sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

porque “não há almoços gratís”…

Não vou recuar a 1887 quando é fundada a Anglo-Portuguese Telecomunications, mas é do meu tempo a sua nacionalização, pelo Estado Novo, em 1968. Foi então criada a TLP (Telefones de Lisboa e Porto) que, nestas cidades, iria cumprir o mesmo objectivo dos CTT (Correios, Telégrafos e Telefones) no resto do país. A estas duas juntava-se o serviço internacional de comunicações da CPRM (Companhia Portuguesa Rádio Marconi). Seriam todas nacionalizadas, após o 11 de Março de 1974, nos “governos” do Cor. Vasco Gonçalves e,
“grosso modo”, nos anos 85-90, os Governos do Prof. Cavaco Silva avançaram com as reprivatizações que as uniram na Portugal Telecom.
Por muito que seja, economicamente, liberal custou-me assistir a todo o processo, onde a má gestão de péssimos gestores levaram à falência esta nossa “jóia da coroa”. Àqueles teremos ainda que juntar as decisões dos Governos do Pinto de Sousa, ao impedir a compra da empresa por um grupo nacional, a Sonae, em benefício do Grupo Espirito Santo e, também, toda a imprensa, incluindo a “cor-de-rosa, que tanto louvou a “gestão patriótica” de expansão interna e externa da PT. Raro foi o dia em que, aquela a temos direito, não louvou os méritos de gestores “baba’s”, “salgados” e “granadeiro’s”.

Ora bem, a “nossa” PT foi ontem comprada por uma “empresa” dita “francesa”!
Note-se que escrevi “empresa” mas devia ter escrito “fundo”, porque empresa é diferente de "fundo". 
Os “fundos” não não existem para “investir”, nem em tecnologias de ponta, nem em filosofias de “países de expressão portuguesa” e muito menos em expansão de negócio. 

(que melhor exemplo poderei dar de “fundo” do que aquelas organizações de compra e venda de “atletas da bola”? Mas disso as “gentes do football” sabem mais do que eu e confirma-lo-ão quando os “jogadores” começarem a ser dispensados!)

Tenho pena!

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