domingo, 6 de maio de 2018
sábado, 5 de maio de 2018
dizem que é legal !
também podem acumular milhas?
ou
a
subcomissão de Ética ainda não interpretou a resolução do parlamento que regula
os apoios às viagens dos deputados das regiões autónomas ?
sexta-feira, 4 de maio de 2018
porque é que foram cúmplices?
Os que se calaram e exigiram silêncio a jornalistas e magistrados também são responsáveis por termos chegado aqui.
Além de vergonha, não sentem peso na consciência?
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Além de vergonha, não sentem peso na consciência?
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terça-feira, 1 de maio de 2018
geringonças que se limitam reciprocamente...
só o Venerando não percebe!
(bom! SExa, está bem acompanhado de
comentadores télévisivos e jornalistas avençados...)
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“Se alguém ainda tinha dúvidas sobre
o impasse político em Portugal, perdeu-as certamente com o debate
sobre o Pacto de Estabilidade na Assembleia da República. Foi um
momento revelador. Todos os partidos, menos o PS, apresentaram propostas.
O resultado foi este:
o PSD e o CDS votaram contra as
propostas do PCP e do BE,
o PCP e o BE votaram contra as
propostas do PSD e do CDS, e
o PS votou contra todas.
Eis o retrato da situação política
portuguesa. Ninguém tem força, a não ser para tirar força aos outros.
Em 2015, a geringonça formou-se para
afastar o PSD e o CDS do governo. Mas de facto, houve sempre outra geringonça
para reduzir a influência do PCP e do BE na actual maioria e
o PS está no cruzamento destas
geringonças que se limitam reciprocamente.”
(in (O regime
não se importa. E o país?) por Rui Ramos)
segunda-feira, 30 de abril de 2018
Está mal !
Está mal !
o nosso Venerando pedir o controlo
do Estado sobre uma actividade que trouxe inequívocos benefícios aos
consumidores.
Está mal !
O nosso Venerando poderia, por
exemplo, mas não o fez, pedir o fim do contingente definido por cada câmara
para os táxis que circulam ou poderia reclamar o fim da tabela fixa de preços
dos táxis, coisa que os Uber e Cabify não têm.
Está mal !
O Nosso Venerando
em vez disso, pede comissões e taxas
mais elevadas sobre as plataformas. Seria interessante ver como concorreriam os
táxis com as plataformas no preço.
Está mal !
O nosso Venerando
que, um dia, candidato
à câmara de Lisboa, assumiu o papel de taxista, errou na decisão e, pior ainda:
os
fundamentos que usou mostram
uma tentativa de protecção de um certo modelo de
funcionamento de um negócio,
talvez até da sociedade!
domingo, 29 de abril de 2018
os vira-casacas estão de volta!
lembram-se d’ “O fim do fim do mundo”!
.
«Para a narrativa dominante, no
princípio, Trump era um louco. Empurrava o mundo para a catástrofe nuclear, em
duelo de delinquência infanto-senil com Kim Jong-Un.
Agora é uma espécie de Gandhi
sobrenutrido, que pode trazer a paz aos corpos, se não às consciências. E o
tirano oriental transforma-se em autocrata iluminado, hoje, e se calhar
liberalão esclarecido, amanhã.
São só categorias para consumo das
massas. A verdade é que um dilema geopolítico de mais de 60 anos pode acabar em
tratado de paz (para já só há armistício).
O resto vê-se a seguir: levará tempo
e será arriscado. Mas pode acabar com um foco de tensão na Ásia. E retirar à
China e à Rússia uma hegemonia feita do medo ao ianque.» (in “Uma
geringonça à direita” por Nuno Rogeiro)
.
O que me chateia é que, na imprensa a que temos
direito, vamos continuar a ler, ver e ouvir os mesmos vira-casacas pagos por nós
a peso de ouro...
sexta-feira, 27 de abril de 2018
Coreia's 65 anos depois
Do pinheiro plantado com terra e água das duas Coreias a uma mesa com 2.018 milímetros. A cimeira entre o Norte e o Sul foi histórica e os detalhes, pensados a pormenor, podem surpreender.
segunda-feira, 23 de abril de 2018
bandidos e... bondosos
As notícias sobre Manuel Pinho
revelam tanto sobre os mecanismos da corrupção ao mais
alto nível
como a existência de uma gigantesca teia composta por
aqueles que nada viram, nada ouviram, nada sabiam.
(por Rui
Costa-Pinto no mais actual)
domingo, 22 de abril de 2018
a necessidade deputádica de justificar subsídios e ajudazinhas para compor o ordenado!
Para Ferro Rodrigues, os
golpes e atropelos à ética e à boa gestão são totalmente legítimos. O único
contratempo é saber-se deles publicamente.
.
O caso dos “deputados
acumuladores” — que atravessa a generalidade dos partidos com eleitos nas
regiões autónomas — é mais um exemplo disso. Estas práticas estão tão
entranhadas naqueles corredores e gabinetes, a falta de escrutínio é tão
absoluta e a ausência de hábito em prestar contas aos contribuintes está tão
enraizada, que alguns dos eleitos que ali estão se sentem donos disto tudo.
Neste episódio, Carlos
César fez o papel da virgem ofendida — nada que surpreenda. A coragem que lhe
falta para dizer que é preciso pagar mais e de forma transparente aos
deputados, sobrou-lhe para dizer, sem se rir, que o seu duplo subsídio que lhe
permite lucrar pessoalmente com cada viagem que faz a casa é “eticamente
irrepreensível”. É uma ofensa à inteligência de todos mas, sobretudo, à prática
dos poucos que tiveram, de facto, um comportamento decente neste caso.
No final, a culpa será
sempre de alguns populistas e demagogos que querem ameaçar a democracia e,
claro, dos jornais.
Porque de resto, isto é
tudo gente séria, como se vê.
a necessidade deputádica de inventar subsídios e ajudazinhas para compor o ordenado!
Qual é o problema deste
sistema?
- Primeiro, não é nada
transparente:
Qual é o salário real total de um deputado, aquilo que ele leva
para casa no final do mês? Ninguém sabe.
Os serviços do Parlamento não informam
e não respondem quando perguntados — um trabalho sobre este assunto feito
também pelo Expresso há cerca de um mês dizia-nos isso mesmo, o gabinete do
secretário-geral da Assembleia da República simplesmente não respondeu.
.
- Depois, tudo o que é
complicado, burocrático e deixado ao critério dos próprios beneficiários é dado
a todo o tipo de abusos e esquemas por quem tem menos escrúpulos, como se está
a ver.
Os casos vão-se
sucedendo, semana após semana, seja porque se está a subsidiar deslocações para
uma morada distante que é falsa ou porque os contribuintes pagam a mesma
despesa duas vezes.
- Por fim, a necessidade
de inventar subsídios e ajudazinhas para compor o ordenado que não se quer
assumir frontalmente, leva a perversidades diversas:
inventam-se cargos
desnecessários para atribuição de carro e motorista;
pagam-se à margem do
ordenado as deslocações diárias casa-Parlamento-casa; e,
a cereja no topo do
bolo, cada dia de trabalho parlamentar — presença no plenário ou em comissões —
é paga a 23,05 euros por dia para os residentes nos conselhos da zona de Lisboa
e a 69,19 euros para os restantes. (in “A
culpa é do populismo que isto é tudo gente séria” por Paulo
Ferreira )
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