segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Grécia

A 23 de abril de 2010, George Papandreou anunciava que a Grécia não tinha resistido à pressão dos mercados e não restava outra alternativa senão pedir ajuda financeira internacional à União Europeia e ao Fundo Monetário Internacional (FMI), atirando o país para a incerteza. O então primeiro-ministro grego falava a partir da ilha de Kastellorizo. Mais de 3.000 dias, três regastes e 300 mil milhões de euros depois, há esta segunda-feira uma cerimónia simbólica naquela ilha pitoresca ao largo da costa turca para celebrar o fim de uma crise sem precedentes na democracia mais antiga do mundo que deixou a Zona Euro à beira do colapso. Findo o terceiro resgate, os gregos passam a andar pelo seu próprio pé a partir de hoje.[...]
Oito anos depois do primeiro pedido de ajuda, hoje a Grécia volta mandar nos seus destinos. Economia está a recuperar, mas dívida deixa Atenas e investidores em alerta. [...]
Para já, os investidores parecem novamente dispostos a emprestar dinheiro ao país a um preço aceitável. Os juros gregos na maturidade a 10 anos rondam os 4,322%, bem longe dos 40% observados em 2012, aquando do perdão de dívida à Grécia no valor de mais de 100 mil milhões de euros envolvendo apenas os investidores privados, bancos portugueses incluídos.

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