Estado”.
...e segue,
explicando que foi a única dos 12 deputados das regiões autónomas que decidiu nunca tirar proveito próprio de subsídios que existem para ajudar nas despesas de deputados ou residentes na Madeira e nos Açores.
[isto é]
O que o jornal Expresso fez foi identificar e destacar o comportamento atípico neste caso [morder o cão!].
Que seja outro o que devia ser o comportamento padrão, ilustra bem o ponto em que estamos! (in “A culpa é do populismo que isto é tudo gente séria” por Paulo Ferreira )

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