quinta-feira, 7 de julho de 2011

juros a acrescentar ao empréstimo...

uma ideia genial !



A agência de publicidade BBDO Portugal decidiu enviar um saco de lixo directamente para a 175 Federal Street, em Boston, Massachusetts, USA, onde está a sede da agência norte-americana.
Os criativos portugueses gravaram um vídeo com todo o processo, que está disponível YouTube e é acompanhado da música 'Fuck You', de Cee Lo Green.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

juros a acrescentar ao empréstimo...

um enorme murro no estomago!

para ti, Jaime.

Meu caro Jaime,
Esta minha memória prega-me partidas! Não consigo ultrapassar a imagem da “miúda” loura, rija, brilhante, casada e mãe aos 21 anos, naquela “festa de despedida”. Ia ao teu encontro. Sabíamos que os "mfa’s de cá" tinham enviado para os "mfa’s de lá" a ordem para a tua prisão e que na confusão do que meses depois iria ser o PREC, quiçá a tua eliminação física.
A “Zézinha” ia ao teu encontro. "Raptar-te à tropa", disse, porque sabia que por ti, mesmo avisado, não irias fugir, desertar. Conhecia-te bem!
A Maria José ia “à aventura”, “a salto”, deixando para trás o bem precioso que era o vosso filho. Admitia o perigo e sabia que poderia não regressar. Quis estar com os amigos, talvez uma última vez, mas “lugar dela era contigo”, disse-nos, e nunca o esqueci.
O resto é história, aquela que um dia devia ser escrita para a nossa memória futura.
A vida também nos prega partidas. A Maria José deixou-te, deixou-nos, ou talvez não, porque há os que por obras valorosas ficam connosco para sempre.
Abraço,
Zé Costa-Deitado.

até sempre!




















             Maria José Nogueira Pinto
                                1952  -  2011

a AICEP não vai para os Estrangeiros

"A AICEP, bem como algumas outras estruturas que existem na área da Administração que são relacionadas ou com a chamada diplomacia económica ou com a cooperação económica com o exterior, a opção da orgânica do Governo é colocá-las na dependência do primeiro-ministro", declarou o secretário de Estado da Presidência.

A Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal, um instituto público, sai da tutela do Ministério da Economia e fica na dependência do Primeiro-Ministro.
Tudo levava a crer que a “Agência” seria requalificada para trabalhar junto e em objectivos comuns com as nossas embaixadas dando-lhes as competências técnicas de que tanto necessitam numa altura em que captar investimento e reforçar exportações terá que ser prioridade. Em contrapartida receberia um inestimável apoio de diplomatas conhecedores do terreno em que iriam actuar.
Ficou provado, com a gestão Basílio Horta, que não só a AICEP entrou em perniciosas rivalidades com a diplomacia dos países onde actuou, como criou situações difíceis aos Ministérios da Economia, dos Estrangeiros e, quiçá, à Presidência da República.
Entende-se que Passos Coelho queira retirar poder ao seu parceiro de coligação e, talvez, até a Cavaco Silva, seu “adversário” de outros tempos no seu partido.
Não se entende é que, ao manter um instituto público e uma estrutura diplomática paralela, esteja a prejudicar o interesse nacional.

Mas como está na calha a nomeação de um novo presidente, e parte da administração, para a AICEP, acredito que o lugares já esteja prometidos a ex-convidados para ministros e secretários de estado…
Mais uma trapalhada que pode vir a ter consequências politicas.

um produto não desejado

A agência de notação financeira Moody's cortou hoje em quatro níveis o rating de Portugal de Baa1 para Ba2, colocando a dívida do país na categoria de junk, um “produto não desejado”, que rapidamente alcunhamos com o nome de “lixo” talvez por analogia com a junk food que muitos consomem e gostam.

a Moody's apresenta três argumentos:
que existe o risco crescente de Portugal precisar de um segundo pacote de empréstimos internacionais antes de conseguir regressar aos mercados no segundo semestre de 2013,
que há uma «possibilidade crescente de a participação dos investidores privados ser imposta como pré-condição» para esse segundo resgate, e
que se receia que Portugal não seja capaz de cumprir a totalidade das metas de redução do défice e da dívida acordadas com a тройка FMI, UE, BCE.

Curiosamente, ou talvez não, aqueles são também os argumentos de José Silva Lopes, entre outros, ao referirem que o empréstimo do FMI e da UE é insuficiente, sendo preciso mais que os «largamente insuficientes» 78 mil milhões de euros.
Sobre o imposto extraordinário, anunciado por Passos Coelho, Silva Lopes é categórico: “É apenas o começo de uma longa e dolorosa estrada”.

O ministério das Finanças contra-argumenta que o downgrade da Moodys’s não terá tido em devida conta o amplo consenso político que suporta a execução das medidas acordadas com a тройка e “ignora os efeitos da sobretaxa extraordinária em sede de IRS anunciada pelo Governo durante o debate do programa de Governo no final da passada semana”.

Quer a Moody's, quer Silva Lopes, conhecem bem este povo de cigarras que se recusa a reconhecer a situação e que entende que isto de “sacrifícios” é algo de necessário... desde que seja para aplicar aos outros.
O Governo dá-lhes razão, quando fecha os olhos e assobia para o ar, passando da universal “contribuição extraordinária” ao “imposto extraordinário no Subsidio de Natal” que apenas incide sobre Pensionistas e Reformados, Funcionários Públicos e nos “suspeitos do costume”: os “ trabalhadores por conta de outrem” e deixa de fora os responsáveis pela crise e que dela beneficiaram.

E a União Europeia, criada no Ocidente da Guerra Fria, na sua inconsciência de governação “à leste duma Cortina de Ferro” ainda não percebeu que se está a acabar…

terça-feira, 5 de julho de 2011

juros a acrescentar ao empréstimo...

o “fogo de artificio” para os imbecis” ou o “atrás de mim virá”

“... apenas aqueles que têm rendimentos inferiores ao salário mínimo nacional serão dispensados desse esforço. É isso que quero garantir ao sr. deputado e é isso que irá comprovar quando o ministro das finanças apresentar a medida em detalhe”, garantiu Passos Coelho.


"A medida que foi anunciada relativamente ao agravamento do IRS não se limita ao rendimento dos trabalhadores, engloba todo o rendimento que é coberto e sujeito a englobamento no IRS (...) engloba as mais valias. As mais valias estão cobertas na base sujeita a englobamento no IRS", afirmou Vítor Gaspar, o ministro das Finanças, reforçando os esclarecimentos do primeiro-ministro, que não tinham convencido a oposição, de que as mais-valias também serão sujeitas a tributação no âmbito das medidas de "agravamento do IRS" anunciadas no debate sobre o programa do Governo.

Estas declarações foram apenas fogo de artificio para a festa dos imbecis. porque nem as mais valias, nem os “prémios” nem os “complentos escondidos” aos ordenados e vencimentos serão tributados com a "contribuição extraordinária". Comentadinhos e jornaleiros, ingénua ou propositadamente, acharam bonito transformar a "contribuição extrordinária" em "imposto sobre o subsidio de natal" esquecendo que sobre valores liquidos não se re-aplicam impostos.
Não era o caso da "contribuição extraordinária", inicial e pomposamente comunicada por Coelho, que seria para aplicar a tudo e para todos.

As trapalhadas, as neo-trapalhadas, avançam a um ritmo tão impressionante que deixa o anterior governo à distancia do “atrás de mim virá... pior pinóquio que eu  ”

Não me dê conselhos, Sr. Presidente!

"Devemos ter bem presente que este é um tempo em que muitos portugueses vivem sérias dificuldades, temos à nossa frente um grande desafio de emergência social. Daí o apelo que eu tenho dirigido, para uma distribuição justa dos sacrifícios que se pedem aos portugueses".




Não me dê conselhos senhor Presidente. Não me dê conselhos quando, ao seu lado e à sua frente, tem gente que ganha por minuto mais do que 2 milhões de portugueses auferem em Pensão mensal.
Lembrar-me “sérias dificuldades”, “emergencia social” e “distribuição justa de sacrificios”, em ameno convivio o Mexia, o Bava e os Etc..., não são conselhos, são insultos!