sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Diz-me com quem andas...

Com a subida de António Costa ao poder, as pessoas voltaram a mudar no PS.
Já não são os moderados e dialogantes do tempo de Guterres.
Já não são os negociantes duvidosos do tempo de Sócrates.
São uns trauliteiros que não respeitam algumas regras elementares.
É inadmissível que António Costa não tenha estado na posse do novo Governo.
Para lá da guerra das palavras, há uma coisa que se chama ‘urbanidade’ e regular relacionamento institucional.
As pessoas que hoje rodeiam Costa transmitem uma imagem que não se coaduna com a de um partido moderado.
Vejam-se as recorrentes tiradas de Carlos César, o presidente do partido, e comparem-se com o que dizia Almeida Santos ou mesmo Maria de Belém.
Veja-se a linguagem terrorista usada por João Galamba ou Capoulas Santos, e compare-se com a dos dirigentes do tempo de Guterres.
Vejam-se as intervenções de Ferro Rodrigues, que mesmo na posse como segunda figura do Estado não foi capaz de evitar uma postura agressiva e rezingona, totalmente contrária ao espírito da função, com indirectas ao Presidente da República.
Vejam-se as caras de todos à saída das reuniões com o Presidente da República: as expressões de António Costa, Carlos César, Ana Catarina Mendes, Ferro Rodrigues…
Friso mais soturno era impossível.
Não foi por acaso que um certo tipo de pessoas rodeou Guterres, outro tipo rodeou Sócrates e outro ainda rodeia Costa.
António Costa é o espelho daquelas pessoas que o rodeiam – ou vice-versa.
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.

O grupo que acompanha Costa não engana ninguém. (in “Sol” por José António Saraiva )

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