quinta-feira, 15 de março de 2018

Isto não é para assustar, mas há outras matas para limpar!

Há sinais e mais sinais de que alguma coisa grave pode acontecer.
Na saúde, na educação, nos transportes. Há mais matas para limpar.
Estamos como antes dos incêndios!
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É ensurdecedor o silêncio de uma esquerda que estaria aos berros há quatro anos:
- A principal ponte do país tem parafusos a cair e necessita de obras urgentes. 
- 60% das linhas de comboio em Portugal revelaram um índice de desempenho “mau” ou “medíocre” e os descarrilamentos dos últimos anos ocorreram em troços não modernizados.
- A maternidade de Coimbra e a área pediátrica do hospital de Évora estão em ruptura, os médicos e enfermeiros queixam-se de falta de condições e de meios todos os dias e as salas das urgências estão a rebentar entre surtos de doenças.
- Os alunos da Secundária do Restelo, como muitos, mas muitos mais, em todo o país, têm de levar cobertores e estar de casacos, gorros e luvas por causa do frio nas aulas porque a degradação das escolas se agrava, sobretudo no interior, e
os pais recebem pedidos de ajuda para comprar papel para fotocópias e para as casas de banho. 
- O Forte de Santo António da Barra está a cair aos bocados, como vários outros monumentos históricos. Mas se em Cascais há dinheiro e há salvação 
- em Peniche, não há salvação, porque o PCP quis salvar a simbólica prisão de se tornar um hotel, já há pedaços das velhas celas a chegar às Berlengas nem
- em Mafra onde os sinos podem cair em cima de alguém (mesmo turista) a qualquer momento. 
- Há esquadras, tribunais e hospitais em estado inqualificável. 
- Há  carruagens de comboios e alguns barcos a precisar de reforma urgente e
- o Metro sempre apinhado e atrasado sob constantes apelos de reforços
.
O rol é interminável nas mesas dos vários ministérios e o silêncio ensurdecedor de uma esquerda que estaria aos berros há quatro anos, mas cujos fiéis parecem agora apenas preocupados com o facto de Passos ir ser professor catedrático convidado numa universidade pública
ou com quem escreve o programa do CDS
e a maior preocupação dos sindicatos e a grande discussão no ministério é a progressão dos professores.

(adapt. de “Isto não é para assustar, mas há outras matas para limpar” por Filomena Martins )

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