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quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

in memoriam!


Adelino Amaro da Costa faleceu a 4 de Dezembro 1980, na sequência da queda do Cessna que o transportava juntamente com o primeiro-ministro, Francisco Sá Carneiro, que haviam decidido trocar o voo na TAP e viajar no avião alugado pelo “seu” Ministro da Defesa. 
No acidente faleceram Maria Manuel Simões Vaz da Silva Pires, Snu Abecassis, António Patrício Gouveia, Jorge Albuquerque e Alfredo de Sousa


Conclusão do Discurso de Adelino Amaro da Costa na Assembleia da República em 7 de Janeiro de 1976, quatro anos antes de Camarate:
…na política económica, na clarividência dos partidos políticos mais responsáveis, na prática do sistema de informação, joga-se o futuro de Portugal.
Comecei por dizer que iniciávamos este ano com perspectivas sombrias. Julgo, porém, que a nossa esperança na democracia, na reconstrução e na reconciliação, tem sérias razões para sobreviver.
Acredito na capacidade do povo português para construir em Portugal a democracia.
Apesar de tudo e contra muitos! “ (in Portal da História)


sábado, 4 de dezembro de 2010

Adelino sabia demais...Sá Carneiro não o sabia!

Hoje recorda-se Francisco Sá Carneiro, politico português e primeiro-ministro, que decidiu apanhar “uma boleia” por troca com o lugar que tinha antecipadamente reservado na transportadora oficial. Anos antes, na Guiné, hoje acrescentada de Bissau, uma troca de helicóptero salvara-lhe a vida.
Desta vez a “boleia” estava marcada para o desastre. Desta vez a troca levou-o à morte. A ser assassinado dizem.
Poucas perguntas se têm feito acerca do telefonema que fez pouco tempo antes da hora do seu embarque na TAP. Queria aproveitar o tempo para conversar com o seu Ministro da Defesa, talvez o seu mais fiel aliado e cúmplice, na coligação que haviam promovido e levado à “maioria absoluta”.
A derrota do candidato comum à presidência era-lhes uma evidência. A ida ao comício de um “norte” pouco convencido, podia tudo alterar. Mas, principalmente, tinham falar, que combinar o futuro “após derrota”, porque se assim o fosse: Portugal estava primeiro!
Francisco Manuel Lumbrales de Sá Carneiro não sabia que Adelino Manuel Lopes Amaro da Costa sabia demais e, por isto apenas, morreu e deixou órfão, até hoje, o seu PPD/PSD.
Amaro da Costa é cada vez mais esquecido e, de todos, teria sido o mais importante para Portugal. Seria talvez o primeiro-ministro, após a demissão anunciada de Sá Carneiro para depois das presidenciais que se sabiam perdidas - algo que Freitas do Amaral nunca lhes perdoaria -.
Camarate marcou o fim do sonho daqueles que fizeram de Abril, e principalmente, de Novembro, um objectivo para Portugal.
mas continuamos sem saber o que aconteceu ao espólio de AAC (centenas de documentos em papel, entregues ao CDS em duas malas) e onde pára o conteúdo do cofre cujo segredo de abertura era apenas do seu conhecimento.
e porque é que se explorou Camarate do ponto de vista "assassinio de Sá Carneiro" quando na realidade o objectivo, a have-lo, seria AAC?