domingo, 31 de julho de 2016

valeu a pena?

O relatório independente, encomendado pelo FMI, diz que o fundo desenhou o Programa da troika partindo de um diagnóstico errado:
A Portugal faltava poupança, não competitividade…
Depois de um programa de ajustamento aplicado durante três anos, com exigências duríssimas para a população e consequências muito graves para o desenvolvimento económico do país — a recessão foi muito mais profunda do que o previsto — Portugal conseguiu resolver os seus problemas e ganhar sustentabilidade?
Os peritos do Gabinete Independente de Avaliação do FMI são claros:
A nossa análise sugere que a sustentabilidade da dívida pública de Portugal é frágil: choques adversos modestos sobre a economia portuguesa ou aumentos discricionários do défice orçamental podem facilmente lançar o rácio de dívida pública sobre o PIB num caminho explosivo.”
Duas lições para o FMI
Primeiro, deve “repensar o custo-benefício” de colocar metas ambiciosas. Portugal não cumpriu nenhum dos objetivos que tinham sido fixados para o défice orçamental. Mais: o spreadentre os juros da Alemanha e de Portugal alargou-se até 2012.

A segunda lição tirada pelos peritos aponta para a necessidade de explicar melhor os riscos que um país que participa na união monetária corre. “A troika nunca ponderou seriamente reestruturar a dívida de Portugal”, lê-se no relatório. E nunca o fez porque, na verdade, sabia que essa era uma solução inaceitável para a Comissão Europeia. (in Observador)

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