sábado, 17 de outubro de 2015

o candidato!

“As eleições presidenciais recordam-me o maior arrependimento que até hoje tive como eleitor: os dois votos em Freitas do Amaral em 1986.
E sei que há muita gente na direita portuguesa que sente o que sinto.
O passado de Rebelo de Sousa como político não me tranquiliza completamente.
Como líder do PSD, alcançou duas vitórias importantes, mostrou sentido de responsabilidade com a abertura para chegar a acordos orçamentais num momento crucial para Portugal – preparava-se a adesão ao Euro.
Mas o fim foi um desastre:
O modo como a coligação pré-eleitoral entre o PSD e o CDS terminou deixa más memórias e não ajuda a ganhar confiança. 
Sobretudo porque Rebelo de Sousa construiu uma imagem de alguém que olha para a política como um divertimento e um jogo de tácticas permanentes. Parece ser um político que não resiste a uma maldade se isso o divertir, mesmo que estejam coisas mais importantes em jogo. Poderei estar a exagerar um pouco.

Mas se ele tem esta imagem, a culpa não é minha.” (in João Marques de Almeida no Observador )

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