domingo, 15 de maio de 2022

OE2022

o Vencedor é…
com José Manuel Fernandes, Miguel Pinheiro, Rui Pedro Antunes, Miguel Santos Carrapatoso e a não perder JUDITE FRANÇA e BRUNO VIEIRA AMARAL

  

quinta-feira, 12 de maio de 2022

sábado, 7 de maio de 2022

quarta-feira, 4 de maio de 2022

domingo, 1 de maio de 2022

Primeiro de Maio

 

Costa & Macron

“Conta com o apoio ativo de Portugal para construirmos uma Europa mais próspera, mais justa, mais aberta e solidária com o mundo”,
.
lia-se na mensagem que o Costa escreveu em português, inglês e francês na sua conta oficial da rede social Twitter.

segunda-feira, 25 de abril de 2022

fp25 o luto que falta fazer1

nem as vitimas, nem o País, disto fizeram o luto!

va pensiero...

Vai, pensamento, sobre asas douradas
Vai, pousa sobre as encostas e as colinas
Onde perfumam tépidos e suaves
Os ares doces do solo natal!

Oh, minha pátria tão bela e perdida!
Oh, lembrança tão cara e fatal!
Harpa dourada dos profetas fatídicos,
Por que estás muda pendurada no salgueiro

quinta-feira, 21 de abril de 2022

O CRESCIMENTO DA DIREITA

A direita cresce em toda a parte. O fenómeno não parece conjuntural, como se vê em França, e Portugal não é excepção. A esquerda nacional já percebeu e não sabe bem como lidar com a evidência. Para alguns, mais primitivos, é tudo resultado de um punhado de fascistas netos que ainda por aí andam e levam alguns incautos atrás com um discurso de «ódio». Para outros, mais avisados, o fenómeno é mais complexo. É que existem «insatisfeitos» e «descontentes» com a gloriosa vida política nacional e é preciso «compreendê-los» para melhor os combater e neutralizar; andam fora do bom caminho e com algum jeito e paciência lá voltarão ao bom redil. Certa direita alinha também nesta última explicação por simples incapacidade de pensar e colonização ideológica.
As explicações são ambas estúpidas, o que não admira. Uma baseia-se no ódio à direita outra no paternalismo «democrático». Ambas falham o essencial. Saudosistas do antigo regime já não há e os poucos que existiam já estão no cemitério. Querer ressuscitá-los é de tal modo estulto que nem merece um minuto de atenção. Por sua vez, a segunda tese não consegue perceber que não é de descontentamento que se trata nem de insatisfação e que por muito que a esquerda tente, eles não voltam ao redil. O que se passa é profundo demais para a esquerda perceber.
A esquerda portuguesa esquece-se que é portadora de uma visão redentora da sociedade civil ancorada num projecto ideológico totalitário. Na verdade, a esquerda julga-se o sal da terra. A sociedade civil não passa de um rebanho de ignorantes que tem de ser ensinado e cultivado nos doutíssimos dogmas da economia dirigida pelo Estado, da educação estatizada, da igualdade de género, da idolatria homossexual e transsexual, dos subsídios aos que não trabalham nem querem trabalhar, do facilitismo no ensino, do abastardamento da cultura, da menorização dos cidadãos, etc…
Se a esquerda quer perceber porque é que a direita cresce tem de começar por aqui. Tem de começar por se interrogar a si própria em vez de em vão tentar perceber as motivações da direita. Tem de entender os limites e os defeitos da ideologia que transporta e tenta inocular. Tem de começar por perguntar-se se o que defende é razoável e racional. Tem de perceber que os portugueses fazem parte de um povo muito antigo e mais instruído do que a esquerda pensa e que tem boas razões para não confiar no poder do Estado mais a mais se monopolizado por um partido que dele vive e que com ele cresceu. Os portugueses desconfiam da proliferação de políticas públicas de eficácia mais que discutível e que querem conduzir a sociedade civil à custa dela, evidentemente, para becos sem saída. A vitória eleitoral não pode ser o pretexto para mais programas de realizações. A direita não vive do protesto; vive é da incapacidade e do preconceito da esquerda.
A razão de ser da insatisfação dos portugueses é o crescimento exponencial do sector público a gastar o dinheiro deles sem limites e com poucos resultados visíveis, alimentado a impostos esmagadores em benefício de um sector público que se confunde com um partido e que mede a eficiência das políticas públicas pelo reforço do mesmo partido. A monopolização do poder nunca deu bons resultados porque os resultados eleitorais por si sós não fazem a democracia.
Claro está que a democracia política funciona, os tribunais são independentes e os direitos dos cidadãos estão vivos. Mas não é disso que se trata.
O que a direita portuguesa quer é uma democracia política mais transparente, menos partidarizada, uma sociedade civil mais liberta, menos ideologia no ensino e na saúde, mais contratos e menos funcionários públicos numa palavra; mais liberdade e menos Estado. A miragem da terra prometida pelo Estado partidarizado não compensa o preço a pagar.
A esquerda afirma que a direita não tem programa. É falso. Tem mas não é o da esquerda. O programa da direita é simplesmente deixar a sociedade civil entregue a si própria confiada no bem senso e suficientemente liberta para se promover e desenvolver de acordo com critérios há muito testados e que sempre deram bons resultados. Hoje em dia no nosso país defender isto é ser de direita. Mas não; a esquerda julga que tem qualquer coisa a ensinar-nos e que se não alinharmos nos disparates que nos quer impingir é porque somos fascistas e reaccionários. Coitados; um dia alguns deles compreenderão que a sociedade civil portuguesa já existia muito antes deles e existirá muito depois. Concluirão os mais espertos que a sociedade civil é uma realidade muito complexa, diversificada e elaborada e que não cabe dentro dos raciocínios escassos em que a esquerda a quer encerrar.
É por isso que a esquerda portuguesa odeia o pluralismo. Este é um resultado directo do livre desenvolvimento da sociedade civil que é como quem diz, do exercício activo dos direitos individuais dos cidadãos, a começar pela iniciativa privada. Imagine-se as consequências que isto teria para a esquerda nacional; deixava de poder condicionar a economia, o ensino, a saúde e a cultura. Que pesadelo. O seu objectivo é o mesmo de sempre; uma sociedade civil empobrecida, esmagada pelos impostos, condicionada pela dependência, embrutecida pelo ensino partidarizado, educada num falso e estúpido igualitarismo e no culto da irresponsabilidade, cada vez mais longe dos parceiros europeus. Enquanto assim for a esquerda será rainha em Portugal.
O principal rival da esquerda portuguesa é a sociedade civil. E atrás dela está a direita liberal e conservadora que a sempre reconheceu e defendeu. É que a direita, tal como a entendo, não é o resultado da criação de mais um partido político ao lado de outros a querer cavalgar as forças da sociedade civil. É o fruto do livre desenvolvimento desta. É o seu prolongamento natural. O crescimento da direita em Portugal é o da sociedade civil portuguesa.
Luiz Cabral de Moncada
Professor de Direito

quarta-feira, 13 de abril de 2022

O Orçamento do Vladimir !

O Orçamento do Vladimir é igual ao do Almeida Correia!
.
Quem tiver mais-valias bolsistas em investimentos detidos por menos de um ano vai ter de as englobar obrigatoriamente na sua declaração de rendimentos.
TOPAS?

 

quarta-feira, 6 de abril de 2022

25 de Novembro

já me tinha esquecido de como argumentavam os social-fascistas...
Até pensava que já não existia nenhum!


terça-feira, 5 de abril de 2022

Desinformação e Contrainformação para memória futura

a entrada de dois hacker’s opinativos (“artur campos” do Seixal e “manuel dos santos” de  Setubal) 
- nos minutos finais para serem mais facilmente recordados, 
- possuidores de uma boa e bem treinada “voz radiofónica”, 
- bem treinados no uso de falácias que sucessivamente repetem 
perspectiva-me o assomar de uma organização que pensava imersa no país, apesar de se encontrar bem viva (e melhor financiada) por um magnata a que alguns jornalistas e comentadores chamam “filantropo de esquerda” 
A Dra Helena Matos está de parabéns pela forma notável como lhes reagiu e 
os próximos dias irão decerto dar-nos mais indicações desta provável emersão da Desinformação, quiçá Contra Informação) tão academicamente gramsciana…

domingo, 3 de abril de 2022

Aristides de Souza Mendes. Uma história branqueada ?

 

  
"Mais de seis anos após os acontecimentos ocorridos no Sul de França, Theotónio Pereira relatou numa carta dirigida a Salazar o facto de Aristides de Sousa Mendes o ter procurado, diretamente e através de terceiros, de modo a interessá-lo pela revisão do processo que conduzira ao «seu afastamento do serviço», ficando, compulsivamente, a aguardar aposentação auferindo cerca de metade do salário. Mas mais do que os contactos feitos por Aristides de Sousa Mendes, ou em nome de Aristides de Sousa Mendes, ao antigo embaixador em Madrid repugnava-lhe a campanha desenvolvida na imprensa internacional no ano de 1946, nomeadamente em jornais do Brasil e dos EUA, em que se afirmava que o antigo cônsul fora «vítima da sua devoção pelos refugiados» ao mesmo tempo que se repetiam «insinuações acerca da atitude tomada nesse particular pelo Governo português». Por isso, transmitiu a Salazar, em novembro de 1946, a sua visão dos acontecimentos ocorridos em junho de 1940: 'Ao chegar a Irún foi-me dito pelo Coronel Chefe do Serviço da fronteira que a Espanha ia recusar a passagem aos refugiados. Tratava-se duma verdadeira avalanche humana que corria na frente das forças alemãs. Estas atingiriam a fronteira de um momento para o outro. Seria um facto de transcendente gravidade e um momento muito difícil para Espanha. Nenhuma obrigação tinha esta de dar asilo a multidões que fugiam tomadas de pânico e era razoável e lógico que procurasse a todo o custo evitar conflitos com o invasor da França. O interesse dos espanhóis e nosso estava justamente em conseguir que os alemães se detivessem na fronteira. Respondi que não tinha dúvida que a Espanha faria respeitar a sua fronteira, mas que não podia admitir que as autoridades espanholas se negassem a acatar os vistos de livre-trânsito para Portugal postos nos passaportes de pessoas que se dirigissem ao nosso País. Então o Coronel Ochotorena (era este o seu nome) tomou um punhado de passaportes de sobre a mesa e mostrou-lhe [sic] vários deles que não continham senão estas palavras a lápis: «visto bom para Portugal» e uma rubrica abreviada que não reconheci. Nem carimbos, nem selos, nem qualquer sinal de autenticidade. «É isto um visto a que se possa fazer fé?», perguntou. Não pude deixar de reconhecer que os seus reparos eram justificados. E acrescentou: «Como este têm aparecido muitíssimos outros. «Parece que é o seu Cônsul em Bordéus que veio instalar-se aqui na fronteira e os está dando a toda a gente.» Por último, teve uma frase que me deixou perplexo: «O Senhor Embaixador vai agora a França e terá ocasião de verificar que as notas de mil francos andam por lá nas pontas dos pés e muita gente as estará recolhendo.» Fui efetivamente a França depois de conseguir do Coronel Ochotorena a promessa formal de que os nossos vistos seriam respeitados e que a Espanha deixaria passar todas as pessoas com o seu passaporte em regra ou que fossem objeto de uma recomendação especial minha. Chamei a mim toda a responsabilidade dos serviços e declarei que permaneceria na fronteira enquanto durasse aquele transe tão difícil. A Espanha manteria assim aberta a fronteira para os refugiados que buscassem Portugal e que nas condições mais dramáticas estavam chegando à pequena cidade de Hendaia. Três dias me conservei circulando entre Bayonne e Irún até que a aproximação das forças alemãs me fez regressar definitivamente a Espanha.' Theotónio Pereira continuava o seu testemunho afirmando estar convencido de que fora a sua «presença na fronteira» que impedira que «as autoridades espanholas recusassem a passagem de refugiados». Afinal, era «compreensível o seu desejo de evitar a todo o custo motivos de descontentamento por parte dos tão incómodos como perigosos elementos que em poucas horas atingiram a fronteira dos Pirenéus pela primeira vez na sua História». Por isso, qualquer «pretexto» era bom para «deixarem» de reconhecer «os vistos portugueses», comportamento que seria muito «justamente facilitado pelo irregularíssimo procedimento do cônsul português em Bordéus». No entanto, tal não aconteceu, e todos os portadores de vistos portugueses, mesmo irregulares, entraram em Espanha, prosseguiram para Portugal e aí entraram e permaneceram até conseguirem um visto para as Américas. Por fim, Theotónio Pereira resumiu as irregularidades mais graves cometidas por Sousa Mendes. Elencou o «abandono do posto e da família» em Bordéus; a sua presença «num café» onde concedeu «vistos a todas as pessoas» que os «solicitavam, depois de lançar o pânico no consulado em Bayonne»; finalmente, e apesar de não ter na sua posse «os elementos habituais de autenticação dos vistos, lançara [com a sua atitude] a confusão e a desconfiança sobre os passaportes dos que se dirigiam a Portugal», o que fizera com que as «autoridades espanholas acusassem» os serviços consulares portugueses de «comércio de venda de vistos». De tudo isto, Theotónio Pereira extraía duas conclusões. Em primeiro lugar, que embora Aristides de Sousa Mendes fosse «culpado» dos factos apontados, os seus atos não eram senão consequência «dum verdadeiro colapso nervoso», não acreditando Theotónio Pereira que o cônsul tivesse «procedido com fins menos honestos». Era sua convicção que não tinha recebido «uma só daquelas notas de mil francos com que os fugitivos pagavam alucinadamente uma gota de gasolina, um pedaço de pão ou um metro de estrada que os colocasse mais perto da ponte internacional». Em segundo lugar, nada permitia a Aristides de Sousa Mendes «invocar os seus auxílios aos refugiados ou os serviços prestados às Nações Unidas». E porquê? Porque o «seu desvairado procedimento teria sem dúvida dado lugar a que as autoridades espanholas suspendessem ou reduzissem a passagem dos fugitivos para Portugal se o signatário destas linhas se não tivesse apresentado na fronteira franco-espanhola e chamado a si toda a responsabilidade e direção dos serviços portugueses naquela hora crítica». [Resumindo] Em finais de 1946, e aos olhos de Theotónio Pereira, Aristides de Sousa Mendes era responsável não por ter facilitado que alguns milhares de refugiados fugissem de uma Europa em guerra e em grande medida dominada pelos nazis, mas por «antipatrióticas atuações [que] através de jornais estrangeiros [...] têm atacado Portugal e o seu Governo»."

sexta-feira, 1 de abril de 2022

uma geringonça húngara!

Seis partidos comprometeram-se a aceitar os resultados de um processo primário que deverá determinar o candidato a primeiro-ministro, que irá liderar a lista unificada da oposição nacional, e os respectivos candidatos únicos para os 106 círculos eleitorais do país, até 10 de Outubro.
para 
Através da votação da lista nacional, 93 deputados serem eleitos nas eleições de 2022 para o Parlamento de Budapeste, com 199 lugares.
Seis partidos participam nestas primárias: o Partido Socialista (MSZP), o Párbesz (Diálogo), a Coligação Democrática (centro-esquerda), o Momentum liberal, o LMP ambientalista, bem como o Jobbik de direita, cuja inclusão tem sido a mais controversa.

terça-feira, 29 de março de 2022

o Mundo mudou e a jornalista não percebeu!

… o texto é da alegada jornalista Catarina Santos que entrevista a alegada jornalista Inês André Figueiredo que não percebeu a mudança!

quarta-feira, 23 de março de 2022

sexta-feira, 18 de março de 2022

Centeno versus Onetnec

aqui fica para confirmar um frete 
(do Centeno a quem o nomeou atropelando a ética e lei)

Se em Março se antevia um crescimento de 3,9%, agora prevê-se um aumento de 4,8% para [ 2021]
Edgar Caetano no Observador continua: ""O Mário Centeno chamou os jornalistas para uma conferência no Banco de Portugal e diz que “o perfil do crescimento económico reflecte uma reacção mais rápida do que esperado ao levantamento das restrições a partir de Março”".

domingo, 13 de março de 2022

Dom Reinaldo Frederico Gungunhana, Imperador de Gaza

A 13 de Março de 1896 chega a Lisboa, Gungunhana (1839- 23 Dezembro de 1906), último imperador do Império de Gaza, no território que actualmente é Moçambique, após ter sido aprisionado a 28 de Dezembro de 1895 na aldeia fortificada de Chaimite, por Mouzinho de Albuquerque (1855-1902).
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Foi primeiramente encarcerado em Monsanto, de onde mais tarde, a 23 de Junho de 1896, foi transferido para Angra do Heroísmo. Aí aprendeu a ler e a escrever e foi convertido ao cristianismo e baptizado com o nome de Reynaldo Frederico Gugunhana e o título nobiliárquico de "Dom". A 23 de Dezembro de 1906, Gungunhana morreu no hospital militar de Angra do Heroísmo, vítima de hemorragia cerebral. Deixou descendência em Moçambique e nos Açores.

Quem foi, afinal, Gungunhana ?
Gungunhana é um dos maiores mitos da História luso-africana. Alçado à categoria surpreendente de herói da independência de Moçambique, Gungunhana conquistou papel importante no imaginário nacional moçambicano. Mas a história está mal contada - e há uma História que importa recordar.


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Sergey Lavrov - Um homem encurralado

Um homem encurralado – esta foi a imagem que sobrou da longa conferência de imprensa dada por Sergey Lavrov, ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia após o encontro com o seu homólogo ucraniano, na Turquia. Enquanto declarava que a Rússia não atacou a Ucrânia, Lavrov dobrava e desdobrava um papel que ora guardava no bolso do casaco ora abria para ler. Quando finalmente deixava o papel em paz empenhava-se em desembaraçar os nós de um fio do que parecia ser um cabo do microfone.

Sergey Lavrov que viveu nos EUA — representou a Rússia na ONU — estava obviamente consciente que a sua prestação naquela sala não convencia ninguém. Fosse por causa do cabo enredado, fosse porque Lavrov parecia uma sombra do que foi, comecei a pensar que talvez tenhamos de prestar mais atenção aos militares russos quando se pensa no futuro da Rússia. Eles, não o podemos esquecer, são os primeiros a sentir as consequências da paranoia de Putin: além de um número indeterminado, mas tudo indica que muito elevado de soldados mortos os russos já perderam três generais na invasão da Ucrânia, o que dá bem conta das dificuldades no terreno. Presumo que não estarei muito sozinha na minha ignorância sobre o perfil das actuais chefias militares russas. Mas pela parte que me toca já me sentia muito mais tranquila se alguém conseguisse apurar se entre esses militares há algum admirador de Vasili Alexandrovich Arkhipov, o comandante de um submarino russo que há 60 anos salvou o mundo de uma guerra nuclear ao recusar dar a ordem para que o submarino onde se encontrava ao largo de Cuba disparasse um torpedo nuclear.(in “O socialismo assistido“ por Helena Matos)

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

a imprensa a que temos direito!



Aos donos disto não basta ter por garantida a obediência de quatro quintos das redacções: é preciso garantir que o resto não pia. Há meses, por obra de um discípulo de Estaline que honra a bancada do PS, regressou o lápis azul, possivelmente de outra cor e coberto de uma hipocrisia beata que nem o Estado Novo ousava.

Agora, o governo pretende alterar o Código Penal a fim de demitir, proibir de exercer e afinal destruir os funcionários púbicos, professores, jornalistas e quem calhar de incentivar a “discriminação” e o “ódio”. As definições de ambos os conceitos serão deles, a desgraça nossa.
Eis mais um passo firme no sentido do totalitarismo, que os lacaios do regime desvalorizam porque contam beneficiar dele. Duvidam? A notícia saiu no “Público”, e o “Público” estava feliz.

Em suma, o “Público” está aberto a todas as opiniões, menos aquelas das quais discorda. Além disso, não permite que se trate com “desprimor” as “personalidades”, excepto, evidentemente, se estas fizerem juízos divergentes da “direcção editorial” ou das “personalidades” que o “Público” aprova, o que aliás vai dar ao mesmo. É um exercício divertido procurar textos em que os senhores do “Público” recorrem ao “desprimor” para lidar por exemplo com os blasfemos da Covid. E é um exercício fácil: a 20 de Agosto, o próprio director insulta de tudo os desalinhados do discurso oficial na matéria. Tempos antes, o dr. Manuel Carvalho designara por “delinquente” um político português, e não, não foi o político que atropelou mortalmente um infeliz sem sair do carro para lhe prestar assistência. Até porque, de acordo com o dr. Manuel Carvalho, acusar esse particular político por esse particular incidente “não cabe nos valores de uma sociedade e de uma classe política decentes”. Numa sociedade decente, os serviços que o “Público” presta a uma parte da classe política jamais seriam confundidos com jornalismo.

domingo, 27 de fevereiro de 2022

já começaram a branquear!

 

sábado, 19 de fevereiro de 2022

eleições legislativas 2022 (idades)

O PS recolheu 51% dos votos, entre os votantes com mais de 54 anos, mais do que um terço do total dos votantes no Continente em 2022, contra apenas 27% entre os eleitores com menos de 25 anos. […]
Dos menores de 25 anos, os partidos de direita ou centro-direita receberam 50% dos votos enquanto, entre os maiores de 54 anos, apenas 37%.

As implicações para a composição da base eleitoral de cada partido são visíveis no gráfico acima. Enquanto cerca de metade dos votantes no PS têm mais de 54 anos, apenas cerca de um em cada 10 dos que votaram no IL pertencem a esse grupo etário. Há um contraste claro entre os partidos “estabelecidos” e os novos.

eleições legislativas 2022 (idades) ...

 O que se sabia sobre a relação entre a idade dos eleitores e o seu voto?

  • Que o BE era desproporcionalmente apoiado por eleitores mais jovens.
  • Que PS e o PSD era-o por eleitores mais velhos, apesar da dificuldade do PSD em captar esse eleitorado a partir das eleições de 2015.

O que tivemos em 2022?

Em 2022, as relações entre a idade e o voto no PS e no BE permaneceram fortes. Entre os votantes com mais de 54 anos — mais do que um terço do total dos votantes no Continente em 2022 — o PS recolheu 51% dos votos, contra apenas 27% entre os eleitores com menos de 25 anos. Pelo contrário, o BE recolheu 8% entre os mais jovens e apenas 3% entre os mais velhos. 

Note-se também que o PSD disputou e obteve a primeira posição entre os mais jovens face ao PS (29% vs. 27%), mas perdeu por muito entre os mais velhos (51% vs. 28%). Apesar de as eleições terem terminado com um resultado bem mais favorável para o PS do que tinha sido captado pelas sondagens pré-eleitorais, estes padrões já eram anunciados por elas.

Os partidos mais novos — Chega, PAN, Livre e (especialmente) IL — foram desproporcionalmente mais apoiados pelos votantes mais jovens. E entre os menores de 25 anos, os partidos de direita ou centro-direita receberam 50% dos votos; entre os maiores de 54 anos, apenas 37%. A grande diferença aqui é a causada pela IL, que é por uma confortável margem o terceiro partido mais votado entre os eleitores mais jovens. 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Os declínios

Os declínios começam por emitir sinais. Já nos apercebemos de alguns como – por exemplo – a constante falta de assunção de responsabilidade por parte do poder, seja num erro, numa omissão, numa trapalhada, numa demora. Agora houve mais um e eloquente: a história do impedimento do voto para milhares e milhares de portugueses que vivem fora de portas foi uma privação de direitos.
Até hoje não se sabe porquê, só se conhecem evasivas, passa culpas, fugas à responsabilidade. Já conhecíamos a invenção de forçadíssimos – ou mesmo falsos – culpados
o motorista do ex-Cabrita, o funcionário despedido da Câmara de Lisboa no caso de Medina versus/cedência de dados de cidadãos estrangeiros as respectivas embaixadas. Etc.
Desta vez, no caso dos votos, houve um upgrading: 
a usurpação de um direito fundamental não teve rosto nem assinatura.

eleições e emigrantes no "estado a qe isto chegou"

Rui Rio (que ainda se julga líder absoluto do PSD) e todos os que fizeram o caso do voto dos emigrantes são o Bom, o Mau e o Vilão.
(um excelente comentário onde, decerto por razões que a Razão desconhece, ficaram esquecidos um ministro, uma ministra do Interior e o presidente do conselho deles!)


terça-feira, 15 de fevereiro de 2022

isto não se inventa!

a idade não perdoa!

 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022

Marcelino e a Guerra na Guiné

O papel dos soldados africanos que lutaram por Portugal na guerra colonial, a sua sorte após o 25 de Abril e os casos de tortura em 1974 e 1975.


é proibido proibir...

 …o presente policiamento ideológico e as “linhas vermelhas” com que se procura segregar um partido e os seus eleitores não vão sequer beneficiar quem está no poder e muito menos o regime. Limitam-se a expor sob uma luz cada vez mais crua a exemplar democraticidade dos que se acham “donos disto tudo”.

Quando já não é proibido proibir

Achar que Deus, Pátria e Família é “fascista”, mesmo na pouco esclarecida qualificação do regime português, só pode resultar de ignorância ou táctica. Achar que, a partir de um centro enviesado à esquerda que se autoproclama democraticamente imaculado, podem traçar-se diabólicas linhas vermelhas para um lado e angélicos arco-íris inclusivos para o outro, é mau sinal. Achar que, independentemente da votação obtida, há um partido e um conjunto de eleitores que devem ser, à partida, excluídos da possibilidade consagrada pela praxe constitucional de ver eleito um candidato, “seja ele quem for”, a vice-presidente do Parlamento é, pela lógica do regime, indefensável. Achar natural que esse mesmo partido fique a um canto da Assembleia com orelhas de burro enquanto os “partidos de bem” avançam, cantando e rindo, para as “conversas em família” com o primeiro-ministro que quer falar com todos, é uma prática de discriminação aleatória que tem tudo para correr mal.  É esta narrativa e esta prática ideologicamente enviesada para aguentar no poder e defender os interesses dos que se assumem como “mais iguais que os outros” que começa a levantar cada vez mais dúvidas a cada vez mais pessoas. Afinal, o que distingue a democracia liberal dos outros regimes é a aceitação e integração, nas suas regras de jogo, de todas e quaisquer forças políticas que, independentemente dos valores que defendam, actuem pelas vias pacíficas e de acordo com as leis constitucionais e civis. Mesmo as iliberais. ( Jaime Nogueira Pinto in Donos disto tudo”)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Os números por detrás de um gráfico surpreendente

O Polígrafo dava ontem [dia 7 de Fevereiro] como falso o gráfico que integrava o ensaio sobre “Eleições e Reformas” de Vítor Bento, embora não sabendo de quem era a autoria – o gráfico circulou anónimo nas redes sociais – nem que incluía o referido ensaio. Beno, lamento dizê-lo, porque um programa como o Polígrafo deveria ter mais cuidado nas verificações que faz, mas o Polígrafo está errado. Como passa a demonstrar.
Assim, e em primeiro lugar, o gráfico destinou-se a comparar, entre duas datas – 1980 e 2020 – o número de residentes em idade de votar cujo rendimento depende do Estado. Ter o rendimento dependente do Estado, do ponto de vista que o gráfico pretende demonstrar, não implica necessariamente que o rendimento seja pago pelo Estado. É o caso do salário mínimo, que é pago pelas empresas, mas o seu valor tem sido decidido politicamente pelo Estado.
Em segundo lugar, e como se explica na nota metodológica do ensaio, o denominador das comparações não é o número de eleitores que constam dos cadernos – que muitos analistas e comentadores têm reconhecido não ser fiável –, mas é a população residente com 18 e mais anos.
Em terceiro lugar, o facto de o Rendimento Social de Inserção não existir em 1980 não o pode excluir da comparação: os beneficiários nesse ano eram zero e actualmente são os que as estatísticas revelam. É assim que se fazem comparações.
Em quarto lugar, e como é explicado no ensaio, o que o gráfico revela não envolve nenhum juízo moral, nem tem qualquer intuito moralista. Nem sobre o resultado, nem sobre as pessoas abrangidas. Os números apenas revelam uma realidade social, que cada um interpretará como entender.
Por fim e passando aos dados propriamente ditos. Como é explicado no ensaio, a fonte do gráfico é a PORDATA e os números constam do quadro junto e os números foram obtidos da seguinte forma:
1 Funcionários das Administrações Central, Regional e Local, da Segurança Social e das empresas das administrações públicas;
2 Beneficiários do subsídio de desemprego ( e do subsídio social de desemprego);
3 Beneficiários do Rendimento Social de Inserção (ou Mínimo Garantido, como já foi chamado);
4 Pensionistas: 85% da Soma das pensões da Segurança Social (Velhice, Invalidez e Sobrevivência) e da Caixa Geral de Aposentações; o ter considerado apenas 85% da soma das pensões e não a totalidade visou acomodar o facto (calculando por baixo) de que o número de pensões é superior ao número de pensionistas, porque há alguns casos em que um pensionista recebe mais do que uma pensão.
5 Na população residente com 18 e mais anos, o segmento de 18 e 19 anos teve que ser estimado, na medida em que as estatísticas apenas dão o segmento 15 a 19 anos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

domingo, 6 de fevereiro de 2022

“Estamos a brincar à descarbonização”

"Se não chover razoavelmente até Janeiro, as alternativas aos apagões podem ser muito caras" . Clemente Pedro Nunes, crítico da política energética delineada, diz que o fecho do Pego acontece num momento em que o país vai ficar vulnerável e acusa o Governo de estar a arruinar a competitividade económica do país. “Estamos a brincar à descarbonização”

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

OE2022

Pôde enganar a todos por algum tempo;
pôde enganar alguns por todo o tempo;
mas não pôde enganar-nos a todos todo o tempo...

terça-feira, 1 de fevereiro de 2022

uma analise democrata cristã aos resultados eleitorais!

 

 

Resultados por Partido
PS – sai desta crise (provocada por si e pelos parceiros da extrema-esquerda - PCP e BE), reforçado em Deputados, em número de votos e em percentagem, conquistando a sua segunda maioria absoluta. Recordo que a primeira foi conquistada pelo Engº José Sócrates em 2005, tendo recebido 2.588.312 votos, uma percentagem de 45,03%, elegendo 121 Deputados à AR. Agora o resultado provisório obtido, (faltam ainda contar os Votos da Emigração que representam 4 Deputados), por este partido cifra-se em 2.246.637 votos obtidos, com uma percentagem de 41,68 %, elegendo até ao momento 117 Deputados. Ora a maioria absoluta conquista-se com a eleição de 116, pelo que se obtiver como em 2019 mais três deputados com os votos dos emigrantes, ficará com 120 deputados na AR. Mesmo que não os obtenha, pois já obteve sem eles a maioria absoluta, terá 4 anos de mandato, mais do que previsivelmente. . O futuro: os Portugueses que votam, e só esses me interessam dado que os que não votam são absolutamente irrelevantes, dividem-se entre os optimistas e satisfeitos e os que veem com receio o PS novamente no Governo da Nação com um poder absoluto que, não tenho dúvidas, irá exercer. . 1ª consequência imediata: - O Programa de Governo que o Dr António Costa apresentou, e que foi chumbado em Novembro de 2012 provocando a queda do seu Governo, irá ser implementado na sua totalidade, ou apenas com uma ou outra alteração de pormenor, sem importância, destinada a fazer crer aos Portugueses que irá ouvir alguém que não da sua área de sustentação do Governo. E aqui a primeiro consequência é de que os Portugueses perderão Poder de Compra em 2,0%, pois os aumentos sinalizados no orçamento de 0,9%, com uma inflação que já está nos 2,9% assim o indicam. Ou seja, para não ir mais longe, a Classe Média e os Reformados empobrecerão já este ano 2% dos seus rendimentos do trabalho ou nas suas reformas. Poderia estender-me mais, mas direi apenas que ao final do 2º ou do 3º ano, o Primeiro-Ministro (a exemplo do que fez o Prof Cavaco Silva na sua 2ª maioria absoluta) deixará o Governo dando lugar a um sucessor que o refresque com vista às eleições de 2026. . Por agora fico-me por aqui. Irei comentando ao longo do tempo a actuação deste Governo agora reforçado. . PSD – este Partido obteve agora 27,80 %, correspondentes a 1.498.605 votos elegendo 71 Deputados, ou previsivelmente mais um, quando muito mais dois, originário dos Votos da Emigração, ficando no final da contagem com 72 ou 73 deputados na AR. Em 2019 obteve 1.457.704, com uma percentagem de 27,76% ficando com 79 deputados. Ora apesar de obter práticamente os mesmos resultados percentuais, dada a distribuição geográfica dos votos e o método de Hondt, perde entre 6 e oito deputados. Agravada esta circunstância pelo facto de qualquer que sejam as suas propostas, se elas não agradarem os Governo e ao Partido Socialista, nenhuma influência real terá na governação, a não ser pela vocalização das suas posições. . A luta interna pela liderança, o Congresso onde muito do que devia ser discutido “dentro de casa”, saiu a público, prejudicando gravemente a confiança dos Portugueses nesse Partido e no seu líder, mesmo que reeleito, produziu este efeito de perda. Isto ao contrário da opinião do que disseram os comentadores e jornalistas. A luta pública de assuntos internos, prejudicou gravemente este partido na sua credibilidade e potencial confiança dos eleitores. Vamos assistir a lutas internas e ao surgimento de uma nova liderança, ou a breve trecho, ou a médio prazo quando faltarem dois anos para a mira do Poder que as eleições de 2026 proporcionarão. . Uma das questões que se colocam sobre o futuro deste Partido é a de vai continuar a ser semelhante ao PS (o que o fez perder eleições) ou vai dividir-se para dar origem a um partido de direita de verdadeira alternativa aos socialistas? E se o não fizer a direita será representada pelo Chega e eventualmente por um CDS refundado? Vamos ver. Se nada fizer em termos de reposicionamento ideológico, o seu futuro não será brilhante. . PCP – em queda constante de eleição para eleição. Ficará com apenas 6 dos 12 Deputados que tinha na AR, sendo atirado para irrelevância de decisão, face ao anterior modelo da geringonça. Aliás a geringonça foi fatal para o eleitorado deste partido, cuja parte menos ideologicamente esclarecida, deixou de vez de acreditar (ao fim de 47 anos) que este partido serve para algo, a não ser protestar, mas sem efeitos na sua vida do dia-a-dia. Para além disso, (desencantamento) à medida que o seu eleitorado vai desaparecendo fisicamente, menos percentagem obterá e menos deputados elegerá, sobretudo quando a abstenção for menor que os 50%, como foi agora o caso destas eleições. É um Partido parado no tempo e o seu desaparecimento e irrelevância ir-se-á inexoravelmente agravando, de eleição para eleição. Resta-lhe, por enquanto, a sua estrutura sindical – a CGTP – que lhe irá dando uma aparência de luta e de importância política, que se fará sentir através de um mais que provável recrudescimento da convocação de manifestações de protesto nas ruas e de greves, mas o seu destino, a exemplo do que aconteceu em toda a Europa, será o seu continuo e inexorável desaparecimento da cena política relevante. . BE – este partido desce de 18 para 3 os seus deputados. O “abraço de urso” dado pelo PS com a construção da geringonça, fez ver ao seu eleitorado que de Partido de Protesto, passou para um Partido que queria apenas ter um “lugar ao sol” no Poder da governação. A luta interna será inevitável e o seu futuro incerto, para pessimista. . Iniciativa Liberal – com um ideário Liberal, paredes meias com a noção da Economia do “laiser faire-laissez passer”, que nunca resultou em parte nenhuma do mundo, e com a defesa dos mesmos princípios e valores do Bloco de Esquerda, em matérias como a vida e os costumes, a noção Libertária da sociedade, que aparentemente é sedutora para o individualismo exacerbado, será um partido de “protesto” e de proposição de ideias aparentemente boas, mas sofrerá o desgaste natural à medida que o eleitorado for percebendo que aquilo que realmente propõe e, sobretudo, à medida que o eleitorado for percebendo os resultados potenciais que as suas propostas teriam se fossem implementadas, sofrerá o desgaste semelhante ao sofrido pelo BE. Antevejo o “efeito balão” para este partido, de eleitorado médio citadino e jovem. À medida que esse eleitorado for amadurecendo a sua análise, do concreto das suas propostas concretas, perderá boa parte do mesmo. Veio para ficar, mas a interrogação é de quanto tempo manterá um grupo parlamentar, que agora conquistou. É o partido querido da comunicação social, tal como o foi e ainda é um pouco, o Bloco de Esquerda. Por quanto o tempo o será, é uma interrogação que fica. . Chega – abandou a modorra dos debates públicos, abanou a dominância cultural da esquerda, aproveitou bem as hesitações e as cedências de PSD e CDS ao “politicamente correcto” imposto pela esquerda e pela comunicação social. As hesitações dos mesmos, proporcionaram aos eleitores que pensam à Direita, Conservadores, Democrata-cristãos, Liberais moderados na Economia, uma “casa de acolhimento” ideológico, embora ainda com algumas reservas. Mais a mais porque esse eleitorado estava cada vez mais farto de ver a esquerda a fazer e a impor o que bem queria, sobretudo em matéria da Moral, da Ética e mesmo na Economia, sem que PSD e CDS actuassem fortemente e com “voz grossa” contra isso e contra os “mitos urbanos” crescentemente impostos pela esquerda, com a cumplicidade activa e interessada da comunicação social. É, juntamente com o PS, o grande vencedor das eleições legislativas de 2022. A questão que se coloca agora tem a ver com o desvendar se é um Partido de um Homem só, inegavelmente capaz e mobilizador, ou se tem mais quadros e dirigentes capazes. Ou seja, se tem uma equipa de gente capaz em todos os aspectos da vida em sociedade, ou não. Se provar que tem gente capaz e séria, com cabeça estruturada, com visão, veio para ficar e a sua tendência será de crescimento e acabará por conquistar o poder de governar. Se não for capaz de provar tudo isto, será um “partido balão” como o foi o partido construído pelo General Ramalho Eanes que numa legislatura passou de 42 deputados para zero. Veremos. Deu esperança a largas camadas da população, veremos se será capaz de corresponder. . CDS-Partido Popular – de há dois anos a esta parte sofreu com várias coisas. A primeira das quais com uma oposição interna intensa, permanente e aguerrida, oriunda de pessoas que fizeram dos lugares políticos uma profissão. Tal facto agravou a queda que já se vinha sentindo desde 2010, pois a população em geral não gosta de ver discutidos na “praça pública” assuntos que deviam ser discutidos em casa. O desgaste foi tremendo e contribuiu decisivamente para o desaparecimento deste Partido do Parlamento. Um segundo factor foi que o novo líder, sendo muito jovem e precisando de tempo para afirmar as suas propostas e clarificar o seu pensamento junto dos portugueses, não o teve, pois, no segundo mês do seu mandato viu surgir a pandemia do Corona Vírus (ou Vírus da China) impedindo-o de contactar a população no terreno. Este factor foi agravado pela comunicação social, que por vários motivos político-ideológicos e de grupo, nunca lhe deu a cobertura noticiosa que deu a BE, PCP, PS e ao desafiante Chega. A agravar tudo isto, e ao contrário de fazer rupturas com o sistema instalado pela esquerda, hesitou cedendo em várias ocasiões ao “politicamente correcto” imposto pelos jornalistas e pela esquerda. Não rompeu o suficiente com a desastrosa governação ideológica imposta por Paulo Portas (na sua última fase) e por Assunção Cristas, que tinham descaracterizado o CDS e deixou cair mesmo vários dos seus apoiantes internos que o incentivavam a essa fundamental ruptura. Perdeu o seu grupo parlamentar, a sua representação na Assembleia da República, e agora, com uma situação financeira de ruína deixada pelo consulado de Assunção Cristas, agravada agora pela perda das subvenções estatais que recebia pelo facto de ter deputados na Assembleia da República, muito dificilmente recuperará, muito dificilmente sobreviverá. É uma perda para a Democracia portuguesa e para todos os Conservadores que agora se acoitarão ou no Chega, a maioria, ou na IL alguns, ou na abstenção, muitos. Veremos o futuro a dois meses, pois terá um Congresso, mas a menos que os seus militantes passem a pagar quotas elevadas, ou se arranjem financiadores privados, terá o seu fim por asfixia financeira. . Quanto a mim, militante de décadas do CDS e algumas vezes fazendo parte da sua equipa dirigente, tenho muita pena do que aconteceu, mas estou de consciência tranquila, pois avisei em vários Congressos (Gondomar, Lamego, Aveiro) do partido, para o que se avizinhava se não mudássemos de rumo seguido, sobretudo desde 2010. Agora estarei em reflexão durante algum tempo, até decidir o que, em termos da minha actividade cívico-política, irei fazer. . Por aqui me fico. Nos próximos dias, ao fazer a análise quantitativamente mais fina, escreverei e partilharei convosco as conclusões de todo este novo quadro político. (Miguel Mattos Chaves)

gong xi fa cai - gung hay fat choy

  


恭喜发财 
干草发财



Rui Rio ou Como Matar a Democracia

Riu Rio reduziu progressivamente o grupo parlamentar, não ganhou claramente uma única eleição, facultou a formação de três partidos e deixa o PSD como um partido médio, com um grupo parlamentar maioritariamente medíocre, minado na sua representatividade tradicional por causa da obsessão estúpida com o “centro” onde Rio e os seus “ideólogos” o acantonaram.
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Qualquer das “promessas” gastas para o substituir apenas visa esse partido médio e não o país.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2022

a propósito do debate Rio/Ventura…no 4 de Janeiro...

os primeiros minutos deste programa mostram a diferença entre o conhecimento e a experiência de José Manuel Fernandes e a inexperiência de Pedro Jorge Castro (estranhamente o experiente Paulo Ferreira alinha com este). 

Uns viveram “no tempo”, outros “ouviram dizer”.

Valeu quanto valeu!

O trabalho de campo da sondagem decorreu entre 6 e 12 de Janeiro, ainda antes do debate decisivo entre António Costa e Rui Rio, e em que a generalidade dos analistas deu uma vitória estreita ao social-democrata. 

Socialistas superam Direita (sem o Chega)

Ventura em maré alta

Bloco estagnado

quem é um idiota-útil?

 


as pitonisices do Mendes!

as coisas que ele disse segundo a 
Alexandra Machado
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[…] está meio mundo com medo de Paulo Rangel. Ele não está eleito, ninguém sabe se vai ser eleito, mas meio mundo já está com medo dele. Até o Chega”. […]
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[…] acredita que vai haver, nas próximas eleições, uma bipolarização de votos, o que será uma vantagem para o PSD. “Serão seguramente as eleições mais bipolarizadas dos últimos anos. Uma bipolarização ao centro, entre PS e PSD”. […]

As grandes vítimas desta bipolarização à direita vão ser o CDS e o Chega. Marques Mendes diz que o partido de André Ventura “vai crescer provavelmente muito menos do que se imagina”, acrescentando que “se o líder do PSD for Paulo Rangel, a vida do Chega ainda será mais difícil. Rangel é mais unificador do eleitorado de centro-direita que Rui Rio. Ventura já percebeu isso. Mostra medo de Rangel”. […]
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“À esquerda o PS vai ter voto útil. Os eleitores desiludidos com o Bloco de Esquerda e com o PCP ou se abstêm ou dão voto útil ao PS”, mas “o grande beneficiário desta bipolarização vai ser o PSD”, já que “pode crescer ao centro, com o descontentamento com o Governo, e vai ter muito voto útil à direita”. […]
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“BE e PCP cometeram suicídio” ao derrubar um Governo “de esquerda e chumbar um Orçamento de esquerda”. Daí que acredite que depois das eleições, as lideranças de Catarina Martins e Jerónimo de Sousa “fiquem seriamente em causa”. […]

Já é inicio de ano?

 


catarina vs andré


foi assim que os comentadores os classificaram a 2 de Janeiro!
é Informação ou Desinformação da Sic(k) e do Espesso?




lembrar a "barata tonta"

interessantes comentários quer de Fernandes quer de ouvintes sobre a classificação de Marques Mendes à actuação de André Ventura no caso do alegado incomprimento do acordado psd - chega

domingo, 30 de janeiro de 2022

valem o que valem!

 

aos 7 de Janeiro...
Em terceiro, ficaria o Bloco de Esquerda e a CDU empatados dos 6%, seguido do Chega e da Iniciativa Liberal com 5%, que seriam a quinta e a sexta força política.

Mais distantes estão o CDS e o PAN, que não iriam além dos 2%. O Livre ficar-se-ia por 1% e ainda não é claro se conseguiria eleger um deputado. Há ainda 3% das intenções de votos que iriam para outros partidos, valor que também inclui nulos e brancos.
(https://observador.pt/2022/01/07/sondagem-ps-sem-maioria-com-38-psd-aproxima-se-be-e-cdu-empatados-em-terceiro-chega-e-il-com-5/)

A cambalhota do Costa

Inesperadamente, o Presidente do Conselho viu-se isolado em campanha e nos debates televisivos, perdendo as ilusões da maioria absoluta, em breve renunciando a ela mas desprezando sempre a oposição e os antigos aliados.
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A cambalhota de António Costa é tão forçada quanto grotesca. Vai valer a pena saber quem são os conselheiros de marketing do PS na noite de 30 Janeiro.
(Manuel Villaverde Cabral in “As contas do próximo domingo”)

sondagem para o Espesso!

 


sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

voto útil

círculos onde Chega, CDS e IL elegem (ou podem eleger) mais deputados.

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

epitáfio do Eduardo Cabrita (ou do governo)?

(inclui a entrevista ao Antonio Costa porque “este é, decididamente, um governo que gosta de aldrabar as pessoas que, ao que nos dizem as sondagens, gostam de ser aldrabadas. Rui A
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Depois do escândalo dos incêndios em Pedrógão Grande, do SIRESP, das golas anti-fumo inflamáveis, do SEF, e de tudo o resto, assistir às declarações de Cabrita, a lavar as mãos e deixar o motorista arcar com as culpas e possível pena de prisão, é o maior dos pontos baixos deste ainda governo minoritário e do ainda Partido Socialista nacional. Sofia Afonso Ferreira