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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Um dia, quando crescerem, teremos jornalistas!

Só não vão ser noticia notícia na abertura das tv’s porque o Mundial dá “mais audiências”.
O que me espanta é que os “melhores jornalistas” da “melhor imprensa” do mundo e arredores não tenham aprendido uma máxima bem portuguesa: «eu gosto de dizer mal “deles”, mas não gosto que “outros” me venham dizer mal “deles”»
É certo que nas Escolas que formam “a geração (de jornalistas) mais bem preparada de sempre se aprende que “uma boa notícia é uma má noticia” mas tantas “boas notícias” conseguiram afastar os leitores da única coisa que ainda lhes minorava a iliteracia.
Hoje apenas o tablóide Correio da Manha e o “diário do reviralho”, o 1º de Janeiro, conseguem tiragens que se aproximam dos Metro, dos Destak e, claro, dos periódicos do futebol.
…mas ainda não perdi a esperança:
Um dia, quando crescerem, serão jornalistas!   

Este pedaço de texto de José Manuel Fernandes, Jornalista, é revelador:
Há em Portugal uma espécie de regra não escrita do jornalismo de sentido único de acordo com a qual basta meia dúzia de manifestantes juntarem-se nas imediações de qualquer acto oficial para se lhes dar a mesma, porventura até mais cobertura do que ao evento que está a decorrer.
Os sindicalistas, em especial os sindicalistas da CGTP, sabem que assim é e, apesar de muitas vezes serem os mesmos e só terem levado as suas faixas de um “protesto” para outro, já sabem que têm garantida uma generosa cobertura mediática.
…na Guarda, durante as cerimónias do 10 de Junho, era isso que estava de novo a acontecer até que o Presidente da República se sentiu mal e teve de ser socorrido no local.
Os manifestantes, onde avultava a figura de Mário Nogueira, ignoraram o facto e continuaram aos gritos, só se calando depois de o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, general Pina Monteiro, ter subido à tribuna para pedir “respeito por Portugal e pelas Forças Armadas”
E amainaram porque, nessa altura, a população presente fez sentir aos manifestantes que já tinham ido além do tolerável.
Mesmo assim, ao olhar hoje para as bancas de jornais, vemos que houve quem entendesse que se justificava chamar à primeira página a existência dos protestos, apenas porque existiram.
…

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

o "guião" da "reforma"


O sr. ex-jornalista, que está como sr. vice-primeiro, apresentou ontem o documento a que chamou “Guião”.
Há dias dei-lhe o nome de “rough draft”, a designação internacional usada pelos técnicos de várias especialidades ligados à economia e à ciência política.
Na realidade já estava à espera que os “nossos” (salvo seja!) “especialistas em generalidades”, a quem a palavra “guião” pouco diz, avançassem com o “fait divers” da “reforma do estado” que queriam “para amanhã”, que “devia ter sido apresentado há dois anos”, etc. Como se fosse possível alterar em vinte e quatro horas os erros de quase um século (a última tinha sido aplicada pelo Estado Novo)!
 
Com uma ou outra excepção as tv’s lá foram divulgando a temática da sua ignorância, mas houve excepções: gostei especialmente de ouvir Peres Metelo, Teixeira dos Santos e o “benfiquista-democrata-cristão” Bagão Félix que realmente sabiam do que se estava a tratar.
Os títulos dos jornais de referência de hoje também demonstram a ignorância - ou será iliteracia? - que por ai corre…
 
Apesar do “apresentador”, confesso que me revejo no “rough draft”, apenas lamento que nas suas linhas gerais não se tenha inserido a reforma dos “gabinetes” dos governantes que, a par com os chamados institutos públicos, apenas servem para empregar os “escoteiros lobitos” das organizações partidárias. São estruturas paralelas, “esvaziadoras” da função pública e consumidoras de recursos económicos que tanta falta nos fazem.
Mas, é um programa para uma dúzia de anos e por tal na apreciação que se segue, estes e outros “defeitos” possam ser corrigidos embora não acredite que “eles” tenham coragem de acabar com boys e girls...

terça-feira, 3 de julho de 2012

juros a acrescentar ao empréstimo...


O PSI 20 fechou a ganhar 1,84% para 4893,93 pontos.
Mais de metade das PME estima quebras na facturação do segundo trimestre.
Os Juros de Portugal descem a dois e dez anos, em Espanha caem em todos os prazos.
O desemprego em Espanha recuou 2,1% em Junho, face ao mês anterior, com menos 98 853 desempregados e a dívida das famílias cai para mínimos de 2007.
A Grécia vai registar em 2012 uma recessão pior que o previsto, com um recuo de 6,7% do PIB.
O euro seguia hoje a valorizar ligeiramente face ao dólar, negociando acima dos 1,26 dólares.
A Irlanda vai emitir dívida na 5.ª feira pela primeira vez desde 2010.
O preço do ouro bateu barreira dos 1600 dólares.

terça-feira, 22 de maio de 2012

O PSI20, encerrou o dia a descer 0,50% para 4718,54 pontos.
Deutsche Bank propõe moeda paralela para a Grécia, o geuro.
Espanha coloca 2,5 mil milhões com juros praticamente iguais
A recessão na economia portuguesa será mais longa do que o previsto pelo Governo, vai ser preciso mais austeridade e o desemprego vai chegar aos 16,2%, prevê a OCDE.
Mais de dois terços dos portugueses (69%) nunca ouviram falar dos eurobonds, ou títulos de dívida europeia...mas votam como aqueles que o conhecem.
O endividamento das empresas atingiu em Março um novo máximo histórico de 180% do Produto Interno Bruto.
O crédito concedido pela banca portuguesa às empresas caiu 4,9% no primeiro trimestre, face a igual período de 2011, com as PME a sofrerem o maior recuo e o concedido aos particulares continuou em queda no primeiro trimestre, com os empréstimos ao consumo a sofrerem um recuo de 7,8% face ao período homólogo, divulgou hoje o Banco de Portugal.
O grupo de trabalho que está a estudar a viabilidade de um aeroporto complementar à Portela deverá entregar o relatório ao Governo até final de Maio, um mês depois do previsto.
  

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Nunca a economia portuguesa precisou tanto de vocês

"Nunca a economia portuguesa precisou tanto de vocês como agora"… Não. Não foi Paulo Portas que largou esta “admirável” frase. De resto quando o líder do CDS/PP o dizia, Pinto de Sousa, admirável e verdadeiro politico, viria a público, cercado de tv’s e pmj's, garantir que não, isso não era verdade, porque o que precisávamos era de grandes obras e empresas. Lenta e propagandisticamente, o nosso blair, clamou-a perante um enorme grupo de empresários ao mesmo tempo que revelava que "tentámos simplificar o QREN para tudo quanto foi possível, e tanto quanto permitem as regras comunitárias, que em termos de burocracia pedem meças a todos os países". Esse QREN de milhões que andámos a desperdiçar... Isto é, o nosso ainda primeiro, vem agora repetir aquilo que Portas andou a dizer nestes últimos anos e que era insofismável para a maioria dos poucos portugueses pensante.
Claro que o país precisa dos empresários, dos pequenos e médios, que foram abafados durante estes tempos a que este governo nos levou ao apoiar apenas grandes companhias e empresários de revista cor-de-rosa. Pergunto-me se não será altura dos apelidados "pequenos partidos" registarem comercialmente as suas ideias e cobrarem royalties aos De Sousa’s que primeiro as negam e depois os repetem.

terça-feira, 25 de maio de 2010

uma cabeça cheia de nada...

O AICEP, queixa-se que empresas têm dificuldades de financiamento. O sec da Economia adianta que o ‘plafond’ de 750 milhões de euros da PME Investe 5 foi atingido e que o Governo está a negociar as condições de uma nova linha de crédito. Outro sec, o Adjunto, da Indústria e da Inovação, revela que “no prazo máximo de quinze dias” serão conhecidos os termos da negociação para a nova linha de crédito. Os xatos do CDS-PP exigem ao Governo que esclareça se foi ou não suspenso o quinto programa de apoio ao crédito às pequenas e médias empresas e quais os 'fundamentos' para esta decisão. O ministro da economia afirma que "O governo tem intenção de manter a linha de crédito especial para as pequenas e médias empresas, ao contrário do que denuncia o CDS/PP." O ainda primeiro ministro recusou fazer declarações aos jornalistas e vai à América... a ver se enche a "mão cheia de nada".

quarta-feira, 22 de julho de 2009

"É propaganda política"

Governo anuncia Fundo de Recuperação 395 milhões de euros para reabilitar empresas "É propaganda política", refere o presidente da Associação Nacional das PME, Augusto Morais. “Para as associações representativas de PME, este Fundo não trará benefícios significativos para estas empresas” porque "os objectivos destes fundos nunca são alcançados porque as PME não têm condições de acesso a estes apoios. Temos um tecido empresarial altamente debilitado e o Estado exige que tenham as contas regularizadas, por exemplo, ao Fisco e Segurança Social, o que é impossível", frisa. Também para Joaquim Cunha, presidente da PME Portugal, se levantam algumas dúvidas. "Sem se saber qual vai ser a entidade gestora do Fundo, não sabemos como vai funcionar. Se só foi anunciado agora, só depois das eleições, se calhar, é que estará em funcionamento", o que não evitará encerramentos de empresas entretanto, conclui. ...mas o Ministério das Finanças explica que o Fundo será regulado pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) e funcionará sob a forma de fundos de investimento de "refinanciamento de dívida" ou de "turnaround" e que a reestruturação das empresas será feita recorrendo à "conversão dos crédito detidos pelo sistema financeiro ou pelo próprio Estado em capital social ou em outros instrumentos de dívida", acrescentando que estão também previstas "injecções de capital para suportar o desenvolvimento das sociedades".

sábado, 23 de maio de 2009

o Outono (que vai ser) do nosso descontentamento...

"Até finais de Setembro, quando cair a folha, o Governo tem de inventar uma maneira mais eficaz de fazer chegar o dinheiro às PME, com um bypass ao sistema financeiro. Senão, as empresas, com a tesouraria exaurida pelo pagamento do subsídio de férias e pelo Agosto sem facturar, vão começar a cair como tordos na falência e teremos milhares de famílias atiradas para o desemprego, a imitarem desesperadas O Grito de Munch." Jorge Fiel, no Diário de Notícias
Ó Portas... já tens um seguidor!