sábado, 5 de agosto de 2017

Não é austeridade ? Chamem-lhe o que quiserem!

... depois do mínimo histórico de 2016 esperava-se que em 2017 o investimento público arrancasse mas passado meio ano não é isso que se verifica. As cativações falam mais alto e o controlo do défice exige-o.
[...] diz a UTAO na análise por programa orçamental:
para "o baixo grau de execução do investimento", "destaca-se o contributo dos programas orçamentais Saúde e Ensino Básico e Secundário"
enquanto por entidades, " para o baixo grau de execução os principais contributos advêm do Metropolitano de Lisboa, Programas Polis e Metro do Porto" (adapt. de “O investimento público não arranca” por Luis Moreira)
...

A UTAO mostra que as transferências de capital para fora das administrações públicas (que juntamente com o investimento público explicam a despesa total de capital) estão a cair 1,5%, o que compara com uma meta de crescimento anual de 12,8%. Em termos de grau de execução, a unidade nota que até Junho se fixou "em 46,5%, sendo 5,7 pontos percentuais inferior ao verificado no período homólogo", para o que "contribuiu essencialmente o IAPMEI", que cortou as transferências em 88%, quatro vezes mais que a queda de 22% prevista no Orçamento para o total do ano. (in “Já lá vai meio ano e não há forma do investimento público disparar” por Rui Peres Jorge)

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