domingo, 19 de junho de 2011

nem bom vento...

"Vamos preparar uma greve geral. Nós vamos parar o país"
Dezenas de milhares de espanhóis de todas as idades invadiram hoje as ruas de Madrid a gritar palavras de ordem como: "não pagamos a crise".
Os manifestantes partiram logo pela manhã de seis zonas distintas da capital, juntando-se ao início da tarde na praça Neptuno, junto ao Congresso dos Deputados.
Temos a intenção de ser ouvidos e vamos conseguir", assegurou a plataforma que organizou a manifestação por toda a Espanha.

Foi na Espanha, donde não vem bom vento...   mas em Lisboa e no Porto, uma cópia inspirada na «acampada» espanhola realizou hoje uma manifestação “para passarem a mensagem de que é necessária uma democracia melhor”.

alguém me explica?

O ex-vice-presidente da Câmara do Porto, Paulo Morais, afirma que «o centro de corrupção em Portugal tem sido a Assembleia da República, pela presença de deputados que são, simultaneamente, administradores de empresas».
«Felizmente, este parlamento vai-se embora. Dos 230 deputados, 30%, 70, são administradores ou gestores de empresas que têm directamente negócios com o Estado», denunciou Paulo Morais, num debate sobre corrupção organizado pelo grupo cívico-político Porto Laranja, afecto ao
PSD.
Para o professor universitário, o parlamento português «parece mais um verdadeiro escritório de representações, com membros da comissão de obras públicas que trabalham para construtores e da comissão de saúde que trabalham para laboratórios médicos.

confesso não ser capaz de comentar!

sábado, 18 de junho de 2011

e não esqueçam quem os dirige!

As Delegações Regionais do Instituto de Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT), antiga Direcção-Geral de Viação (DGV), produziram com irregularidades 3700 formulários que permitiam a emissão de cartas de condução falsas.
Estão detidos 4 funcionários e rescindido o contrato com a Empresa que processava as Cartas de Condução.
Pequenas consequências num Instituto onde o caso era voz corrente entre funcionários e dirigentes que o esconderam, porque manter o emprego era prioridade, na respública do medo... 
Apurar responsabilidades, um a um, pode dar uma das limpezas que o país precisa…e que, como é comum, não se esqueça quem os dirige.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

juros a acrescentar ao empréstimo...

XIX Governo Constitucional

Ministro de Estado e das Finanças: Vítor Gaspar (ind).
Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros: Paulo Portas.
Ministro da Defesa: José Pedro Aguiar Branco.
Ministro da Administração Interna: Miguel Macedo.
Ministra da Justiça: Paula Teixeira da Cruz.
Ministro Adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Autarquias e Desporto: Miguel Relvas.
Ministro da Economia e Emprego: Álvaro Santos Pereira (ind).
Ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e Território: Assunção Cristas.
Ministro da Saúde: Paulo Macedo (ind).
Ministro da Educação e Ensino Superior: Nuno Crato (ind).
Ministro da Solidariedade e Segurança Social: Pedro Mota Soares
Secretário de Estado Adjunto do Primeiro Ministro - Carlos Moedas
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros - Luís Marques Guedes
Secretário de Estado da Cultura - Francisco José Viegas (ind).

quinta-feira, 16 de junho de 2011

juros a acrescentar ao empréstimo...

Os 10 objectivos do próximo governo em resumo

1) Gerir e resolver a grave situação financeira, assumindo os custos e as condicionantes inerentes,
2) Criar condições para acelerar a retoma do crescimento económico e a geração de emprego,
3) Garantir o Estado Social através da criação de condições para a sua sustentabilidade económica, financeira e inter-geracional, ,
4) Iniciar as transformações estruturais necessárias para um crescimento sustentável a todos os níveis:
   travar e reduzir o endividamento do Estado e diminuir a sua despesa;
   assegurar o reforço da independência e da autoridade do Estado, garantindo a não partidarização das estruturas e empresas da Administração,
5) Abrir um novo horizonte de futuro à juventude, preparando-a para a empregabilidade e a competitividade na nova sociedade do conhecimento,
6) Aumentar a poupança, reduzir o endividamento externo, exportar mais e melhor e depender menos das importações, através de políticas adequadas de ajustamento macroeconómico e reforçando a inovação,
7) Remover bloqueios e constrangimentos à recuperação económica, com especial destaque para as reformas da concorrência e dos respectivos reguladores; do mercado de trabalho, do mercado de arrendamento, promovendo a mobilidade, a reabilitação urbana e a diminuição do endividamento das famílias; do sistema fiscal, valorizando nomeadamente o trabalho, a família e a poupança; da Segurança Social, garantindo a sua sustentabilidade, a solidariedade inter-geracional e a progressiva liberdade de escolha, nomeadamente dos mais jovens.
8) Reformar a justiça, tendo em vista a obtenção de decisões mais rápidas e com qualidade, tornando-a num estímulo ao desenvolvimento económico e ao investimento.
9) Promover o desenvolvimento humano e social, qualificando os portugueses para a era da globalização onde o conhecimento terá uma importância acrescida.
10) Garantir a condição primeira do exercício da liberdade, que é a segurança dos cidadãos, nomeadamente através do reforço da motivação das forças de segurança e da sua eficácia operacional.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

a fabulosa história duma candidatura a PAR...

Escrevem os nossos brilhantes e informados jornalistas que o nome do quase deputado Nobre é uma das divergências entre Passos e Portas e, sobre tão importante assunto, ouvem as mais distintas personalidades.
Couto dos Santos, PSD, um ex-ministro da Educação que não deixou saudades diz que o partido não pode deixar de honrar aquilo com que se comprometeu.
Carlos A. Amorim, ex-Cds, ex-PND, ora PSD defende que a candidatura de Nobre "tem todas as condições para ir em frente".
Ribeiro e Castro, sempre CDS, veio defender o nome de Mota Amaral apesar de Carlos Amorim informar que "Ribeiro e Castro trabalhou com Vale e Azevedo sem problema nenhum". (???)
Mota Amaral, ex-presidente da Assembleia da República, disse apenas que não fará nenhum comentário sobre essa matéria, tal como muitos outros dirigentes do PSD e do CDS.

Estou confuso!
Pensei que os candidatos a Presidente da Assembleia da República eram propostos por deputados e não pelos partidos e algumas vezes o foram, pelos seus pares, multipartidariamente e eram eleitos em votação secreta.
Já aconteceu serem necessárias várias desistências e várias votações até se obter a maioria absoluta necessária para “o candidato” ser eleito.
Pensei que ainda não era possível controlar o “voto secreto” mas, face ao que se tem escrito, devo estar enganado.
Pensei que a técnica de nos deitar “fumo para os olhos” tinha acabado. Parece que continua apesar de também ter sido contra isso que votámos "no fim do ciclo”

juros a acrescentar ao empréstimo...

Os juros da dívida soberana portuguesa estão hoje a subir em todas as maturidades, sobretudo a cinco e a 10 anos, em que batem máximos históricos, a poucos dias de mais dois leilões de Bilhetes do Tesouro.
Esta manhã, os juros exigidos pelos investidores para transaccionar títulos de dívida soberana portuguesa a cinco anos negociavam, em média, nos 12,140%, acima dos 11,937% da sessão anterior e tocando um novo máximo histórico.
O “spread” face à dívida alemã nesta maturidade estava nos 997,4 pontos base, segundo a agência de informação financeira Bloomberg.