"ao contrário do que tinha sido
veiculado pelo Exército e pelo Ministério da Defesa", ainda existe
material que não foi recuperado – armamento que inclui granadas e explosivos. O
Ministério Público considera que "a segurança nacional está em perigo
enquanto os assaltantes não forem capturados".
a investigação continua a seguir
todos os passos de seis suspeitos, mas oficialmente não existem arguidos. Da
mesma maneira que continua sem se saber quando os assaltantes entraram mesmo no
quartel, como o conseguiram fazer e que mecanismos de segurança estavam ou não
a funcionar.
Lembrei-me da propaganda que eles fizeram "da lista paritária"! mas parece que apenas serviu para enganar os idiotas-úteis que acreditam neste "bloco de hipócritas caviar"...
O Bloco da extrema-Esquerda informa
que “aceitou o pedido de renúncia feito no domingo pelo Robles” e que o Manuel
Grilo assumirá a vereação bloquista na Câmara Municipal de Lisboa.
O Grilo é professor, dirigente do
Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, membro do secretariado nacional da
Fenprof e do Conselho Nacional da CGTP. Deixou de leccionar em 2016...
Chegou o momento de
avaliar as propostas do BE pelo que elas valem (e tantas vezes valem tão
pouco), em vez de serem valorizadas pelo que o BE diz dos outros.
.
As reações da Catarina
Martins e do Francisco Louçâ chegam a ser pungentes. Há uma cabala, pois claro.
Porque um dos seus foi apanhado a fazer um grande negócio imobiliário (o que, para o BE.
tipifica regra geral a especulação imobiliária), mas não só: a apostar no Alojamento
Local (o que,
para o BE, normalmente é a gentrificação dos bairros tradicionais), a negociar saídas de
inquilinos (o
que, noutras ocasiões, para o BE, são despejos sem coração), a mostrar as virtudes
de enriquecimento patrimonial (quando, tantas vezes, o BE assinalou a necessidade de ir
buscar o dinheiro onde ele está). E poderíamos continuar. Chegou o momento de avaliar as
propostas do BE pelo que elas valem (e tantas vezes valem tão pouco), em vez de
serem valorizadas pelo que o BE diz dos outros.[.]
Pode acontecer que a Rita Silva passe
a ser vereadora da Câmara de Lisboa precisamente por terem sido apontados ao Robles
comportamentos de especulação na compra de um edifício em Alfama.
A Rita, tal como o seu antecessor também
“é ativista pelo direito à
habitação e contra os especuladores” mas é identificada como próxima da
corrente da UDP do Luís Fazenda o dirigente bloquista que assumiu que "o
BE tem de fazer uma reflexão e tirar conclusões do caso de Robles”.
.
Fazenda e a UDP são neste caso os
vencedores da contenda que nunca deixou de existir entre as 4 principais facções
do Bloco da extrema-Esquerda
Voltamos a velha discussão, não é
por ser de esquerda que Robles tem menos direitos. O problema está na
arrogância moral de quem acha que pode impor um modelo de sociedade aos outros
e depois faz o contrário como se nada fosse. Isto não é só incoerência, é pior.
[.]
Este caso reflecte bem
a actuação do Bloco, a forma simplista e altamente ideológica como trata muitas
destas questões essenciais, minando as discussões. Como se só houvesse preto e
branco. Os bons e os maus. Os puros e o lixo. Ricardo Robles é o ricochete dessa
política.
Aqui ao lado em Espanha, Pablo
Iglésias também provou do seu próprio veneno quando comprou uma casa de 600 mil
euros, quando antes tinha arrasado o ministro espanhol Luis de Guindos por ter
comprado uma moradia de igual valor. Ou na intervencionada Grécia quando o
ministro das finanças Varoufakis se deixou fotografar pela Paris Match num
repasto luxuoso quando o país vivia (e ainda vive) dias de miséria. O mundo da
hipocrisia é de facto muito pequeno. Só me espanta que ainda haja quem não o
tenha percebido. (in “
os puros e o lixo” por Luis Moreira )
Uma situação que se tivesse como
protagonista um político dos denominados partidos de direita mereceria a
condenação na praça pública por parte do Bloco de Esquerda.
.
O BdaE, resolveu quebrar o
silêncio instalado no partido sobre a tentativa de negócio imobiliário do seu
vereador na Câmara de Lisboa. Um silêncio que tinha levado Robles a fazer a sua
defesa pública totalmente desacompanhado.[.]
Havia alguma expectativa sobre a
forma como um partido habituado a denunciar as incoerências alheias, iria lidar
com o «carrossel da especulação» que lhe tinha entrado pela casa adentro, até
porque o PSD não demorou a pedir a demissão de Robles. Uma expectativa que,
como era previsível, saiu frustrada.
As palavras de Catarina Martins
inseriram-se naquela que é a prática habitual dos partidos populistas. No caso
de esquerda, mas que seria semelhante se a conotação fosse de direita.
Assim, não foi necessário recorrer à
estratégia de legitimação que Pablo Iglésias e a sua companheira, Irene
Montero, usaram em Espanha. Isto apesar do montante pago pelo casal – 600 mil
euros – representar pouco mais do que a décima parte do valor que Robles
pretendia obter. Ou de Iglésias e Montero serem compradores de uma habitação
própria e Robles assumir a condição de proprietário vendedor.
Robles proprietário não cometeu
qualquer ilegalidade. Aliás, o mesmo aconteceria caso a venda se tivesse
efetuado, desde que Robles cumprisse as obrigações do foro
administrativo-tributário.
Porém, a leitura terá forçosamente de
ser outra quando a análise contemplar a dimensão ética. Nesse plano, Robles –
tal como qualquer outro político – não pode querer impor aos outros aquilo que
não está disposto a cumprir. ( in “Robles
e o dilema do populismo de esquerda” por José Pinto )
O caso
de Robles é ainda mais relevante politicamente porque neste momento é o
militante do Bloco com mais poder executivo camarário. É ele que dá a maioria absoluta a
Fernando Medina na autarquia de Lisboa.
Olhem
para o Robles e vejam o que será o Bloco no poder, se chegar ao governo com o
PS.
.
Embora
esteja na vida política há pouco tempo, Robles já aprendeu que o comportamento
não é o mais importante, mas sim o que se torna público. Tudo corria bem até a
notícia do seu investimento ter sido publicada por um jornal. Depois, vieram as
habituais desculpas, que não convencem ninguém e o argumento espantoso de que
nada fizera de ilegal. Eis a judicialização da política pelos políticos. Os
políticos, pela natureza das suas funções públicas, devem prestar contas que
vão muito além da legalidade dos seus actos. O comportamento e os argumentos de
Robles são bons exemplos de como o Bloco olha para a política e a sociedade.( in “o
homem 500 por cento” por João Marques de
Almeida )
neste siteem cor vermelha (em homenagem ao Bloco) vão as passagens mais problemáticas e entre parênteses, em itálico, segue a nossa opinião! .
.
.
mais na imprensa a que temos direito:
Fosse o senhor vereador doutro
partido, por exemplo, do CDS, e sabe como seriam os títulos? Eu dou-lhe uma
ajuda senhor vereador. Duvida que seriam qualquer coisa como:
.
“Vereador do CDS faz negócio obscuro à boleia da lei dos despejos de
Assunção Cristas”?
.
E ambos temos a certeza que logo
Catarina Martins com o pano de fundo dos seus lindos olhos clamaria contra as
negociatas, a especulação imobiliária e a corrupção.
Sim, a corrupção senhor vereador.
Ou duvida o senhor vereador que logo
se vasculharia como foram tão lestamente aprovadas as obras?
Que de imediato três arquitectos
explicariam que aquele andar a mais era um atentado contra a paisagem urbana e
o trinado do fado?
E, obviamente, os
jornalistas-activistas desencantariam os seus ex-inquilinos a quem nunca
perguntariam quanto receberam de indemnização para sair do prédio e a quem
pediriam para relatar as saudades do seu velho bairro, a tristeza por terem
deixado os vizinhos de sempre e a lástima pelo horror da especulação
imobiliária. [...]
O senhor vereador na verdade é
apenas o mais recente exemplo desse endemismo dos países governados por uma
casta. [...]
E assim Portugal está cheio de
defensores da escola pública cujos filhos e netos frequentam colégios alemães e
ingleses.
De defensores do SNS que se tratam
na medicina privada a que aliás a maior parte deles tem acesso garantido via
ADSE graças à sua condição de funcionários públicos.
De indignados contra a lei dos
despejos que investem no imobiliário.
De paladinos dos transportes
públicos que de transporte público só conhecem o carro de serviço.
De horrorizados com a invasão
turística dos centros históricos sendo que eles mesmos não se cansam de
descrever as impressões de viagem que colheram em Veneza, Roma, Paris,
Budapeste…. Mas claro eles não se consideram turistas mas sim viajantes.
Enfim Portugal está cheio de gente
que identifica serviços públicos e políticas públicas com propriedade pública. (in “Rir não é
remédio. É placebo” por Helena Matos )