sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

O ferryboat

O ferryboat "Atlântida" foi construído há seis anos, na Empresa Pública Estaleiros Navais de Viana do Castelo e foi recusado pela Empresa Pública Atlânticoline juntamente com a encomenda do segundo ferryboat, que já estava em construção, por não cumprir a velocidade contratada. Ao que parece a velocidade de cruzeiro era menos 2 milhas por hora que o contratado.

A 23 de Dezembro de 2009 a Empresa Pública Estaleiros Navais de Viana do Castelo e a Empresa Pública Atlânticoline acordaram que esta, recebia daquela, 40 milhões de euros, mas ainda estão por pagar oito milhões.
Para os receber a Atlânticoline recorreu à justiça a que temos direito - nós e eles -.
O presidente da dita afirma que "só o fez mesmo no limite, lembrou que os oito milhões de euros fazem muita falta à empresa e por isso quer que o navio seja vendido de imediato e por ajuste directo porque «não há garantia no processo de concurso público de ser ressarcido dos valores que ainda lhes devem».

Mas a venda directa do ferry Atlântida viola as indicações da Comissão Europeia, uma vez que os activos dos estaleiros têm de ser alienados de forma concorrencial, o que não acontecerá num processo de venda directa.

Assim, eu já sei, e você fica a saber,
quem é que vai pagar os oito milhões que “fazem muita falta” à Atlânticoline EP  
e também porque é que estamos a pagar a falência dos ENVC EP…
e obviamente

iremos concluir que a si, e a mim, aqueles “dinheiritos” não nos faz alguma falta!

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