sexta-feira, 18 de maio de 2007

Uma boa noticia!


Ministra impede investigação a ossadas
A ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima, impediu a investigação às ossadas de D. Afonso Henriques, proposta por um grupo de investigadores da Universidade de Coimbra. A investigadora Eugénia Cunha aceita a decisão, mas vai rebater os argumentos contra a investigação. TSF, Sexta, 18 de Maio de 2007


... e a Universidade de Coimbra contesta!
A antropóloga forense Eugénia Cunha anunciou hoje que a Universidade de Coimbra (UC) vai contestar o despacho da ministra da Cultura que rejeita a abertura do túmulo de D. Afonso Henriques para fins científicos. Publico 18 Maio 2007

terça-feira, 8 de maio de 2007

Universidades podem ser fundações

Antes... (...)Bloco de Esquerda, PCP e PS estao de acordo quanto ‘a necessidade de clarificar se houve favorecimento ou nao da Universidade Lusiada por parte do Governo. Lino de Carvalho, deputado do PCP, exigiu de Durao Barroso o esclarecimento das dúvidas em torno do possível favorecimento da Universidade Lusíada. O mesmo fez Augusto Santos Silva, deputado do PS, que também já exigiu esclarecimentos de Durao Barroso. O BE, por seu turno, exigiu a criação de uma comissão parlamentar de inquérito. Em suma, aparentemente a unica forca politica que nao pediu que fossem esclarecidas todas as duvidas foi a Nova Democracia de Manuel Monteiro. Refira-se que Manuel Monteiro e’ sub-director do curso de Relações Internacionais da Universidade Lusiada no Porto. (...) O PS exigiu esclarecimentos a Durao Barroso sobre o possível favorecimento da Universidade Lusíada ao promulgar uma lei feita ‘a medida para esta instituicao de ensino superior privado. O dirigente do PS, Augusto Santos Silva, salientou o facto de o Primeiro-Ministro ter estado ligado à Universidade Lusíada e de vários membros do actual governo terem ou terem tido relações pessoais com a Universidade Lusíada”. Seria util que o PS tivesse cuidado com eventuais insinuacoes que podera’ vir a fazer. Isto porque a Universidade Lusíada pediu a aprovação de um projecto de diploma para o reconhecimento do interesse público da Fundação Minerva em Julho de 2000 ao então ministro da Educação, do PS, Guilherme de Oliveira Martins. Acontece que um irmao de Guilherme d’Oliveira Martins e’ (ou era na altura se a memoria nao me falha) assessor da administracao da Universidade Lusíada… Acresce que existem outros dirigentes e/ou deputados do PS que tambem têm ou tiveram relações pessoais com a Universidade Lusíada. Estou a pensar, por exemplo, em Jorge Lacão que da’ ou deu aulas no curso de Direito. Em suma, e repetindo, o PS devera’ ter cuidado com eventuais insinuacoes que possa fazer porque muito provavelmente irao fazer ricochete… P.S. -- Saliente-se por uma questao de clareza que entre 1994 e 1998 fui assistente estagiario na Universidade Lusiada, no curso de Relacoes Internacionais do qual Durao Barroso foi director em determinada fase. Entre 1998 e 2003 estive com licenca e preparo-me eventualmente para voltar a leccionar na Universidade Lusiada no segundo semestre academico, que comecara' em Fevereiro de 2004. Paulo Gorjão http://bloguitica.blogspot.com/2003_12_01_archive.html Agora... Ministro com poder para passar universidades a fundações Contra todas expectativas, Mariano Gago avança mesmo para a hipótese de as universidades ou politécnicos públicos serem transformados em fundações de direito privado. As instituições podem manifestar essa vontade ou, em nome da defesa do interesse público, o próprio ministro do Ensino Superior terá a liberdade de avançar unilateralmente para esse tipo de regime jurídico, previsto no projecto-lei aprovado no Conselho de Ministros extraordinário de sábado.Segundo o diploma, a que o JN teve acesso, os actuais funcionários públicos ao serviço nessas universidades ou politécnicos manterão os seus direitos, aplicando-se de futuro o contrato de trabalho da Administração Pública. As instituições públicas poderão delegar a realização de cursos (sem grau académico) em fundações, associações ou sociedades privadas com que tenham acordos. As futuras e eventuais fundações serão administradas por um conselho de curadores (3 a 5) nomeados por cinco anos pelo Governo entre personalidades de reconhecido mérito e não poderão ter vínculo laboral com a instituição. As fundações terão órgãos semelhantes às universidades públicas tradicionais, exceptuando os curadores, e poderão aprovar quadros de pessoal ou, por exemplo, autorizar operações sobre imóveis, aprovar as propinas ou permitir a criação ou participação de empresas privadas. O conselho de curadores terá também o poder de designar o reitor e o conselho de gestão.O Governo das universidades "tradicionais" será composto pelo conselho geral que elege o reitor e este terá, entre outras funções, a obrigação de presidir a um conselho de gestão. O conselho geral elege o reitor por quatro anos a partir de um conjunto de candidatos que sejam professores ou investigadores internos ou externos à instituição, de universidades portuguesas ou estrangeiras.Ao lado do reitor (ou presidente no caso dos politécnicos) surge a figura do administrador, isto é, um gestor profissional que integrará o conselho de gestão. Este administrador terá competências equivalentes a um director-geral da Administração Pública. A gestão financeira e patrimonial estará nas suas mãos e controlará até as transferências do OE para a instituição.Apesar da sua tónica privatizadora, o diploma guarda para o ministro poderes essenciais, como seja a determinação do número máximo de docentes, investigadores e outro pessoal remunerados pelo Orçamento de Estado. Ainda assim, as instituições não terão limitações na contratação de pessoal em regime de contrato de trabalho.Não menos importante é a possibilidade de o Governo ter a iniciativa (ou dar o seu aval) de criar consórcios de instituições de ensino superior públicas, visando a coordenação mais racional da oferta de cursos. Mecânica da passagem a fundações "privadas"
As universidades públicas poderão passar a fundações mediante proposta fundamentada do reitor ou do presidente, aprovada pelo conselho geral por maioria absoluta. O Governo terá de aprovar, mas todo o processo pode ser da iniciativa da tutela.Governo pode fazer donativos às fundaçõesO património da fundação de direito privado resultará do já existente na universidade ou politécnico públicos. No entanto, o Governo poderá contribuir para o património da fundação com recursos suplementares, patrimoniais ou outros. JN Terça-feira, 8 de Maio de 2007

quarta-feira, 18 de abril de 2007

acabar com o mito


Historiadores querem acabar com o mito e
pretendem abrir o túmulo nos Jerónimos.
Dois investigadores, um português e um espanhol, defendem a abertura do túmulo de D. Sebastião, no Mosteiro dos Jerónimos, e a realização de análises às ossadas ali depositadas, para "acabar de vez com o mito sebastiânico".
Os dois investigadores dizem ter tido acesso a documentos que provam que o rei D. Sebastião tombou no campo da batalha de Alcácer Quibir (Marrocos) e que o seu corpo foi resgatado e transferido para Ceuta, onde permaneceu até ser trasladado para Portugal.
O resultado da investigação, que será publicado em Maio na Revista Cultural Praça Velha, editada pela Câmara Municipal da Guarda, leva os historiadores Carlos d'Abreu (Guarda) e Emílio Rivas Calvo (Salamanca, Espanha) a defenderem a abertura do túmulo de D. Sebastião e a análise das ossadas.
A batalha de Alcácer Quibir foi travada a 4 de Agosto de 1578, em Marrocos, tendo o exército português sofrido uma grande derrota frente aos mouros, que culminou com a morte do rei D. Sebastião.
Carlos d'Abreu recorda que a História refere, pelos relatos de Jerónimo de Mendonça (cronista de A Jornada de África), que "ninguém viu morrer o rei", do que resultou ter sido criado em Portugal um mito em torno do monarca.
"A historiografia criou o mito sebastiânico, em como ele não terá morrido no campo de batalha, mas antes, desonrado pela derrota, terá partido e andado a vaguear por aí", disse.Com a sua investigação, iniciada em 2003, quando estava de férias em Ceuta, o historiador garante que deita o mito "por terra", porque afinal D. Sebastião "morreu e o seu corpo foi resgatado do local da batalha".
Carlos d'Abreu conta que, durante o processo de investigação, realizada em colaboração com o investigador espanhol, encontrou no Archivo General de Simancas (Espanha) documentos relacionados com a entrega do corpo do monarca português.
"A primeira reacção que tive - assinalou - foi que, eventualmente, os documentos não fossem verdadeiros", mas a sua autenticidade foi garantida pelos serviços do arquivo.
Documentos provam trasladação do corpo do monarca
Os historiadores tiveram acesso a vários documentos relacionados com o processo pós-morte do monarca na Batalha de Alcácer Quibir, destacando três deles.
Um dos documentos é a acta da entrega do corpo do monarca em Ceuta (Praça que foi portuguesa até 1640), datada de 10 de Dezembro de 1578, que relata a recepção do corpo e a sua deposição na igreja do Mosteiro da Santíssima Trindade.
O segundo documento, emitido no dia seguinte, transcreve uma comunicação do embaixador do Rei Filipe II de Espanha a confirmar a chegada do cadáver a Ceuta e o terceiro, datado de 8 de Janeiro de 1579, é uma carta do cardeal-rei D. Henrique a Filipe II a agradecer "tudo o que Filipe II fez em relação à recuperação do corpo".
Carlos d'Abreu refere ainda que o corpo do monarca esteve em Ceuta até 1582, quando o rei Filipe I de Portugal "o fez trasladar para Portugal e tumulou-o, bem como à sua família, no Mosteiro dos Jerónimos".
Os dois investigadores defendem agora, à semelhança de outros, que o túmulo de D. Sebastião "seja aberto e se realizem análises de ADN do corpo do rei e dos seus antepassados que também ali se encontram sepultados".
"Comungamos desta opinião, porque achamos que a ciência deve ser posta ao serviço da verdade", argumenta o investigador residente na Guarda.
"Sendo eu um visitante do Mosteiro dos Jerónimos, sabia que existia lá um túmulo de D. Sebastião, mas não lhe dava importância porque a ideia que a historiografia transmitia era que o túmulo estava vazio, que era simbólico", observou.
Por isso, defende a abertura do túmulo do monarca "para que se esclareça se os ossos pertencem ou não ao rei".
"Acho que isso deve ser feito. (...) Se hoje a ciência nos dá essa possibilidade, por que razão havemos de continuar a alimentar o mito?", questiona.
Segundo Carlos d'Abreu, os historiadores que se têm debruçado sobre o estudo de D. Sebastião têm sido "negligentes, porque não se esforçaram por dissipar essas dúvidas que ainda hoje persistem".
"Dá a sensação que houve uma estratégia, montada por parte não sei de quem, no sentido de sonegar a informação contida nestes documentos que, por serem conhecidos por alguns historiadores, mesmo que poucos, não são por isso inéditos", conclui.
Publico 11.04.2007 - 13h12 Lusa

ps: imaginem que "os documentos" são os do Filipe I... por onde é que andam estas históricas cabeças!!!

sexta-feira, 13 de abril de 2007

terça-feira, 27 de março de 2007

OS GRANDES PORTUGUESES


(Um texto de Isabel Lago. Notável !!! )

Desvendou-se o mistério que nos vinha apoquentando nos últimos meses. Já podemos dormir descansados. Foi escolhido o grande português, o maior de todos os tempos, segundo os objectivos da RTP. Feito isto, acabaram-se as apostas de café ou familiares, os debates televisivos, os artigos na imprensa à volta dessa figura que passaria a ser uma espécie de herói nacional. Aliás como se pode comprovar, de nada adiantaram. Num concurso em que se punham em comparação figuras actuais e vivas, dos mais variados quadrantes e, na sua quase totalidade, sem valor intemporal, com outras que vinham do início da portugalidade e de cuja actuação se tem uma perspectiva temporal vasta, tudo seria de esperar. Foi uma espécie de sopa de pedra de que só restaram mesmo os calhaus. A escolha, porque não foi uma eleição, de Salazar e Cunhal, é o retrato fiel da sociedade que temos: sem sentido histórico e de memória curta. Ah, e que pelos vistos gosta de chicote. Só assim se explica a escolha de dois ditadores, se bem que de facções opostas. Politicamente o que se passou revela a clivagem da sociedade portuguesa, dividida entre a esquerda e a direita desde que entrámos na chamada era democrática. Mas enquanto Salazar foi uma realidade, com uma actuação governativa completa de princípio, meio e fim (concordemos ou não com ela) reconhecida internacionalmente, Cunhal não passou de uma intenção: nunca governou a não ser o seu próprio partido. A maioria do próprio povo português o impediu de subir ao poder porque adivinhava nele a chegada de uma forma de governar mais ditatorial do que a de Salazar e de que a célebre “Cortina de Ferro” era a imagem. Salazar foi um grande português. Mas não o MAIOR. Teve uma actuação nacional e o que se pedia era uma dimensão universal.
O que revela pois esta opção? Que os portugueses estão em crise de valores económico-sociais, mas também descrentes na política deste país. Em todos os momentos semelhantes, ao longo da nossa história, têm surgido fenómenos de messianismo, ou seja, da criação de figuras que desejamos nos venham salvar. Continuamos à espera de um qualquer D. Sebastião que venha arrancar-nos do fosso em que estamos. Esse redentor do séc. XXI provavelmente já não virá numa manhã de nevoeiro, mas de avião. E se demorar um pouco arrisca-se a aterrar na Ota. A escolha destes dois nomes é prova do que acabo de afirmar. Um é um mito da direita. O outro da esquerda. Na divulgação de ambos e no apelo ao voto foram utilizadas manobras “subterrâneas” e silenciosas, como que temendo represálias de uma qualquer inquisição: sms que circularam entre amigos e conhecidos, envelopes abertos que, em vez de endereço tinham, escrita a lápis a frase: “lê, vota e passa a outro” e que dentro tinham fotocópias de propaganda de uma ou outra figura. Foram acções que desvirtuaram o jogo.

Só faltou mesmo aparecer novamente um Bandarra com as suas trovas

Faço Trovas muito inteiras
Versos mui bem medidos,
Que hão de vir a ser cumpridos
Lá nas eras derradeiras.

Crise na UnI continua




Luís Arouca poderá ter sido detido
Luís Arouca, reitor da Universidade Independente (UnI), terá sido detido esta terça-feira pela Polícia Judiciária para interrogatório. Mais dois dirigentes terão sido igualmente detidos.
As informações são contraditórias. A Polícia Judiciária já saiu das instalações da UnI, mas não esclareceu quais as diligências que tomou naquela instituição.Entretanto, Lúcio Pimentel negou ter sido detido e até contactado pela Polícia Judiciária. O representante da Sociedade Independente para o Desenvolvimento do Ensino Superior (SIDES), esteve reunido com o Conselho Reitoral e com a Inspecção-Geral do Ensino Superior, com o objectivo de resolver o impasse em que a universidade se encontra e evitar o seu encerramento, como foi anunciado pelo ministro do Ensino Superior, Mariano Gago.
CM 2007-03-27 - 17:28:00

Crise na UnI continua
Luís Arouca substituído no cargo de reitor da Independente
As duas facções em litígio na Universidade Independente (UnI) chegaram hoje a acordo quanto à substituição do reitor Luís Arouca e à composição do corpo docente. A UnI garante que vai ser retomada a normalidade na instituição ainda hoje, numa altura em que alguns alunos começaram a tentar a transferência para outro estabelecimento.
"A Universidade Independente informa que as actividades académicas retomam a normalidade hoje ainda, após ambas as partes terem chegado a um consenso quando ao corpo docente em funcionamento", refere um comunicado da UnI.
O documento adianta que "o acordo passa também pela substituição de Luís Arouca no cargo de reitor, acelerando o processo de designação do novo reitor".

Do novo corpo docente, hoje formado, fazem parte professores das listas escolhidas pelas equipas das facções lideradas por Luís Arouca e Rui Verde, encontrando-se este último em prisão preventiva. "No âmbito da reunião de hoje foi criada uma lista única de professores que faziam parte dos dois corpos docentes anteriores", explicou Pedro Silva.


O presidente da APESP, João Redondo, afirmou que "uma ou duas centenas de alunos da Universidade Independente estão a contactar várias instituições [de ensino superior] públicas e privadas para pedir transferência", o que não é possível, já que os prazos estão esgotados.
Por isso, o responsável da APESP considera que "é preciso haver abertura do Ministério do Ensino Superior para resolver a situação", permitindo aos alunos prosseguir os estudos noutras universidades. "Acho que o Ministério devia criar condições para que os alunos pudessem optar por mudar já de instituição, com um mecanismo de equivalências, se assim entendessem. É preciso que se garanta a mobilidade destes estudantes e isso só é possível com a actuação do ministro", afirmou.Para João Redondo, o regime especial de transferências devia ser criado de imediato, mesmo que a UnI não seja encerrada compulsivamente, na sequência das averiguações desencadeadas pela Inspecção-Geral do Ensino Superior
. Publico 27.03.2007 - 18h52 Lusa

Licenciatura sem valor



Marcelo Rebelo de Sousa não tem dúvidas: o escândalo que envolve a Universidade Independente, nas pessoas do seu reitor e vice-reitor, não só descredibiliza a licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates, como todas as licenciaturas dos milhares de estudantes que ali realizam os seus estudos superiores.

No programa da RTP 1 ‘As Escolhas de Marcelo Rebelo de Sousa’, o professor disse ainda que, em sua opinião, nenhum primeiro-ministro precisa de uma licenciatura para exercer o cargo. “Só num País de provincianos, como este, é que se julga que o canudo é preciso para tudo”, afirmou, lembrando os casos de John Major e Jacques Delors: nenhum deles era licenciado mas nem por isso deixaram de exercer convenientemente as suas funções.
CM 2007-03-26 - 00:00:00

Universidade Independente


Ministro admite encerrar UnI
A advertência foi feita formalmente à empresa SIDES, detentora da UnI, segundo um comunicado da tutela: “A reapreciação em curso do processo de reconhecimento” da faculdade e “a inspecção às condições de funcionamento académico poderão, nos termos da Lei, conduzir à caducidade do seu reconhecimento e encerramento.”O Ministério assegura, contudo, que recorrrá primeiro "a todos os meios legais ao seu alcance, e no interesse dos estudantes" para o regresso normalidade e “não hesitará em promover o rigoroso apuramento das responsabilidades pela situação criada, que além do mais, revela uma manifesta falta de respeito pelos alunos e pelas suas legítimas expectativas”. CM 2007-03-26 - 20:28:00

Independente fica a partir de hoje em vazio de poder
A Independente mergulha hoje num vazio de poder. O Conselho Reitoral escolhido há menos de uma semana vai demitir-se e pôr o seu cargo à disposição do ministro Mariano Gago. Mas as baixas não ficam por aí. De saída estará também Conceição Cardoso, membro da Direcção da SIDES, sociedade que gere a universidade. Facto que cria uma ruptura irreparável na direcção, uma vez que o seu presidente, Rui Verde, se encontra em prisão preventiva e o terceiro elemento é Frederico Arouca, filho do reitor, com quem esta diz não encontrar consenso possível.
A reviravolta que marca o início da terceira semana de polémicas, confusões e detenções agravará ainda mais a instabilidade da universidade e a vida académica de alunos e professores. Mas a bola fica agora do lado do Governo, uma vez que os membros do Conselho Reitoral vão pedir ao Ministério do Ensino Superior que ajude a arranjar uma solução para a crise.
O Conselho Reitoral composto por Silva Pereira, Pamplona Corte Real, Horácio Carvalho e Eurico Calado foi escolhido pela direcção da SIDES quando Rui Verde reassumiu o controlo da universidade, há menos de uma semana. Mas a instabilidade e o mal-estar criado entre professores, gestores e alunos chegou a um ponto em que os membros do Conselho admitem não ter condições para trabalhar. Por isso, segundo disse ao DN Pamplona Corte Real, hoje vai ser entregue uma carta ao ministro Mariano Gago, onde os membros do Conselho admitem, contudo, estar disponíveis para colaborar numa solução definida pelo Governo. Pamplona Corte Real ressalva, contudo, que o Conselho não está de saída devido à prisão preventiva de Rui Verde, mas na sequência das polémicas que impedem os responsáveis académicos de traçar um rumo científico para a instituição.
Quem bate também hoje com a porta é Conceição Cardoso, que integrava a direcção da SIDES com Rui Verde e Frederico Arouca. Ao DN, afirmou não estar em condições de assegurar o mínimo de consenso com o filho de Luiz Arouca, a quem já comunicou a sua intenção de abandonar o cargo. "A situação tem vindo a deteriorar-se. Não há acordo em nada. Começa a ser difícil. Estamos num empate técnico", disse. Conceição Cardoso considera ainda que a solução devia passar por Mariano Gago e pela nomeação de uma comissão de acompanhamento.

Quem manda?
Tentar perceber quem manda na UnI é uma charada de resolução impossível. Luiz Arouca diz que é ele e que o Conselho Reitoral não tem legitimidade. O CR defende que é o único a mandar na vertente académica e argumenta que o reitor deveria ter sido substituído há muito. Sexta-feira, reitor e CR deram ordens e contra-ordens, chegando a prever-se que haveria cadeiras em que se apresentariam dois professores ao mesmo tempo, os de Luiz Arouca e os antigos.
E isso só não aconteceu devido a uma sessão de esclarecimento convocada pelo reitor e seus apoiantes, na qual compareceu também o CR. Entretanto, a Associação Académica mandou chamar a PSP, com o argumento de que se passeavam pela UnI "indivíduos estranhos e perigosos". Hermínio Brioso, presidente da associação académica, esteve na mesa na referida sessão.
Na reunião, Luiz Arouca começou por denunciar "os roubos descarados de Rui Verde". Arouca falou num défice directo à SIDES de 800 mil euros e noutro de 500/600 mil em nome de Rui Verde. Os alunos interromperam o discurso. "Não queremos saber disso. Já o disse há três semanas. O dr. Rui Verde disse-o na terça- -feira. Se não são capazes de gerir a universidade, entreguem isto a quem vos deu o alvará [Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior] para se acabar o ano", sintetizou um aluno, exaltado.
O reitor também foi interrompido por professores que abandonaram o cargo por solidariedade com os professores dispensados, como Pamplona Corte-Real e Rita Garcia Pereira, que desmentiram algumas afirmações. O clima lembrava as piores assembleias gerais de clubes desportivos, com protestos, acusações e gritaria. Alheios à confusão, alguns professores deram aula perante uma assistência reduzida. "Estive dois dias fora do País e não sei o que se passou", justificava Pedro Simões Dias, enquanto se preparava para leccionar.

Arouca acumula reforma e salário...
No meio do caos, surgem novos dados. Segundo afirmou ao DN Conceição Cardoso, Luiz Arouca está aposentado da função de reitor e recebe uma reforma que acumula com um salário para a mesma função. Arouca está aposentado desde 2000, recebendo uma reforma de 3636,60 euros mensais. Aliás, esta foi a informação dada pela Caixa Geral de Aposentações (CGA) a 12 de Fevereiro à Administração da UnI. "O interessado [Luís Arouca] foi aposentado, por despacho de 2000-02-06, tendo a pensão sido revista em 2006-10-22, com produção de efeitos a 2005-12-01", responde o chefe de serviço da CGA ao pedido de Rui Verde. Conceição Cardoso, da direcção da SIDES, garante que Luiz Arouca acumula esta reforma com o salário de reitor de 3900 euros mensais.
O segundo argumento para o Conselho Reitoral contestar a legitimidade de Luiz Arouca no cargo de reitor deve-se ao facto de o mandato de três anos já ter acabado há um ano e a SIDES não ter feito outra nomeação. Ou seja, "o lugar está vago", dizem.
Luiz Arouca não responde àquela acusação e anunciou uma conferência de imprensa para amanhã. "A situação é muito complicada. Esteve aqui uma série de gente que andou durante anos a roubar isto e nós temos que analisar as coisas a fundo", disse ao DN, quando confrontado com a acusação da direcção da SIDES
. DN Segunda, 26 de Março de 2007 Céu Neves e Rita Carvalho

domingo, 25 de março de 2007

Portuguese discovered Australia


Map proves Portuguese discovered Australia: new book

"There was something familiar about them but they were not quite right -- that was the puzzle. How did they come to have all these Portuguese place names?," Trickett said.

Trickett believed the cartographers who drew the Vallard maps had wrongly aligned two Portuguese charts they were copying from.

It is commonly accepted that the French cartographers used maps and "portolan" charts acquired illegally from Portugal and Portuguese vessels that had been captured, Trickett said.

"The original portolan maps would have been drawn on animal hide parchments, usually sheep or goat skin, of limited size," he explained. "For a coastline the length of eastern Australia, some 3,500 kms, they would have been 3 to 4 charts."

"The Vallard cartographer has put these individual charts together like a jigsaw puzzle. Without clear compass markings its possible to join the southern chart in two different ways. My theory is it had been wrongly joined."

Using a computer Trickett rotated the southern part of the Vallard map 90 degrees to produce a map which accurately depicts Australia's east coast.

"They provided stunning proof that Portuguese ships made these daring voyages of discovery in the early 1520s, just a few years after they had sailed north of Australia to reach the Spice Islands -- the Moluccas. This was a century before the Dutch and 250 years before Captain Cook," he said.

Trickett believes the original charts were made by Mendonca who set sail from the Portuguese base at Malacca with four ships on a secret mission to discover Marco Polo's "Island of Gold" south of Java.

If Trickett is right, Mendonca's map shows he sailed past Fraser Island off Australia's northeast coast, into Botany Bay in Sydney, and south to Kangaroo Island off southern Australia, before returning to Malacca via New Zealand's north island.

Mendonca's discovery was kept secret to prevent other European powers reaching the new land, said Trickett, who believes his theory is supported by discoveries of 16th century Portuguese artifacts on the Australian and New Zealand coasts.
http://today.reuters.com/news/articlenews.aspx?type=topNews&storyID=2007-03-21T102554Z_01_SYD34497_RTRUKOC_0_US-AUSTRALIA-MAP.xml&pageNumber=1&imageid=&cap=&sz=13&WTModLoc=NewsArt-C1-ArticlePage1

ps: pf, não digam nada aos franceses e, ainda menos, aos ingleses!!!

Maputo, vítimas do paiol !

Paiol de Malhazine explode duas vezes em três meses
Elevado número de vítimas e enormes prejuízos materiais. Com indignação geral os moçambicanos pedem a demissão imediata do ministro da Defesa, Tobias Dai, cunhado do presidente da República

Cerca das 16:15 horas de ontem a capital moçambicana foi surpreendida por violentas explosões no paiol militar de Malhazine, no distrito urbano n.º 5, que acabariam por se saldar, num número ainda não especificado de mortos, mais de uma centena de feridos graves, confirmados, e pânico generalizado dada a intensidade das explosões que se prolongaram por mais de 5 horas e prosseguiram com rebentamentos esporádicos noite adentro. Contudo, repórteres do «Canal de Moçambique» posicionados no principal hospital do país, cerca da meia noite davam conta que as autoridades estavam a esconder a verdade sobre o número de vítimas, alegadamente para tentarem reduzir a indignação que tomou conta da população de Maputo e do país em geral, por mais um caso que atribuem ao desleixo a que o governo votou matérias de responsabilidade.
Noticias Lusofonas - 23-Mar-2007 - 11:35
Luto em Maputo pelas vítimas do paiol
Os moçambicanos viviam ontem um dia de luto após a morte confirmada de cem pessoas na explosão, em Maputo, do principal paiol do país, que provocou ainda 450 feridos, num balanço que pode ainda tornar-se mais pesado.
"Há ainda corpos nos destroços. Quando tivermos encontrado esses corpos, o número de mortos vai ultrapassar os cem", declarou à AFP um dirigente municipal de Maputo.
O mais recente balanço divulgado pela rádio pública, que cita o ministro da Saúde, Ivo Garrido, indicava cem mortos, tendo falecido 19 no hospital e os restantes 81 devido às explosões em série de armas e munições, que destruíram na quinta-feira as habitações populares perto do paiol edificado pelos soviéticos nos anos 80.

... tinha armazenado cerca de 20 toneladas de material militar datando do período da guerra civil, entre 1976-92.
Este equipamento aguardava vez para ser destruído.

Segundo um elemento do Governo, a explosão pode ter-se devido às elevadas temperaturas que se fazem sentir neste momento na capital moçambicana.
Segundo um porta-voz presidencial, os militares prosseguiam ontem a recolha das munições que não explodiram e que se encontram ainda espalhadas um pouco por todo o bairro onde está situado o paiol.
DN Domingo, 25 de Março de 2007




Explosões do paiol em Maputo atingiram também a cidade da Matola
As explosões ocorridas quinta-feira num paiol em Maputo fizeram 96 mortos e mais de 400 feridos, segundo um balanço feito hoje pela Associação de Imprensa sul-africana. A cidade da Matola, a 12 quilómetros de Maputo, também foi atingida, registando-se oito mortos u dezenas de casas destruídas. Noticias Lusofonas 25 de Março