domingo, 3 de junho de 2018
sábado, 2 de junho de 2018
da imprensa a que temos direito em 1 de Junho
Os socialistas espanhóis são a principal força
política da oposição e propõem que o seu líder, Sánchez, substitua Rajoy na Chefia
do Executivo.
O PSOE tinha apenas 84 deputados, longe dos 176
necessários para aprovar a moção mas conseguiu uma espécie de geringonça.
A favor estão também o Unidos Podemos (67 deputados) e
o Compromís (4, nacionalistas valencianos), a Nueva Canarias (1, nacionalista
das Canárias), os sete bascos do PNV (5) e do EH Bildu (2) e os catalães do ERC
e do PDeCAT (17 em conjunto). Somam 180 votos, acima dos 176 necessários para
derrubar o Governo.
.
E Contra a moção
estiveram 169 deputados, 134 do próprio PP, os 32 do Ciudadanos e os três de
UPN e Foro Asturias. (in RR)
quinta-feira, 31 de maio de 2018
os jornalistas não perguntam, a oposição não se opõe...
...quando desde o mais analfabeto
dos agricultores, ao mais qualificado dos doutorados portugueses que lidam
minimamente com plantas, sabem, e dizem, que isso dos matos não vai lá com
intervenções únicas que se somam no espaço, o Governo não só fez aprovar legislação
absurda (pretender que as ervas não tenham mais de vinte centímetros, ao longo
do ano, é pretender que se ande com um corta relvas, por meio país, todos os
meses, mais ou menos como se faz nos campos de futebol, embora com mais
frequência, um exemplo que uso por me parecer o único contacto que muitos dos
que decidem sobre o assunto terão com a gestão da vegetação), como insiste
nesta cantilena sem pés nem cabeça.
E como é isto possível?
Simples, não há qualquer custo
político em dizer coisas absurdas porque os jornalistas não perguntam, a
oposição não se opõe (nesta matéria, aliás, há um enorme consenso político no
sentido de se gerir os espaços não agrícolas esquecendo a realidade), os que
sabem cansaram-se e a generalidade da população estará minimamente satisfeito
com o "faz-se o que se pode, coitados, ao menos alguma coisa melhorará, se
não se fizer nada é que é pior". (in “Não temos
salvação” por Henrique Pereira dos Santos)
Merkel e a esquerda de Ontem e d'Hoje!
para o estudo dos vira-casacas (talvez
pelos académicos coimbrões e similares?)
.
ia-me saindo, por vira-casaca, “vira-latas” agora emudecidos
e esquecidos de quando e quanto bramiam em 2012:
“...não
fosse ela vista como a autora moral do garrote financeiro que asfixia as contas
do Estado e inferniza a vida dos portugueses” e mandavam recados:
- «Nós temos uma bomba
atómica que podemos usar na cara dos alemães. Ou os senhores se põem finos ou
nós não pagamos a dívida” e se o fizermos “as pernas dos banqueiros alemães até
tremem”. » (autor
desconhecido)
- "Não
sei o que o seu pai lhe diria, mas, por mim, acho isto muito pouco cristão" (Eurico
Reis, Juiz)
- "Senhora
Merkel, aprenda com este povo solidário a solidariedade de que a Europa
precisa" (Vítor Melícias, Padre)
- "Frau
Merkel: Roubar é crime! Nuremberga pode julgar-te!" (Mário
Nogueira, FENPROF)
- "Que
pegue na vassoura e siga para bem longe!" (DJ
Poppy)
- "Não
faça ao povo português aquilo que não gostaria que fizessem ao povo
alemão" (Arménio Carlos, Líder da CGTP)
- "Sinta
a casa como se fosse sua. Em boa verdade, mais cedo ou mais tarde, ela
será" (Edson Athayde, Publicitário)
- "Seria
mais proveitoso se fizesse mais na cama aquilo que está a fazer à Europa" (Vânia
Beliz, Sexóloga)
- "[A
Alemanha] de tempos em tempos dá-lhe para controlar a Europa " (São
José Correia, Actriz) "Angela, nunca se esqueça do passado e tenha
cuidado com a nossa humanidade" (Jorge
Palma, Músico)
- "A
austeridade cega levará à instabilidade social, à qual os polícias não são
alheios"
(Paulo
Rodrigues, ASPP-PSP)
- "‘Schweinerei'
[Porcaria]! Não é bem-vinda a minha casa (...) O momento não está para
delicadezas" (Rui Reininho, Músico)
- "Que
tenha piedade de nós, sobretudo dos que ganham pouco"
(Vanessa Oliveira, Apresentadora de TV) - "Que a sra. Merkel
pense e construa (...) uma Europa que seja equilibrada e justa entre os seus
membros" (Américo Guerreiro, Publicitário)
- "É
preciso saber ouvir (...) caso contrário, nem o sexo nos salva!" (Marta Crawford, Sexóloga)
.
mas há mais, muito mais: AQUI
Em 2012, Merkel visitou Portugal.
O BE viu nessa visita uma provocação
e exigiu “que
o Governo apresente contas sobre o custo financeiro para os contribuintes das
medidas de segurança que o Governo está a preparar”
.
Pelas paredes surgiram pinturas de fino recorte e em frente à AR houve
manifestações.
Os activistas do costume fizeram
uma carta
aberta contra a vinda de Merkel a Portugal,
Jerónimo de Sousa
garantia «Quem
manda em Portugal não é a senhora Merkel» Jerónimo de Sousa diz que quem manda
em Portugal é o povo português».
.
O Mário Soares escrevia esta espécie de
redacção: Os
portugueses, desesperados, não ignoram a visita. Mas já se percebeu que o povo
português não gosta da senhora Merkel nem a chanceler do nosso povo.
.
Fizeram-se inquéritos com as
respostas do costume:
“A
austeridade cega levará à instabilidade social, à qual os polícias não são
alheios” (Paulo Rodrigues, ASPP-PSP)
“Senhora
Merkel, aprenda com este povo solidário a solidariedade de que a Europa precisa”
(Vítor Melícias, Padre)
“Frau
Merkel: Roubar é crime! Nuremberga pode julgar-te!” (Mário Nogueira,
FENPROF)
“Seria
mais proveitoso se fizesse mais na cama aquilo que está a fazer à Europa“ (Vânia
Beliz, Sexóloga)
“[A
Alemanha] de tempos em tempos dá-lhe para controlar a Europa ” (São
José Correia, Actriz)
.
Em 2018 a esquerda está no poder.
Os
protestos desapareceram.
A austeridade continua mas agora como a amêijoa é da
boa.
quarta-feira, 30 de maio de 2018
Isto é que é um CV: “Somos amigos. Dou-me bem com ele e gosto muito dele”.
O ministro Adjunto Pedro Siza Vieira
abriu uma empresa imobiliária um dia
antes de ir para o Governo (o que é uma audácia),
fez-se sócio-gerente (o que é uma
cegueira),
entrou em incompatibilidade (o que é
uma imprudência),
corrigiu a situação algum tempo
depois (o que é um atraso),
recusou dar explicações totais sobre
o caso (o que é uma insensatez) e, finalmente,
foi resgatado pelo
primeiro-ministro, que assegurou no parlamento que se tratou apenas de um
lapso.
mas
o Pedro Siza Vieira
foi “Professor Convidado da
Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa e da Universidade Nova
de Lisboa”,
foi “formador em pós-graduações e
cursos promovidos por diversas instituições”,
foi sócio de duas grandes sociedades
de advogados,
“integrou as listas de árbitros” de
inúmeros centros de arbitragem jurídica e
“integrou vários grupos de trabalho
responsáveis pela elaboração de anteprojetos legislativos”.
.
Tudo isto é o seu currículo, mas nada disto é o currículo que conta.
Há uns meses, Pedro Siza Vieira fez
uma declaração ao Expresso sobre António Costa que é a chave da sua
existência — e da sua sobrevivência — política: “Somos amigos. Dou-me bem com
ele e gosto muito dele”. (in
“Para
os amigos, tudo. Para os inimigos, a lei” por Miguel Pinheiro)
sábado, 26 de maio de 2018
o PS tornou-se instrumento de “corruptos e criminosos” ?
A eurodeputada socialista Ana Gomes
afirmou sábado, 21 de Abril, através do Twitter que “o PS não pode continuar a
esconder a cabeça na carapaça da tartaruga“ e diz que o “próximo
Congresso” do PS, que se realiza de 25 a 27 de Maio, é uma “oportunidade para
escalpelizar como [o PS] se prestou a ser instrumento de corruptos e criminosos.
.
VAI FICAR A FALAR SOZINHA
Ou então colocam-lhe as malas à
porta num convite aberto para desamparar a loja.
Uma coisa é certa: o PS não está
interessado em debate algum sobre a sua regeneração. Basta, aliás, ver como
José Sócrates continua a ser protegido com silêncios e omissões, ou mesmo por
palavras e actos. (Paulo
Gorjão)
.
fiquei à espera...
trapalhadas, lapsos e percalços...
Entre dois aumentos nos preços dos
combustíveis, lá irrompe um ministrozinho qualquer metido em trapalhadas,
perdão, “lapsos”, perdão, “percalços”.
Desta vez, foi um tal Vieira, que
alegadamente é jurista, a desconhecer as “incompatibilidades” do cargo e da
praxe.
[e um Costa aproveitou para esconder
as dele!]
É impressionante como os socialistas
exibem uma ignorância tão vasta em todos os domínios terrestres e, não
obstante, conseguem acumular pequenas fortunas pessoais e, para cúmulo,
governar tão bem.
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