sexta-feira, 10 de junho de 2016

silêncio

Chaque année en septembre les Pays Bas commémorent les soldats américains tués pendant la seconde guerre mondiale sur leur territoire par un grand concert au Mémorial militaire où sont enterrés les GI’S près de Maastricht.

Cette version longue de « Taps » est jouée par une jeune fille de 13 ans , Melissa Venema et le chef d’orchestre est André Rieu. Dans sa version originale cette musique était jouée au clairon, Melissa la joue à la trompette.

quinta-feira, 9 de junho de 2016

para memória futura do Presidente (do Porto) da Câmara Municipal de Lisboa!

o edifício tinha três murais concebidos pelos artistas urbanos Vhils e PixelPancho foi demolido.
Para ali está previsto o novo terminal de cruzeiros da capital e, claro, a demolição de uma série de edificações à beira rio


domingo, 5 de junho de 2016

notas para o dia em que (quase) todos, de camaradas, passaram a cúmplices.

O realizador italiano Nani Moretti ficou famoso pela frase “Por favor, diga alguma coisa de esquerda!”. No Congresso do PS, não teria sido suficiente. Seria preciso acrescentar uma palavra. O que os socialistas pedem hoje em dia é outra coisa: “Por favor, diga alguma coisa de extrema-esquerda!”.
Quando derem por isso, o PCP e o BE vão perceber que deixaram de ser necessários — a contestação a Bruxelas e aos horrores do capitalismo será toda feita pelos socialistas. Querem ver que o plano é mesmo esse? (por Miguel Pinheiro no Observador )
O que é hoje o PS, segundo resumo de António Costa no fim do congresso socialista? É tudo, e mais o seu contrário. O PS é contra a Europa, mas continua a ser pela Europa. Critica o euro, mas não quer sair do euro. Dá prioridade ao consumo interno, mas também às exportações. É “optimista”, mas vê “dificuldades”. É pela “mudança”, mas quer “estabilidade”. Praticou sistematicamente “reversões” de políticas, mas quer acabar com as “reversões” de políticas (pelo menos, no caso do previsto “Programa Qualifica”). É pelo “confronto”, mas através do “diálogo”. Está ao lado do PCP e do BE, comungando na mesma intensa “vontade de mudança”, mas é, com muita tranquilidade burguesa, um partido “social democrata moderado”. (por Rui Ramos no Observador )
Costa nunca saiu da CML. Olha para o país, para os seus parceiros e opositores como se tudo isto fosse aquele mundo pequeno – em que ele é grande – da autarquia. O resto é óbvio e nessa mesma escala: um misto de esperteza, descaramento e fuga para a frente. Quando as coisas correrem mal o Governo vai gritar contra a UE (um dos adquiridos deste congresso foi a “voz grossa” na Europa!), como se fosse um qualquer autarca a mandar vir com Lisboa. Esperteza das espertezas, Costa vai procurar amarrar a oposição em sucessivas votações contra as sanções (ainda vamos ver o executivo a desfilar no 1.º de Dezembro embrulhadinho na bandeira!) Depois virá o momento EGEAC da eleição directa dos presidentes das comissões de coordenação regional…
E foi este PS, ideologica e programaticamente miniaturizado, que se viu neste congresso. Mas, como bem sabiam muitos dos presentes, algures no futuro, haverá um outro congresso, em que a questão que agora foi dada como encerrada voltará de novo. Até lá experimente-se fazer o exercício e perguntar: como estaria hoje Portugal caso Costa fosse capaz de negociar fora do mundo a que se habituou na CML? (por Helena Matos no Observador )
O que se percebeu no congresso foi que os dirigentes socialistas parecem ter aceitado que não voltarão a ganhar maiorias absolutas e que, como tal, a lógica de poder e de alianças mais à esquerda é para preservar no futuro. Assim, mais do que o rígido PCP, o BE sai deste congresso reforçado na sua influência e com a certeza de que, mais cedo ou mais tarde, integrará um governo PS. Catarina Martins tem razões para sorrir.
Em segundo, o outro lado do espelho da aproximação à esquerda é o proporcional afastamento do PS face às políticas europeias. A resposta do deputado João Galamba à discordância de Francisco Assis – “o nosso partido não se chama partido europeísta, chama-se Partido Socialista” – não deixou margem para dúvidas. (por Alexandre Homem Cristo no Observador)
Ainda que poucos se arrisquem a verbalizá-lo publicamente no actual contexto – as críticas leais e frontais de Francisco Assis ficam como o momento alto deste Congresso do PS – muitos estarão conscientes de que esta é uma estratégia perigosa a médio e longo prazo. Por via da “geringonça”, o PS perde o principal argumento de quatro décadas para fundamentar o voto útil à esquerda. Pior: perde esse argumento depois de um mau resultado eleitoral.
De agora em diante, BE e PCP podem credivelmente apelar ao voto com o objectivo de empurrar um futuro Governo ainda mais para a esquerda, ao mesmo tempo que o eleitorado moderado passa a ter a certeza que votar PS serve para viabilizar o acesso da extrema-esquerda ao poder.
A entrega de sectores estratégicos como os transportes e a educação à extrema-esquerda aí estão para o demonstrar. Neste contexto, a ovação dos congressistas ao ministro da Educação por concretizar objectivos de longa data de Mário Nogueira, do PCP e do BE é sintomática. No Congresso da “geringonça”, a marca da radicalização à esquerda do PS esteve assim bem presente, confirmando uma estratégia de alto risco para o partido e para o país. (por André Azevedo Alves no Observador )
Este Congresso dito do Partido Socialista não foi excepção. E escrevo “dito do Partido Socialista” porque, na verdade, aquela reunião mais pareceu um congresso das esquerdas unidas, como aquele que há três anos se realizou na Aula Magna, em Lisboa. 
Quem, há meia dúzia de anos, dissesse que um congresso do PS haveria de ovacionar alguém que aconselha que se rasgue o Tratado Orçamental ou aplaudir a culpabilização da moeda única para os nossos problemas estruturais, seria rapidamente apelidado de louco. Mas foi isso que aconteceu, com a ironia acrescida de ter ali muitos dos que há cinco ou quinze anos aplaudiram com a mesma convicção a criação do Tratado Orçamental e a vitória que representou para o país a entrada no primeiro pelotão do euro, ainda por cima pela mão de um governo socialista.
O que faltou explicar é como é que estas políticas de tendência liberal nos negócios convivem com a agenda restante do governo, capturada pelo PCP, Bloco de Esquerda e suas clientelas sindicais e corporativas. Mas isso não era matéria porque podia estragar a festa congressista. Tratava-se ali de celebrar a Geringonça. E isso foi conseguido em pleno. O país segue já amanhã. (por Paulo Ferreira no Observador )
É preciso saber ler os silêncios do poder. Foi um congresso de auto-justificação bem pensado. Justificou-se para agradar às suas hostes e conseguiu. Repetiu coisas que muita gente em casa também terá gostado de ouvir. A política portuguesa também precisava de uma dose disto. Mas não disse uma palavra que pudesse maçar alguém. E isso é preocupante. Foi apenas uma celebração, só com dois momentos altos: a participação especial de Pacheco Pereira e o discurso de Francisco Assis. Foi poucochinho. (por Vítor Matos no Observador )


sábado, 28 de maio de 2016

Vicente da Câmara



 D. Vicente Maria do Carmo de Noronha da Câmara 
Lisboa, 7 de Maio de 1928 — Lisboa, 28 de Maio de 2016)

terça-feira, 24 de maio de 2016

linhas gerais da direita politica

– O estado é o Regulador da Economia e não deve estar excessivamente dentro dos negócios dos privados.
– Combater o crime severamente. A polícia tem de ser uma verdadeira autoridade e os tribunais têm de ter mão pesada com os criminosos.
– Privilegiar o investimento privado. As empresas e os patrões não são os inimigos das pessoas bem pelo contrário.
– Terminar e combater a corrupção política e social.
– Apoiar a família, a natalidade portuguesa e a educação.
– Combater a precariedade no trabalho.
– As pequenas e médias empresas são a base da economia.
– A classe média tem que ser uma aposta forte para a sociedade.
– Subsídios do estado são para quem realmente precisa e não para quem não quer trabalhar.
– Estimular a criação de emprego.
– Redução de todos os impostos. O estado não se pode apoderar dos rendimentos das famílias e empresas.
– O estado não pode cobrar impostos excessivos a quem trabalhou e foi recompensado financeiramente. 
– Combater o facilitismo nas escolas. A educação tem de ser exigente e os professores são a autoridade dentro das escolas.
– O património histórico e cultural deve ser sempre preservado. Não podemos esquecer os nossos antepassados, a nossa história e a nossa tradição.

(texto completo AQUI)

segunda-feira, 16 de maio de 2016

LISTA NEGRA de seis meses de geringonça:

Resumo dos títulos e de alguns dos destaques dos mais recentes relatórios do Instituto Nacional de Estatística são reveladores: 
Índice de Vendas no Comércio a Retalho desacelerou em termos homólogos (Março de 2016). 
Índice de Produção Industrial registou variação homóloga negativa (Março de 2016).
Indicador de Confiança dos Consumidores diminuiu, “interrompendo a tendência ascendente observada desde o início de 2013” (Abril de 2016).
Indicador de Actividade Económica estabilizou em fevereiro (após ter desacelerado nos dois meses anteriores).
Quanto ao desemprego, os números do primeiro trimestre de 2016 indicam uma subida para 12,4%, depois de ter atingido um mínimo de 11,9% no último trimestre antes das eleições.”

O Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho passou de uma variação homóloga de 4,9% em fevereiro, para 2,5% em março. Os índices de emprego, de remunerações e de número de horas trabalhadas ajustadas de efeitos de calendário apresentaram, no mês de referência, taxas de variação homóloga de 2,7%, 4,3% e 3,6%, respetivamente (2,7%, 4,6% e 2,5% no mês anterior, pela mesma ordem). No primeiro trimestre de 2016, as vendas no comércio a reatalho subiram 2,5% em termos homólogos (1,4% no 4º trimestre 2015).

O índice de produção industrial apresentou uma variação homóloga de -0,3%, em março (2,1% em fevereiro). A secção das Indústrias Transformadoras registou uma variação homóloga de -1,5% (2,0% no mês anterior). No 1º trimestre de 2016, o índice agregado aumentou 0,8% face ao trimestre homólogo (no trimestre anterior, esta variação tinha sido 2,2%).

O indicador de confiança dos Consumidores diminuiu em abril, após ter estabilizado no mês anterior, interrompendo a tendência ascendente observada desde o início de 2013.
O indicador de clima económico aumentou entre fevereiro e abril, após ter diminuído nos cinco meses anteriores. No mês de referência, os indicadores de confiança aumentaram no Comércio e nos Serviços, tendo estabilizado na Construção e Obras Públicas e diminuído na Indústria Transformadora.

Em março, os indicadores de confiança dos consumidores e de sentimento económico diminuíram na Área Euro (AE). No mesmo mês, os preços das matérias-primas e do petróleo apresentaram variações em cadeia de 3,8% e 18,7%, respetivamente (1,3% e 2,6% em fevereiro).
Em Portugal, o indicador de atividade económica estabilizou em fevereiro, após ter desacelerado nos dois meses anteriores. O indicador de clima económico aumentou em março, após ter-se mantido relativamente estável nos dois meses anteriores. O indicador quantitativo do consumo privado apresentou um crescimento homólogo mais intenso em fevereiro, refletindo a aceleração do consumo corrente. No mesmo mês, o indicador de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) abrandou ligeiramente, em resultado sobretudo do contributo negativo da componente de construção. Em termos nominais, as exportações e importações de bens apresentaram variações homólogas de -1,2% e 1,4% em fevereiro, respetivamente (0,4% e 0,3% em janeiro). Considerando a atividade económica na perspetiva da produção, é de referir que os índices de volume de negócios da indústria e dos serviços registaram variações nominais negativas nos últimos meses, em parte refletindo variações negativas de preços. No caso da indústria, a variação do respetivo índice de preços manteve se negativa e o índice de produção industrial, embora em desaceleração, manteve um crescimento positivo em fevereiro. Por sua vez, o índice de produção da construção e obras públicas registou em fevereiro uma variação negativa idêntica à do mês anterior.
De acordo com as estimativas provisórias mensais do Inquérito ao Emprego, a taxa de desemprego (15 a 74 anos), ajustada de sazonalidade, foi 12,3% em fevereiro. Desde Maio de 2015, as estimativas mensais desta taxa têm oscilado num estreito intervalo entre 12,1% e 12,4%. A população empregada (15 a 74 anos), ajustada de sazonalidade, aumentou 0,2% em termos homólogos em fevereiro e diminuiu 0,3% face ao mês anterior.
O Índice de Preços no Consumidor (IPC) apresentou uma variação homóloga de 0,4% em fevereiro e março, taxa inferior em 0,4 p.p. à registada em janeiro, observando-se taxas de -0,4% e de 1,7% no último mês nas componentes de bens e serviços, respetivamente.

Em março de 2016, as exportações de bens diminuíram 3,9% e as importações de bens decresceram 0,8% face a março de 2015 (+0,9% e +4,8% em fevereiro de 2016, respetivamente). Excluindo os Combustíveis e lubrificantes, as exportações diminuíram 1,3% e as importações aumentaram 2,8% (respetivamente +3,1% e +7,3% em fevereiro de 2016).
O défice da balança comercial de bens registou um acréscimo homólogo de 133 milhões de euros em março de 2016 e o défice da balança comercial excluindo os Combustíveis e lubrificantes aumentou 185 milhões de euros.
No 1º trimestre de 2016, as exportações de bens diminuíram 2,0% e as importações de bens cresceram 1,0% face ao período homólogo.

A taxa de desemprego no 1.º trimestre de 2016 foi 12,4%. Este valor é superior em 0,2 pontos percentuais (p.p.) ao do trimestre anterior e inferior em 1,3 p.p. ao do trimestre homólogo de 2015.
A população desempregada, estimada em 640,2 mil pessoas, registou um aumento trimestral de 1,0% (mais 6,3 mil pessoas) e uma diminuição homóloga de 10,2% (menos 72,7 mil pessoas).
A população empregada, estimada em 4 513,3 mil pessoas, verificou um decréscimo trimestral de 1,1% (menos 48,2 mil pessoas) e um acréscimo homólogo de 0,8% (mais 36,2 mil pessoas).
A taxa de atividade da população em idade ativa situou-se em 58,1%, valor inferior ao observado no trimestre anterior em 0,5 p.p. e ao do trimestre homólogo em 0,4 p.p.

Nestas estimativas trimestrais foi considerada a população com 15 e mais anos, não sendo os valores ajustados de sazonalidade.