sábado, 6 de junho de 2015

Grécia:quando é que a história acaba?

A Grécia tinha esta sexta-feira um pagamento ao Fundo Monetário Internacional, e esperava-se que não pagasse. Era a bancarrota, o fim da saga. A Grécia, de facto, não pagou. Mas nem por isso houve bancarrota. Mais uma vez. Nos últimos meses, o governo grego lá foi arranjando dinheiro, e os seus credores lá foram arranjando paciência. A saga continua.
O pior, para o Syriza, é que, dentro da Grécia, a sua chegada provocou a mais perigosa de todas as revoltas: a dos contribuintes e aforradores. Os contribuintes (um terço dos quais são trabalhadores por conta própria, e portanto menos vulneráveis ao fisco), começaram a deixar de pagar impostos, e os aforradores a tirar o dinheiro dos bancos
Quanto à UE, o seu problema não é a Grécia, mas a sua própria concepção do Euro. A Grécia representa 2% da economia da zona Euro, e não pesa especialmente no comércio de nenhum dos seus membros (para as exportações alemãs, a Grécia é menos importante do que o Luxemburgo).
(isto é)
Não deveria ser mais do que um problema humanitário. 

Não vale a pena tentar adivinhar os próximos capítulos. Como é típico destes processos de procrastinação e de arrastamento, quando o inevitável acontecer, será sempre uma surpresa. ( Rui Ramos in Observador.pt )

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