domingo, 13 de dezembro de 2020

NÃO NOS TAP EM OS OLHOS!

Costa, Pedro Nuno Santos, Governo, PS, António Pedro Vasconcelos e demais amigos, correligionários e “compagnons de route”: NÃO NOS TAP (EM) OS OLHOS
resumo da acção dos socialistas nacionais nos últimos anos em relação à Tap 
1. António Guterres foi o primeiro Primeiro-Ministro socialista a preconizar e a pretender a privatização parcial da Tap, corria o ano de 1997. A ideia na altura era vender parte do capital à Swissair. Acabou no pântano como o seu Governo. 
2. Posteriormente, em 2011, José Sócrates assinou a privatização TOTAL, repito, TOTAL da TAP! Não acreditam, eis a prova: 
«3.31 – O Governo acelerará o programa de privatizações. O plano existente para o período que decorre até 2013 abrange transportes (Aeroportos de Portugal, TAP, e a CP carga), energia (GALP, EDP, e REN), comunicações (Correios de Portugal), e seguros (Caixa Seguros), bem como uma série de empresas de menor dimensão […].Será elaborado um plano actualizado de privatizações até Março de 2012.» 
Esta cláusula faz parte do (MOU – Memorandum of understanding) Memorando de Entendimento assinado com a Troika pelo Governo do Partido Socialista, em nome e representando a República Portuguesa, em 17 de Maio de 2011. 
3. Passos Coelho, enfrentou uma feroz e ilegítima oposição, uma vez que tinha inscrito no seu programa de Governo a privatização da Tap e a mesma tinha sido sufragada pelo povo português quando ganhou as eleições com maioria absoluta, juntamente com o CDS, conseguiu privatizá-la parcialmente em 2015. 
4. Finalmente, António Costa reverteu escandalosa e despudoradamente a privatização da TAP em 2016 e tem metido centenas de milhões de euros nossos, de nós todos, na Tap, só este ano, 1.200M€, fora os 1.000M€ previstos para 2021, e sabe-se lá quanto para 2022 e 2023! Fala-se em 4.000M€ no total! 
Agora que a política do Antonio Costa – e não esquecer, do seu Ministro Pedro Nuno Santos – de reversão da Tap falhou estrondosa e escandalosamente, prepara-se para perfidamente “chutar” o problema para a Assembleia da República com dois objectivos principais; co-responsabilizar todos os partidos pela incompetência e demagogia da sua política em relação à Tap desde 2016 e até agora, e co-responsabilizá-los também pelas medidas duríssimas que Bruxelas vai impor de ora em diante para a Tap poder continuar a operar mas, atenção, amputada de parte da frota, de parte das rotas, de parte dos destinos, de uma parte dos valiosíssimos “slots”, e com corte de salários que será transversal a todos os trabalhadores, de 25%, e pasme-se, quer associá-los ao despedimento de milhares de trabalhadores para se sair airosamente da sua política desastrosa e irresponsável neste dossier! Para Governo de esquerda, não está mal… 
Além de completamente incompetentes, são absoluta e descaradamente cobardes por não assumirem frontalmente os erros e, sobretudo, as consequências da sua política completamente contaminada pela ideologia! 
Esperar-se-ia que os partidos de esquerda votassem ao lado do Governo por o terem apoiado e mantido no poder mais a sua política inepta e irresponsável – também em relação à Tap – nos últimos 5 anos. Seria prudente que os partidos do centro e da direita, (o PS sozinho tem mais 22 votos do que a direita toda junta; 108 versus 86, logo não precisa da direita para nada nem dos seus votos!) se abstivessem, única forma de “entalarem” esta esperteza saloia de António Costa que, infelizmente, só nestas coisas é “hábil” e “competente” e uma vez que a restante esquerda vai votar contra! 
António Costa deve ficar com o menino nos braços, isto é, com a Tap, já que foi ele o Pai e a Mãe, foi ele que pariu esta Tap que não passa de um aborto do que deveria ser uma companhia de aviação 100% privada, equilibrada, competitiva, escorreita, contida económico-financeiramente, eficiente e a servir os portugueses e os seus legítimos interesses de deslocação. 
É justo, necessário e urgente que responda pela sua demagogia e incompetência infrenes! 
ACosta, Pedro Nuno Santos, Governo, PS, António Pedro Vasconcelos e demais amigos, correligionários e “compagnons de route”: NÃO NOS TAP (EM) OS OLHOS! (Rui Graça Moura)

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