quinta-feira, 21 de outubro de 2021

já lhe falaram no Partido Democrático do Afonso Costa?

ouçam,
se ainda não se aperceberam que, a exemplo da evolução politico-partidáris da Primeira Republica, também estamos a caminho de uma ditadura, imposta aos partidos e cidadãos, semelhante à aplicada pelo Partido Democrático do Afonso Costa,
porque eu, vai para seis anos, que neste e noutros locais disso tenho lançado inumeros alertas.

O problema não são as criticas (justas) do Presidente do Conselho, António Santos Costa, à ANACON, nem sequer as (injustas) que fez à GALP e ainda menos o ataque reles feito, no Parlamento, a um vice-presidente do PPD/PSD.
O problema vem com o ataque às Ordens Profissionais e aos Reguladore independentes esquecendo os dependentes Vitorino e Centeno por ele nomeados.
Pior que isto é a cultura socialista de limitar a accão às entidades independentes. Lembro identicas acções do Socrates com a ERSE e com a Autoridade da Concorrência.
O problema é, se não perceberam ou deliberadamente o ocultam, estarmos outra vez a caminho de uma Ditadura…
Fujam à tenebrosa maquina de propaganda do partido nacional socialista nacional. Usem a vossa cabeça!


Teixeira Branquinho, o diplomata esquecido!

Obviamente desconhecedora da Historia de Portugal (e da Europa) a burmedjus Joaquina Moreira destapou um ninho de vespas que, por exemplo a Maçonaria (Regular), por boas razões, nunca quiz abrir e agora alguém, que se espera não seja alérgico, irá levar algumas picadas. 
(às vezes pergunto-me se para se ser deputado a iliteracia na História é obrigatória!) . 

“Que se faça justiça a Aristides Sousa Mendes, mas não é necessário esquecer Teixeira Branquinho, por uma simples razão, é profundamente injusto, uma vergonha, Os Húngaros consideram Teixeira Branquinho um herói, por cá não, e nós é que sabemos, afinal não fomos ocupados pelo Alemāes, não houve perseguição a judeus, não tivemos a guerra, nós é que sabemos, os Húngaros não, nem a comunidade judaica de Budapeste, que tristeza”

 

quarta-feira, 20 de outubro de 2021

porque foi precisa a Ditadura Nacional (e posteriormente o Estado Novo?

Teoricamente este pedaço de história faz parte do programa do 9º ou do 12º anos de escolaridade mas quer os  "manuais/resumos escolares", quer o "guião para os professores do ensino secundário" do chamado Ministerio da Educação não lhe merece mais que meia dúzia de linhas...
Há 100 anos a I República vivia a “noite sangrenta” e a sua morte moral. Não é possível compreender o Estado Novo sem conhecer essa violência infame, mas nas nossas escolas pouco se fala desses dias. 
Se considerarmos que todos os assassinados eram antigos "sidonistas e opositores dos democráticos do Partido, com esse nome, do Afonso Costa podemos inferir quem foram os mandantes..
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terça-feira, 19 de outubro de 2021

Noite Sangrenta!

Na noite de 19 de Outubro de 1921, um grupo de marinheiros e guardas republicanos percorre as ruas de Lisboa naquela que viria a ser conhecida como a “camionnette fantasma”. Liderado pelo cabo Abel Olímpio, conhecido pela alcunha de “Dente de Ouro”, o bando assassina várias figuras políticas e militares. Incluindo os heróis da revolução de 1910, Machado Santos e Carlos da Maia. Os crimes chocam o país. Os jornais chamam-lhe a “Noite Sangrenta”.
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Os homens da camioneta são julgados e são condenados, mas nunca chegam a ser reveladas as identidades dos conspiradores que encomendaram as mortes. Berta Maia, a jovem viúva de Carlos da Maia, recusa-se a aceitar a passividade dos tribunais e decide investir contra tudo e contra todos em busca da verdade. Após várias tentativas consegue visitar Abel Olímpio na prisão e depois de uma sucessão de encontros, ganha a confiança do assassino do seu marido e fá-lo confessar.
Mas à verdade nem sempre corresponde a justiça.
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segunda-feira, 18 de outubro de 2021

José Manuel Fernandes e o OE2022 em Contra Corrente!

Libertos da censura imposta pelos 15M de euros à imprensa a que temos direito e longe da tenebrosa máquina de propaganda do minoritário partido nacional socialista nacional em Contra Corrente José Manuel Fernandes, Helena Matos, Jorge Fernando e Ouvintes com "bom senso" comentam a trapalhada que está a ser o OE2022
- A crise política pode estar mesmo à porta, depois de um fim-de-semana em que a temperatura política subiu.
- Todos querem o Orçamento aprovado, mas ninguém o quer aprovar, e a culpa é de António Costa.

Rebelo de Sousa e o OE2022 e o intocável Eduardo Cabrita

1 - Marcelo avisa que chumbo do Orçamento pode conduzir a eleições e "Colocou a estabilidade do país na mão dos partidos"?
[contra todos uma opinião do Rui Pedro Antunes que tem por hábito errar…]
2 - Quatro meses depois do acidente, António Cabrita continuar "intocável".
O acidente e impunidade do Eduardo Cabrita, quatro meses depois, na quase sempre acertada visão de Paulo Ferreira


sábado, 16 de outubro de 2021

A Bandeira Portuguesa em Timor


Timor-Leste ocupa meia ilha ao norte do Continente Australiano, com uma área aproximadamente de 16.00 km2, possui cerca de 20 dialectos e várias etnias. Portugal esteve em Timor de 1515 a 1975.
A pacificação e ocupação efectiva de Timor apenas se deu a partir dos finais do Sec.XIX. A diversidade linguística e de povos, o seu estado de desenvolvimento social, bem como as difíceis ou inexistentes vias de comunicação dificultaram sempre a pacificação dos aguerridos habitantes. E quando a paz, a muito custo era conseguida, logo era quebrada por violentos confrontos inter-reinos, ou entre estes e a administração portuguesa. Não movida por qualquer princípio de “luta de libertação” contra os malai (estrangeiros), mas tão-somente pela necessidade de se guerrearem. Esta acção bélica era de natureza cultural e económica, já que a tomada de gados, escravos e outros haveres aos reinos vizinhos foi sempre um modo ancestral de estar na sociedade timorense de então.
Alguns governadores tentaram formas de ampla pacificação, mas sem resultado. Somente o Major Celestino da Silva (1894-1908) iniciou com êxito tal tarefa. Homem que conheceu Timor e os timorenses como poucos, constatou a diversidade das nações que compunham o território e percebeu que só com a coesão dos timorenses se conseguiria a efectiva pacificação, condição essencial para o progresso da Colónia.
Para tanto, o Grande Celestino, ou o Rei de Timor – como ficou conhecido – implementou junto dos povos o culto ao simbólico: Bandeira, Pátria, Rei, que evoluíram para valores de mitos considerados lulic (sagrados). Fez explicar que esses símbolos identificavam todos aqueles que eram considerados portugueses. Se o rei em Portugal era considerado um símbolo vivo, estando distante, nunca foi visto pelos timorenses. A Pátria transmitida como o conjunto dos povos que reconheciam o mesmo soberano como seu, e que tinham a mesma bandeira. Bandeira essa que ali estava em Timor e podia ser vista por todos como também a SuaBandeira. Esta capacidade identificativa de um símbolo de coesão nacional é de primordial importância para os nacionais em qualquer canto do mundo, e muito mais o foi no longínquo Timor. Lá ganhou mais do que o normal respeito que o símbolo nacional merece. Teve foros de sagrado, de mito, quase dogmático, pois não é preciso explicá-lo no todo ou em parte: facilmente dele se apreende a identidade que representa e a emoção que nele sentimos.
A Bandeira Portuguesa foi em Timor, sem dúvida, um símbolo intocável!
…E não esqueço aquela noite em Aileu no longínquo Outubro de 1974, após visita de um malai boot liu como era o Ministro Almeida Santos. As bandeiras nacionais trazidas pelas povoações à recepção de tão ilustre visitante, repousavam respeitosamente de encontro a uma árvore de canela defronte ao posto dos correios, devidamente guardadas por dois guerreiros (assua’in) armados de espadas.
Um infeliz timorense, talvez sob efeito do álcool ingerido e pela euforia libertadora desses tempos revolucionários, ousou desafiadoramente tocar-lhes. O atrevido viu a sua mão decepada por golpe certeiro por uma das espadas de guerra (suric).
Para além dos poucos que tiveram conhecimento do caso, não houve grandes comentários ou sequer queixa apresentada às autoridades administrativas ou policiais…

Mais recente e que toca profundamente é o seguinte episódio que inseri no livro “Monumentos Portugueses em Timor-Leste”:
Carta recebida pelo adido militar na Embaixada de Portugal em Díli, Cor. Carlos Aguiar. (o português foi ligeiramente corrigido para melhor inteligibilidade do texto)

"EX. EXCELENCIA SENHOR CHEFE DE ACAIT QUE ESTÁ EM DILI TIMOR- LESTE
1. O meu Pai, Marcelino Babo, foi Soldado de Segunda Linha no Ano de 1973 até 1975, ou seja, trabalhou cerca de 3 anos como Soldado de Segunda Linha.
2. O meu Pai Marcelino Babo, em 1975, recebeu ordem de Estado Português no Posto de Lete-Foho para fazer Segurança na Fronteira em Maliana, no Quartel Segunda Linha de Tunu-Bibi.
3. Numa manhã cedinho, mais ou menos às 5 horas, eles fizeram patrulha na Fronteira. De repente apareceram os Tropas da Indonésia de arma na mão. Dali eles voltaram para quartel, arrumaram as coisas deles e fugiram, cada qual seguindo o seu rumo, menos o meu Pai Marcelino Babo que não fugiu ainda, por razão de a Bandeira Nacionalidade Portuguesa ainda esta no ar. Dali ele desceu a Bandeira Nacionalidade Portuguesa, embrulhou muito bem e fugiu para Posto Lete-Foho, e seguiu para casa onde ele morava.
4. Em 1978 os Tropas da Indonésia foram a nossa casa, a fazer inquérito ao meu Pai Marcelino Babo, sobre a sua arma bem como a bandeira, negou que tanto a arma como a Bandeira de Nacionalidade Portuguesa, não estava na mão dele. Por isso os Tropas de Indonésia ficaram furiosos e deram pancadas, coronhadas com arma até meu Pai Marcelino Babo ficar aleijado. O meu Pai Marcelino Babo, entregou então a arma para as Tropas da Indonésia, menos a Bandeira Nacionalidade Portuguesa é que ele não entrega. Com o sofrimento provocado pela agressão, ele veio a morrer no ano de 1982.
5. Antes de o meu Pai Marcelino Babo morrer, o meu Pai ainda me chamou e como eu sou a filha mais velha, o velhote disse para mim: "que essa Bandeira de Nacionalidade Portuguesa, e você como minha filha mais velha, você tem de guardar muito bem, e um dia mais tarde, quando chegar o Dono dessa Bandeira , você tem de entregar outra vez ao Dono. Porque eu sei muito bem que o Dono dessa Bandeira, cedo ou tarde há-de chegar, há-de voltar".

...e a Bandeira Nacional foi entregue na Embaixada de Portugal, pela filha do Marcelino Babo que não quis que a mesma fosse apoderada pelos invasores. Durante esse tempo, ficou escondida em vários locais, servindo de travesseira, colchão ou mesmo enterrada: - O pedido foi cumprido!

Exemplos destes felizmente para os Portugueses e Timorenses, não foram únicos. Em muitas casas lulics ainda se encontram bandeiras e artefactos dos Maiores de ambos os Povos, que um dia, numa prova de confiança, foram entregues aos Timorenses, pela sua proximidade, dedicação e respeito às Gentes Lusitanas, representadas num símbolo que entenderam sempre como um elemento de coesão nacional.
Foi assim o Timor Português.

Nota final: A bandeira encontra-se actualmente à guarda do Museu Militar em Lisboa.
Rui Brito da Fonseca
Oficial Miliciano em Timor 1973/75
Ex-Adido para a Cooperação na Embaixada de Portugal em Díli.
Autor do livro “Monumentos Portugueses em Timor-Leste”