terça-feira, 31 de julho de 2018

Os avanços e recuos da investigação ao assalto a Tancos...

"ao contrário do que tinha sido veiculado pelo Exército e pelo Ministério da Defesa", ainda existe material que não foi recuperado – armamento que inclui granadas e explosivos. O Ministério Público considera que "a segurança nacional está em perigo enquanto os assaltantes não forem capturados".
a “estória” em episódios:
parece que
a investigação continua a seguir todos os passos de seis suspeitos, mas oficialmente não existem arguidos. Da mesma maneira que continua sem se saber quando os assaltantes entraram mesmo no quartel, como o conseguiram fazer e que mecanismos de segurança estavam ou não a funcionar.

(um bom trabalho da Revista Sábado)

segunda-feira, 30 de julho de 2018

ironia do destino 1...

Lembrei-me da propaganda que eles fizeram "da lista paritária"!
mas parece que apenas serviu para enganar os idiotas-úteis que acreditam neste "bloco de hipócritas caviar"...

O Bloco da extrema-Esquerda informa que “aceitou o pedido de renúncia feito no domingo pelo Robles” e que o Manuel Grilo assumirá a vereação bloquista na Câmara Municipal de Lisboa.
O Grilo é professor, dirigente do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, membro do secretariado nacional da Fenprof e do Conselho Nacional da CGTP. Deixou de leccionar em 2016...

oh Catarina, descobriram-te a careca!

Chegou o momento de avaliar as propostas do BE pelo que elas valem (e tantas vezes valem tão pouco), em vez de serem valorizadas pelo que o BE diz dos outros.
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As reações da Catarina Martins e do Francisco Louçâ chegam a ser pungentes. Há uma cabala, pois claro. Porque um dos seus foi apanhado a fazer um grande negócio imobiliário (o que, para o BE. tipifica regra geral a especulação imobiliária), mas não só: a apostar no Alojamento Local (o que, para o BE, normalmente é a gentrificação dos bairros tradicionais), a negociar saídas de inquilinos (o que, noutras ocasiões, para o BE, são despejos sem coração), a mostrar as virtudes de enriquecimento patrimonial (quando, tantas vezes, o BE assinalou a necessidade de ir buscar o dinheiro onde ele está). E poderíamos continuar. Chegou o momento de avaliar as propostas do BE pelo que elas valem (e tantas vezes valem tão pouco), em vez de serem valorizadas pelo que o BE diz dos outros.[.]
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O Luís Fazenda, um dos quatro fundadores do Bloco de Esquerda, tornou-se na primeira voz do partido a criticar o caso Robles. Ao i (sem link), diz que o BE terá de "tirar conclusões" da situação, porque vai contra os "princípios bloquistas".
Não há como fugir ao tema, ele não sai da agenda. O José Pedro Mozos e o Nuno Vinha estiveram a analisar quatro actas da Assembleia Municipal de Lisboa que revelam as contradições entre o dono do prédio e o político do Bloco.
O Marques Mendes disse ontem na SIC que o Bloco se deveria ter "demarcado" do seu vereador municipal em vez de o defender. E que este “é o pior momento político de Catarina Martins. A líder bloquista defendeu Robles de tal forma que envolveu Marcelo sendo depois desmentida por Belém.
Mas as incoerências continuam e continuam e continuam. Afinal o prédio esteve para alojamento local, ainda tem um anúncio de venda activo, deixou quatro pessoas sem emprego e uma despejada e acabou com a fachada vandalizada. Há tantas diferenças entre o discurso de Robles e os actos, que o Carlos Maria Bobone até fez uma análise literária.

(por Filomena Martins no Observador)

Diz-me com quem acampas...



ironia do destino ...

Pode acontecer que a Rita Silva passe a ser vereadora da Câmara de Lisboa precisamente por terem sido apontados ao Robles comportamentos de especulação na compra de um edifício em Alfama.
A Rita, tal como o seu antecessor também “é ativista pelo direito à habitação e contra os especuladores” mas é identificada como próxima da corrente da UDP do Luís Fazenda o dirigente bloquista que assumiu que "o BE tem de fazer uma reflexão e tirar conclusões do caso de Robles”.
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Fazenda e a UDP são neste caso os vencedores da contenda que nunca deixou de existir entre as 4 principais facções do Bloco da extrema-Esquerda 

domingo, 29 de julho de 2018

Mortos pelo próprio veneno

Voltamos a velha discussão, não é por ser de esquerda que Robles tem menos direitos. O problema está na arrogância moral de quem acha que pode impor um modelo de sociedade aos outros e depois faz o contrário como se nada fosse. Isto não é só incoerência, é pior. [.]
Este caso reflecte bem a actuação do Bloco, a forma simplista e altamente ideológica como trata muitas destas questões essenciais, minando as discussões. Como se só houvesse preto e branco. Os bons e os maus. Os puros e o lixo. Ricardo Robles é o ricochete dessa política.          

Aqui ao lado em Espanha, Pablo Iglésias também provou do seu próprio veneno quando comprou uma casa de 600 mil euros, quando antes tinha arrasado o ministro espanhol Luis de Guindos por ter comprado uma moradia de igual valor. Ou na intervencionada Grécia quando o ministro das finanças Varoufakis se deixou fotografar pela Paris Match num repasto luxuoso quando o país vivia (e ainda vive) dias de miséria. O mundo da hipocrisia é de facto muito pequeno. Só me espanta que ainda haja quem não o tenha percebido. (in “ os puros e o lixo” por  Luis Moreira )

e se tivesse como protagonista um político de direita?

Uma situação que se tivesse como protagonista um político dos denominados partidos de direita mereceria a condenação na praça pública por parte do Bloco de Esquerda.
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O BdaE, resolveu quebrar o silêncio instalado no partido sobre a tentativa de negócio imobiliário do seu vereador na Câmara de Lisboa. Um silêncio que tinha levado Robles a fazer a sua defesa pública totalmente desacompanhado.[.]
Havia alguma expectativa sobre a forma como um partido habituado a denunciar as incoerências alheias, iria lidar com o «carrossel da especulação» que lhe tinha entrado pela casa adentro, até porque o PSD não demorou a pedir a demissão de Robles. Uma expectativa que, como era previsível, saiu frustrada.
As palavras de Catarina Martins inseriram-se naquela que é a prática habitual dos partidos populistas. No caso de esquerda, mas que seria semelhante se a conotação fosse de direita.
Assim, não foi necessário recorrer à estratégia de legitimação que Pablo Iglésias e a sua companheira, Irene Montero, usaram em Espanha. Isto apesar do montante pago pelo casal – 600 mil euros – representar pouco mais do que a décima parte do valor que Robles pretendia obter. Ou de Iglésias e Montero serem compradores de uma habitação própria e Robles assumir a condição de proprietário vendedor.
Robles proprietário não cometeu qualquer ilegalidade. Aliás, o mesmo aconteceria caso a venda se tivesse efetuado, desde que Robles cumprisse as obrigações do foro administrativo-tributário.
Porém, a leitura terá forçosamente de ser outra quando a análise contemplar a dimensão ética. Nesse plano, Robles – tal como qualquer outro político – não pode querer impor aos outros aquilo que não está disposto a cumprir. ( in “Robles e o dilema do populismo de esquerda” por José Pinto )

o que serão os hipócritas do Bloco no poder?

O caso de Robles é ainda mais relevante politicamente porque neste momento é o militante do Bloco com mais poder executivo camarário. É ele que dá a maioria absoluta a Fernando Medina na autarquia de Lisboa.
Olhem para o Robles e vejam o que será o Bloco no poder, se chegar ao governo com o PS.
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Embora esteja na vida política há pouco tempo, Robles já aprendeu que o comportamento não é o mais importante, mas sim o que se torna público. Tudo corria bem até a notícia do seu investimento ter sido publicada por um jornal. Depois, vieram as habituais desculpas, que não convencem ninguém e o argumento espantoso de que nada fizera de ilegal. Eis a judicialização da política pelos políticos. Os políticos, pela natureza das suas funções públicas, devem prestar contas que vão muito além da legalidade dos seus actos. O comportamento e os argumentos de Robles são bons exemplos de como o Bloco olha para a política e a sociedade. ( in “o homem 500 por cento” por João Marques de Almeida )

sábado, 28 de julho de 2018

hipócritas: se ainda não percebeu aqui vai!

neste  site em cor vermelha (em homenagem ao Bloco) vão as passagens mais problemáticas e entre parênteses, em itálico, segue a nossa opinião!

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. mais na imprensa a que temos direito: 
27 de julho de 2018 - 19:52
28 Julho 2018 — 00:31
28 de Julho de 2018, 6:14
28 de Julho de 2018, 6:26
28 de julho de 2018 - 12:40
28 de Julho de 2018 - 12:46
28 de julho 2018- 13:41
28 de Julho 2018

sexta-feira, 27 de julho de 2018

para a história da hipocrisia...

Fosse o senhor vereador doutro partido, por exemplo, do CDS, e sabe como seriam os títulos? Eu dou-lhe uma ajuda senhor vereador. Duvida que seriam qualquer coisa como:
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Vereador do CDS faz negócio obscuro à boleia da lei dos despejos de Assunção Cristas”? 
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E ambos temos a certeza que logo Catarina Martins com o pano de fundo dos seus lindos olhos clamaria contra as negociatas, a especulação imobiliária e a corrupção.
Sim, a corrupção senhor vereador.
Ou duvida o senhor vereador que logo se vasculharia como foram tão lestamente aprovadas as obras?
Que de imediato três arquitectos explicariam que aquele andar a mais era um atentado contra a paisagem urbana e o trinado do fado?
E, obviamente, os jornalistas-activistas desencantariam os seus ex-inquilinos a quem nunca perguntariam quanto receberam de indemnização para sair do prédio e a quem pediriam para relatar as saudades do seu velho bairro, a tristeza por terem deixado os vizinhos de sempre e a lástima pelo horror da especulação imobiliária. [...]
O senhor vereador na verdade é apenas o mais recente exemplo desse endemismo dos países governados por uma casta. [...]
E assim Portugal está cheio de defensores da escola pública cujos filhos e netos frequentam colégios alemães e ingleses.
De defensores do SNS que se tratam na medicina privada a que aliás a maior parte deles tem acesso garantido via ADSE graças à sua condição de funcionários públicos.
De indignados contra a lei dos despejos que investem no imobiliário.
De paladinos dos transportes públicos que de transporte público só conhecem o carro de serviço.
De horrorizados com a invasão turística dos centros históricos sendo que eles mesmos não se cansam de descrever as impressões de viagem que colheram em Veneza, Roma, Paris, Budapeste…. Mas claro eles não se consideram turistas mas sim viajantes.

Enfim Portugal está cheio de gente que identifica serviços públicos e políticas públicas com propriedade pública. (in “Rir não é remédio. É placebo” por Helena Matos )