domingo, 22 de abril de 2018

a necessidade deputádica de inventar subsídios e ajudazinhas para compor o ordenado!

Qual é o problema deste sistema?
- Primeiro, não é nada transparente: 
Qual é o salário real total de um deputado, aquilo que ele leva para casa no final do mês? Ninguém sabe. 
Os serviços do Parlamento não informam e não respondem quando perguntados — um trabalho sobre este assunto feito também pelo Expresso há cerca de um mês dizia-nos isso mesmo, o gabinete do secretário-geral da Assembleia da República simplesmente não respondeu.
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- Depois, tudo o que é complicado, burocrático e deixado ao critério dos próprios beneficiários é dado a todo o tipo de abusos e esquemas por quem tem menos escrúpulos, como se está a ver.
Os casos vão-se sucedendo, semana após semana, seja porque se está a subsidiar deslocações para uma morada distante que é falsa ou porque os contribuintes pagam a mesma despesa duas vezes.
- Por fim, a necessidade de inventar subsídios e ajudazinhas para compor o ordenado que não se quer assumir frontalmente, leva a perversidades diversas: 
inventam-se cargos desnecessários para atribuição de carro e motorista; 
pagam-se à margem do ordenado as deslocações diárias casa-Parlamento-casa; e, 
a cereja no topo do bolo, cada dia de trabalho parlamentar — presença no plenário ou em comissões — é paga a 23,05 euros por dia para os residentes nos conselhos da zona de Lisboa e a 69,19 euros para os restantes. (in “A culpa é do populismo que isto é tudo gente séria” por Paulo Ferreira )

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