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segunda-feira, 18 de agosto de 2025

repetir Munique ou o preço de vender a paz

Em 1938, líderes europeus reuniram-se em Munique para selar o que acreditavam ser um triunfo diplomático: o apaziguamento de Adolf Hitler. Cedendo-lhe a região dos Sudetas, retiraram-na da Checoslováquia sem que esta tivesse sequer assento à mesa. Churchill classificou o episódio como “uma derrota total e sem guerra”. Menos de um ano depois, o mundo mergulhava no conflito mais mortífero da história.
Hoje, os ecos de Munique voltam a fazer-se ouvir — não na Baviera, mas no Alasca. A possibilidade de um encontro entre Donald Trump e Vladimir Putin, centrado na “resolução” do conflito na Ucrânia por via de cedências territoriais à Rússia, representa uma afronta directa à memória histórica e à ordem internacional construída precisamente para evitar a repetição dos erros de 1938.
Se há algo que a história nos ensinou com brutal clareza, é que ceder à força não garante paz; garante mais força ao agressor. O Acordo de Munique não deteve Hitler. Pelo contrário, convenceu-o de que o Ocidente era fraco, indeciso e manipulável. Essa ilusão alimentou a sua sanha expansionista, culminando na ocupação da Polónia e no início da Segunda Guerra Mundial. O mesmo erro está prestes a ser cometido com Putin. 
Sob a retórica populista de “trazer a paz”, insinua-se uma lógica geopolítica profundamente perigosa: a de que a soberania de um país pode ser negociada entre potências, desde que isso traga estabilidade aos interesses das grandes nações. A Crimeia? O Donbass? Pequenos preços a pagar, dirão alguns, para “normalizar” relações com Moscovo e encerrar uma “guerra que não é nossa”. Mas esse raciocínio é moralmente falido e estrategicamente suicida.

A Ucrânia não é apenas um campo de batalha. É um teste. Um teste à credibilidade das democracias ocidentais, à viabilidade da ordem internacional baseada no direito, e à vontade coletiva de resistir ao autoritarismo. Ceder território ucraniano à Rússia seria consagrar o uso da força como instrumento legítimo de política externa no século XXI. 
Seria abrir caminho a futuras “Muniques” — na Moldávia, nos Bálcãs, nos países bálticos. Seria, acima de tudo, trair todos os compromissos que sustentam a paz na Europa desde 1945.

E o que ganharia a Europa? Nada! 
Perderia segurança, perderia aliados, perderia a confiança num sistema multilateral que, apesar das suas imperfeições, tem prevenido o retorno do caos. Mais grave ainda: perderia a autoridade moral para condenar qualquer outro acto de agressão no futuro.

Um possível acordo com Putin, à revelia da Ucrânia, seria um pacto de cinismo. Um novo Munique. E a Europa, se calar, tornar-se-á cúmplice.
Não há neutralidade possível entre o agressor e o agredido. 
A História já julgou Munique.
Vamos permitir que a História se repita — não por ignorância, mas por conveniência.

terça-feira, 5 de abril de 2022

Desinformação e Contrainformação para memória futura

a entrada de dois hacker’s opinativos (“artur campos” do Seixal e “manuel dos santos” de  Setubal) 
- nos minutos finais para serem mais facilmente recordados, 
- possuidores de uma boa e bem treinada “voz radiofónica”, 
- bem treinados no uso de falácias que sucessivamente repetem 
perspectiva-me o assomar de uma organização que pensava imersa no país, apesar de se encontrar bem viva (e melhor financiada) por um magnata a que alguns jornalistas e comentadores chamam “filantropo de esquerda” 
A Dra Helena Matos está de parabéns pela forma notável como lhes reagiu e 
os próximos dias irão decerto dar-nos mais indicações desta provável emersão da Desinformação, quiçá Contra Informação) tão academicamente gramsciana…

sexta-feira, 23 de março de 2018

Putin, um politico de direita com políticas de extrema-direita.

história para os idiotas-úteis e para os mais novos... 

foi de novo eleito Presidente da Rússia, consolidando um regime centrado no culto do homem forte e que desdenha as regras das democracias liberais. Um regime com muitos inesperados admiradores. .

sábado, 24 de setembro de 2011

dupond e dupont

Dmitri Medvedev, ex-primeiro ministro e actual presidente da Rússia, anunciou que apoia a candidatura do antigo presidente e actual primeiro-ministro Vladimir Putin. ao cargo presidente da Rússia nas eleições de 2012.
por sua vez,
Vladimir Putin, ex-presidente e actual primeiro ministro da Rússia, propôs a candidatura de Dmitri Medvedev, ex-primeiro ministro e actual presidente da Rússia, para número 1 da lista do Rússia Unida nas parlamentares de Dezembro de 2011, o que significa que ele será nomeado primeiro-ministro, caso essa força política vença as eleições.