sábado, 12 de junho de 2021

Portugal na CEE

Passam hoje, 12 de Junho, 36 anos que Mário Soares, Rui Machete, Jaime Gama e Ernâni Lopes assinaram o tratado de adesão de Portugal à CEE. [.]
Soares no seu discurso referiu que: “Precisamos de persistir na via que temos trilhado nos últimos dois anos, praticar uma política financeira de rigor e de verdade, lutar pela estabilidade política como elemento essencial de recuperação económica e de modernização e aprofundar as instituições democráticas, designadamente mediante a prática da solidariedade nacional, da concertação social e do diálogo”. Goste-se ou não de Soares o discurso que definia o projecto do PS para Portugal está nos antípodas do que o PS faz desde o António Guterres (o actual secretário-geral das Nações Unidas, incluído).

Na verdade, 36 anos depois do discurso de Mário Soares o projecto do PS é outro: usar o dinheiro europeu para pagar ao maior número de pessoas no Estado e garantir vitórias eleitorais.
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O sentimento de impunidade do PS não nasce do nada, mas da falta de escrutínio. A situação não difere muito da que sucedia no Estado Novo (sendo que não temos os índices de crescimento económico conseguidos na década de 60 e que duraram até 1973). Casam-se uns com os outros, distribuem lugares uns aos outros, elogiam-se uns aos outros e a propaganda profissionalizou-se de tal modo que começa no Primeiro-Ministro e acaba nos jornais de freguesia que (pagos com os impostos) são deixados nas caixas de correio, como se fossem gratuitos. Eduardo Cabrita não se demite, António Costa não o demite, Pedro Nuno Santos é a prepotência em pessoa que usa o nosso dinheiro, Mariana Vieira da Silva fala de um modo pretensioso para jornalistas que não a questionam.
A táctica está na mentira camuflada de verdade formal que, tecnicamente, não tem nada a apontar, mas que é totalmente falsa.(bas in “O objectivo do PS” de André Abrantes Amaral )
no fim fica a pergunta:
Vamos pela terceira ou quarta vez deixar impunes os responsáveis?

quinta-feira, 10 de junho de 2021

10 Junho 2021


O 10 de Junho era o dia da Raça. E a raça era a dos Portugueses de todos os séculos, de todas as raças e que foram de muitos continentes. Somos uma nação de pioneiros da globalização que, na universalidade, nunca perdeu a identidade, antes a foi recriando com os povos que foi encontrando. E não nos vangloriámos com irrealidades, antes tivemos também sempre um grande sentido do real e do trágico na vida dos homens e dos povos, na ascensão e queda dos Impérios e das civilizações. Ou tiveram-no os nossos melhores. E ainda que as notas “científico-humanísticas” que se adivinham sobre “desinformação e preconceito” em Camões possam vir a dizer o contrário, é difícil não ler n’Os Lusíadas grandeza, aventura, vitórias, também cupidez, servilismo, traição. 
( in 10 de Junho por Jaime Nogueira Pinto )

dia de Portugal

segunda-feira, 7 de junho de 2021

A INTOLERÂNCIA CULTURAL E A DITADURA DO POLITICAMENTE CORRETO

Orador: João Miguel Tavares 
Moderador: Carlos Magno 
Painel: Francisco José Viegas - Helena Matos - Pedro Boucherie Mendes - Sérgio Sousa Pinto

domingo, 6 de junho de 2021

Na Praia de Omaha na Normandia localizada no povoado de Collevile Sur Mer, ocorreram as mais sangrentas batalhas do desembarque das tropas aliadas na Normandia em 06/Junho/1944 que passou a ser chamado de Dia D. Este vídeo mostra aquela praia como está na actualidade, os muitos memoriais ali erguidos e o cemitério das tropas americanas naquela localidade. Mostra, também, o reencontro entre dois sobreviventes de tal batalha, um alemão e outro americano.

domingo, 30 de maio de 2021

Entrevista a André Ventura

No dia em que começa o III Congresso do Chega, André Ventura fala sobre a sua condenação em tribunal, sobre uma eventual ilegalização e sobre as exigências que fará a Rio para viabilizar um Governo.
André Ventura chegou à redacção do Observador, em Lisboa, às 22 horas de quinta-feira — a entrevista estava marcada para as 18h, mas o líder de Chega atrasou-se em Guimarães, numa acção do partido.








(Manuela Ferreira Leite): Isto não é democracia!



terça-feira, 18 de maio de 2021

Joana Marques Vidal

Joana Marques Vidal teve uma carreira com mais de 42 anos de serviço em que começou a ganhar notoriedade como especialista na área de família e menores e teve o seu auge como procuradora-geral da República entre 2012 e 2018. Foi no seu mandato que surgiram investigações marcantes na área da criminalidade económico-financeira, como, entre outras, a Operação Marquês ou o Universo Espírito Santo.

o desSocialistizar

Para memória futura!
Pode ser que tenha interesse, mesmo que venha a ser só histórico. (LC) 
porque a exemplo do desCorporatizar 
o desSocialistizar vai ser o problema das gerações que nos seguem



sexta-feira, 14 de maio de 2021

segunda-feira, 26 de abril de 2021

Fantasia Lusitana

um filme português, realizado por João Canijo, no ano de 2010. Documentário que explora a relação do povo português com os estrangeiros refugiados da segunda guerra mundial. Uma leitura interpelante da história portuguesa do século XX construída inteiramente a partir de imagens de arquivo e da leitura de testemunhos desses refugiados nas vozes de Hanna Schygulla, Rudiger Vogler e Christian Patey.

domingo, 25 de abril de 2021

discurso 25A na Assembleia da Republica

 

o 25 de Abril nacional socialista

“O 25 de abril de 1974 não foi uma revolução, foi uma festa. Devia ter havido sangue, devia ter havido mortos, devíamos ter determinado bem as fronteiras para se fazer um novo país.

Construímos Abril com a bonomia que nos produz há séculos, um ser e não ser que sempre concebeu o nosso profundo atraso, uma marca histórica que não nos abriu ao risco e ao radicalismo que provoca o progresso.” (ascenso simões)

Uma outra visão!

Uma outra visão!
(não necessariamente a minha!)
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25 de Abril - Os Cravos que nos fizeram Escravos!
O Verdadeiro dia da liberdade será sempre o 25 de Novembro!
7:01 - Parte em que o Marcelo visita o Ditador comunista Che Guevara e a mídea o trata como líder histórico. Mas um erro de processamento não captou a parte da sua visita ( Diogo Fake news)




o terrorismo em Portugal nos anos 80

As FP-25 em Portugal e
os movimentos revolucionários que mataram centenas de pessoas na Europa das décadas de 70 e 80 e a história atribulada do Panteão Nacional

quinta-feira, 22 de abril de 2021

Lenine: 151 anos

o criador da URSS, nasceu há 150 anos. Marxista, fez quase tudo contra as previsões de Marx, desde uma revolução num país de camponeses a ser o líder que faz a História, não apenas a acompanha


os donos de Abril !

 




segunda-feira, 19 de abril de 2021

eu não me esqueço!

 … Há coisas que não se esquecem. E uma delas é a forma como o PS toma conta do Estado. O senhor engenheiro José Sócrates é apenas um produto dessa forma de exercício do poder.

[por isso “eu também me lembro”

“de em 2007 o então ministro da Administração Interna, António Costa, e o secretário de Estado, José Magalhães, terem iniciado um blogue na própria página do ministério da Administração Interna para responderem aos comentadores que estavam a quebrar o unanimismo sobre a infalibilidade governamental” e que, no meu caso responderam com arrogancia às largas centenas de entradas com a etiqueta “pintodesousa” no meu blog ReVisões. O pedido de resgate de 6 de Abril de 2011 veio dar-me razão!.

Mas o que mais me chateia é agora tentarem convencer-me que toda aquela gajada que esteve no governo com o corrupto Pinto de Sousa não “deu por nada!”. A estes também lhes junto os “inomináveis” que ainda os continuam a apoiar nas urnas e na imprensa a que temos direito. A história não lhes perdoará!.

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Não esqueço porque não penso nem as ideologias, nem a politica, como se fossem o “meu clube de futebol até morrer”.   .

Nem tenho clube de futebol e, se o tivesse, não seria este Partido (nacional) Socialista)

Eu lembro-me desses dias em que a mentira passou a inverdade.

Eu lembro-me de em 2007, algumas semanas após a publicação pela imprensa das notícias sobre as irregularidades da licenciatura de José Sócrates, o actual ministro dos Negócios Estrangeiros e então ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, denunciar o que classificava como “jornalismo de sarjeta”. Foi José Sócrates quem o obrigou?

Eu lembro-me de quando aqueles que questionavam os procedimentos do primeiro-ministro José Sócrates eram automaticamente  tratados pelo PS como reaccionários, antipatriotas, bota-abaixistas e tremendistas. Em 2021 o PS continua a praticar esses exercício.

Eu lembro-me de em 2007 o então ministro da Administração Interna, António Costa, e o secretário de Estado, José Magalhães, terem iniciado um blogue na própria página do ministério da Administração Interna para responderem aos comentadores que estavam a quebrar o unanimismo sobre a infalibilidade governamental. Foi José Sócrates quem os forçou a isso?

Eu lembro-me de o PS não se ter indignado com a suspensão de um funcionário da Direcção Regional de Educação do Norte por este ter feito um comentário jocoso sobre a licenciatura do primeiro-ministro. Estaria o PS com medo de Sócrates para não reagir?

Eu lembro-me de em 2007 terem passado quase dois meses para que os jornais quebrassem a cerca sanitária dessa época: aquela que mantinha restrita à blogosfera a informação sobre o processo académico de Sócrates. O PS ainda se lembra do que os seus históricos disseram sobre essas notícias?

Eu lembro-me de António Costa, enquanto ministro da Administração Interna do governo de Sócrates, defender a criação de um Conselho Superior de Investigação Criminal a ser presidido pelo primeiro-ministro,José Sócrates. O modo de funcionamento desse conselho colocaria numa posição subalterna o Procurador-Geral da República. O PS esqueceu-se deste episódio?

Eu lembro-me dos argumentos criados pelos socialistas para justificarem aqueles telefonemas de assessores do governo furibundos a quem assinava artigos críticos para com o Governo. Vão agora dizer que Sócrates os hipnotizava  para produzirem esses argumentários?

Eu lembro-me de em 2007, após as notícias sobre a licenciatura de José Sócrates, Arons de Carvalho, no semanário Expresso, concluir que “a violação das regras deontológicas não pode continuar impune” e Vital Moreira falar em “décadas de impunidade deontológica”. O PS já esqueceu?

Eu lembro-me de o PS não mostrar o mínimo interesse pelas denúncias de corrupção que surgiam desde 1997 sobre o licenciamento da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Cova da Beira assinado por José Sócrates, então secretário de Estado do Ambiente. Já era José Sócrates quem os impedia de perguntar?

Eu lembro-me de o director da PJ, Santos Cabral, ter sido afastado e enxovalhado em 2006 pelo ministro da Justiça, Alberto Costa, e pelo primeiro-ministro, José Sócrates.  O PS não teve um pequeno sobressalto ao conhecer os contornos desse afastamento  e as referências de Santos Cabral à intervenção do executivo na PJ? (Ah já me esquecia esse era o tempo em que o PS vivia indignado com o classificava como abuso das escutas telefónicas por parte da PJ!)

Eu lembro-me do mutismo com que o PS reagiu em 2009 quando se soube que tinha sido ilegalmente destruído o processo da adjudicação e concessão da Estação de Resíduos Sólidos Urbanos da Cova da Beira. Vai o PS dizer que foi enganado?

Eu lembro-me de o ex-inspector da PJ que denunciou o caso Freeport ser condenado a oito meses de prisão e ao pagamento de uma multa. O PS estou certa que também se lembra.

Eu lembro-me de a Procuradoria Geral da República arquivar o inquérito à licenciatura de José Sócrates, embora não conseguisse explicar como um certificado com data de 1996 podia estar redigido num impresso só possível de existir depois de 1998. O PS já esqueceu o que disseram várias das suas mais destacadas figuras na altura? Foi Sócrates quem lhes pôs as palavras na boca?

Eu lembro-me de, no último dia de Junho de 2008, Dias Loureiro e António Vitorino terem apresentado a biografia de Sócrates, escrita pela jornalista Eduarda Maio. “O menino de ouro do PS”, título do livro, reproduz a expressão por que Sócrates era tratado por muitos socialistas, indiferentes a tudo o que já se sabia sobre José Sócrates desde o final dos anos 90. O PS continua a querer que acreditemos que havia um governo que nada sabia daquilo que José Sócrates fazia?

Eu lembro-me  de o PS, na campanha eleitoral  de 2009, apresentar  como uma mentira nascida de motivações ocultas tudo o que questionasse José Sócrates. O PS ainda se lembra disto ou sofre de amnésia?

Eu lembro-me de a PT ser usada para entrar no capital da TVI de modo a alterar-se a linha editorial daquela estação e torná-la mais amigável para o Governo. E lembro-me de o PS achar isso normal.

Eu lembro-me de a administração da TVI dar ordens para ser cancelado o Jornal Nacional de Sexta, apresentado por Manuela Moura Guedes. E lembro-me muito bem de ouvir e ler socialistas e compagnons a declararem o seu apoio a este afastamento.

Eu lembro-me de em 2010 apenas o Correio da Manhã ter avisado os seus leitores de que o primeiro-ministro impusera como condição não ser confrontado com o caso Freeport no âmbito das entrevistas que ia dar a propósito da iniciativa “Governo Presente”. O PS sempre solidário com José Sócrates passou a usar depreciativamente a expressão “jornalismo à Correio da Manhã“.

Eu lembro-me de a PT ser usada para entrar no capital da TVI de modo a alterar-se a linha editorial daquela estação e torná-la mais amigável para o Governo. E lembro-me de o PS achar isso normal.

Eu lembro-me de a administração da TVI dar ordens para ser cancelado o Jornal Nacional de Sexta, apresentado por Manuela Moura Guedes. E lembro-me muito bem de ouvir e ler socialistas e compagnons a declararem o seu apoio a este afastamento.

Eu lembro-me de em 2010 apenas o Correio da Manhã ter avisado os seus leitores de que o primeiro-ministro impusera como condição não ser confrontado com o caso Freeport no âmbito das entrevistas que ia dar a propósito da iniciativa “Governo Presente”. O PS sempre solidário com José Sócrates passou a usar depreciativamente a expressão “jornalismo à Correio da Manhã“.

Eu lembro-me de ouvir os socialistas classificarem como aleivosias as notícias sobre as casas cujos projectos Sócrates terá assinado, embora os donos das mesmas casas não o confirmassem. O PS pretenderá agora que foi José Sócrates quem os convenceu a fazer tal figura?

Eu lembro-me de José Sócrates, na qualidade de primeiro-ministro (demissionário) ter contactado formalmente a troika, composta pelo FMI, BCE e Comissão Europeia, a 6 de Abril de 2011, a solicitar um empréstimo no valor de 78 mil milhões de euros. E lembro-me como pouco depois o PS começou a criticar não só a troika como o programa que negociara com ela e que o governo seguinte teve de aplicar.

Eu lembro-me de ver os socialistas acotovelando-se em torno de Sócrates em cada sessão de anúncio de mais um plano revolucionário para o país: o MIT, os PIN, TGV, os Magalhães, as Novas Oportunidades, o choque tecnológico… O PS também não esqueceu porque continua a apostar no anúncio do anúncio e na inauguração do inaugurado, sem perguntar sobre o como nem o porquê.

 Há coisas que não se esquecem. E uma delas é a forma como o PS toma conta do Estado. José Sócrates  é um produto dessa forma de exercício do poder.

(in “Eu lembro-me” por Helena Matos)



quarta-feira, 14 de abril de 2021

Pinto de Sousa: Foi o cargo que lhe deu o poder para mercadejar!



Costa poderia ter dito aos portugueses duas coisas muito simples. 
Antes de mais, deveria ter pedido desculpa em nome do PS pelo que Sócrates fez, independentemente de uma condenação pelos tribunais. 
Depois, garantia que com ele a PM o governo nunca mercadejaria. Como não o fez, como não se antecipou ao juiz Rosa, cada vez haverá mais portugueses a pensar que há outros socialistas que também mercadejam.
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Mais, como pode o PS convencer os portugueses que não voltará a ter um líder que se comporte como Sócrates?

aeroporto do Montijo!

 e as obrigações contratuais ?



sábado, 10 de abril de 2021

pandemia em marcha!

O anúncio da incidência acumulada por concelho esta sexta-feira resulta de uma mudança de estratégia da DGS, que anteriormente enviava a informação na segunda-feira seguinte em relação a dados que tinham sido recolhidos há quase uma semana (às terças).

 

sexta-feira, 9 de abril de 2021

o socratismo venceu!

independentemente do que acontecer a Sócrates, o socratismo venceu.
É isso que explica a nossa história recente.
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A corrupção, a bancarrota e a divergência em relação à Europa não são azares. São efeitos de um sistema de poder que assenta no domínio do Estado sobre a sociedade, através de um bloco de clientelas eleitorais que é preciso alimentar à custa de endividamento, extorsão fiscal e cortes de investimento público. É claro que é importante averiguar se alguém abusou do poder para enriquecimento pessoal ilícito. Mas este é um detalhe de uma história muito mais grave e muito mais triste, porque é a da degradação de um regime, da decadência de um país e da morte das esperanças e expectativas de várias gerações. (in “E o socratismo, alguma vez será julgado?“ por Rui Ramos)
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O que eu mais estranho é que muitos eleitores da minha faixa etária que viveram o Estado Novo, o Salazarismo e a censura no “controlo dos média”, continuem a apoiar um partido cada vez mais nacional socialista como se fosse o clube de futebol que um dia abraçaram esquecendo-se que perder um jogo, um campeonato ou descer de divisão prejudica, no máximo, uns milhares mas manter no poder o “partido” que nos levou a três bancarrotas, a caminho da quarta, prejudica, no minimo, muitos milhares!

Filipe de Edimburgo

 

Filipe Mountbatten, nascido Filipe da Grécia e Dinamarca

Duque de Edimburgo, 

isto não é União!

 

quinta-feira, 8 de abril de 2021

sem mil em Abril !!!


“Em abril vamos ter de vacinar tantas pessoas como nestes três meses”, frisou António Costa, numa visita ao Pavilhão Multiusos de Odivelas, para acompanhar a vacinação de pessoal docente e não docente. Ao todo, serão vacinados ao longo deste fim de semana cerca de 80 mil profissionais da educação pré-escolar, do primeiro ciclo do ensino básico e da “Escola a Tempo Inteiro”.
e a alegada jornalista continua:
""Segundo o primeiro-ministro, a vacinação com a primeira dose destes trabalhadores será concluída no fim de semana de dia 10 e 11 de abril. Este exercício é importante para “dar segurança a todos os que trabalham nas escolas”, afirma, mas também para “testar os postos de vacinação rápida”".

terça-feira, 6 de abril de 2021

terceiro pedido de ajuda externa (história para os mais novos...)

... a maioria dos actuais votantes não sabe que isto aconteceu (e pela terceira vez)!
Tinham 10 anos de idade!

quinta-feira, 1 de abril de 2021

...e já lá vai o trimestre!

 


chegou a 12 de Março no CM

a mentira do 1º de Abril


Isto é só o princípio !

O jornalismo ao qual o nosso país é testemunha, tem influenciado e manipulado a opinião de muita gente em relação à covid, criando uma propaganda do medo que tem inibido a coragem e bom senso de um povo. Por quê? Porque foi pago para ajudar o “sistema”. No ano de 2020 foram 15M€ do nosso dinheiro de impostos para a comunicação social, numa altura onde quem mais lucra com a pandemia é o jornalismo, este ano vamos pelo mesmos caminho, na Lusa vão ser mais 8 milhões de euros.
O país está mais pobre, com empregos decadentes e difíceis de conseguir, os “pés de meia” das pessoas estão a terminar, milhares pessoas já dependem da segurança social ou associações de caridade para comer e viver, os bancos estão a começar a fazer pressão nos empréstimos bancários, os impostos não dão tréguas e não têm ordem de perdão e está a chegar novamente IMI e o IRS, os combustíveis pela 16ª vez (penso eu) subiram este ano consecutivamente.
As pessoas não questionam o que vêem e ouvem nas tvs, as pessoas não têm espírito crítico para criar uma opinião sem ouvir um comentadeiro qualquer no telejornal.
Vivemos a maior crise intelectual de sempre e em breve económica. O dinheiro da bazuca não vai ajudar os que mais precisam, mas sim encher o bolso aos do costume por meio de esquemas já conhecidos por todos nós! (Maria João Branquinho no FeiceBuque)

Isto é só o princípio.... mas…

Magister Populi

No passado dia 11 de Março, o Presidente da República, após ouvido o Governo e obtida a aprovação da Assembleia da República, decretou o décimo terceiro estado de emergência por causa da epidemia da Covid. Até aqui nada a dizer. As normas constitucionais e a lei foram devidamente respeitadas. Acontece que este novo estado de emergência foi anunciado como sendo o último que se pretende declarar e terminou a 31 de Março. A partir daqui, entraremos em desconfinamento gradual, lento e progressivo, que durará o tempo que o Governo de António Costa quiser, e durante o qual continuarão em vigor medidas restritivas, ou mesmo suspensivas, dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos portugueses.
Costa, aliás, parece ter mandado informar os Portugueses, através do jornal Expresso, que pretende «libertar-se dos decretos» e concentrar na sua augusta pessoa todo o poder necessário a essa empreitada.
Por sua vez, Marcelo Rebelo de Sousa fez saber, pelo mesmo órgão de comunicação social, que «ficou surpreendido» com a situação que se prevê para o fim do estado de emergência, receando o que daí possa resultar, por se tratar de uma «questão juridicamente delicada». Como bom constitucionalista que sempre foi, não se quer envolver nisto. Pela primeira vez das muitas em que já decretou o estado de emergência não se dirigiu ao país, preferindo apanhar um avião para Roma, cidade dos Césares e dos Ditadores da velha República, para ir visitar o Papa.
A partir de 1 de Abril (nem de propósito), António Costa fará dos direitos, liberdades e garantias dos cidadãos portugueses, cuja redução ele considere necessária ao desconfinamento, o que bem entender. Por período não determinado por nenhuma lei, com as competências que desejar e que ficarão inteiramente dependentes da sua soberana vontade. O estado de emergência será, então, o Dr. António Costa.
A partir de 1 de Abril entraremos em ditadura(por Rui Albuquerque no Observador)

covid , União Europeia e Portugal em "dia das mentiras"

Vaccination is essential to get out of this crisis. Ahead of this week's meeting of EU leaders, we call on EU countries to accelerate the rollout of vaccination across the EU: 

By March 2021, at least 80% of people over the age of 80, and 80% of health and social care professionals should be vaccinated. 
By this summer, a minimum of 70% of the adult population should be vaccinated. 
We will work together to further increase EU vaccine manufacturing capacity. 

Updating testing strategies, preserving the single market and free movement, and ensuring international solidarity are also some of the key actions we will be focusing on in coordination with EU countries. 
With unity, solidarity and determination, we can soon start to see the beginning of the end of the pandemic. #GetTheVaccine #SafeVaccines #StrongerTogether

domingo, 28 de março de 2021

Marcelo Caetano O ÚLTIMO DOS MOICANOS !

Última intervenção de Marcelo Caetano na televisão em 28-03-1974.

O que o "25 de Abril" destruiu para tornar Portugal num país de pedintes e financeiro-dependente, em nome de valores que mais se identificam com a corrupção do que com os valores que por aí se apregoam como sendo valores da democracia.
A qualidade da elite politica que hoje temos é do mais degradante e humilhante que alguma vez este país já teve. 
Pior do que o que temos hoje, só mesmo o que vamos ter amanhã.

terça-feira, 9 de março de 2021

Marcelino Da Mata

 ADECOFARP-GB homenageia o Tenente Coronel, Marcelino Da Mata, falecido em Lisboa e, que serviu o colonialismo português durante a luta pela libertação da Guiné.


segunda-feira, 8 de março de 2021

Lisboa, para memória futura !


Ouvir e atender as propostas das várias pessoas e entidades é essencial para que este projecto seja concluído com sucesso e de maneira a que o maior número possível de munícipes, comerciantes, empresários e turistas saia beneficiado, assim como a cidade de Lisboa.
É um plano ousado, de difícil implementação, mas vital para que a cidade continue a ser uma referência a nível nacional e internacional.
mais asneiras AQUI !

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

Ainda não vimos nada!

 É triste confessar, mas ainda estamos para ver até onde vão os revisores da História. Uma coisa é certa: com a ajuda dos movimentos anti-racistas, a colaboração de esquerdistas, a covardia de tanta gente de bem e o metabolismo habitual dos reaccionários, o movimento de correcção da História veio para ficar. Serão anos de destruição de símbolos, de substituição de heróis, de censura de livros e de demolição de esculturas. Até de rectificação de monumentos. Além da revisão de programas escolares e da reescrita de manuais. Tudo, com a consequente censura de livros considerados impróprios, seguida da substituição por novos livros estimados científicos, objectivos, democráticos e igualitários. A pujança deste movimento através do mundo é tal que nada conseguirá temperar os ânimos triunfadores dos novos censores, transformados em juízes da moral e árbitros da história.

Serão criadas comissões de correcção, com a missão de rever os manuais de História (e outras disciplinas sensíveis como o português, a literatura, a geografia, o meio ambiente, as relações internacionais…), a fim de expurgar a visão bondosa do colonialismo, as interpretações glorificadoras dos descobrimentos e os símbolos de domínio branco, cristão, europeu e capitalista.
Comissões purificadoras procederão ao inventário das ruas e locais que devem mudar de nome, porque glorificam o papel dos colonialistas e dos traficantes de escravos. Farão ainda o levantamento das obras de arte públicas que prestam homenagem à política imperialista, assim como aos seus agentes. Já começou, aliás, com a substituição do Museu dos Descobrimentos pelo Memorial da Escravatura!
Teremos autoridades que tudo farão para retirar os objectos antes que as hordas cheguem e será o máximo de coragem de que serão capazes. Alguns concordarão com o seu depósito em pavilhões de sucata. Outros ainda deixarão destruir, gesto que incluirão na pasta de problemas resolvidos. Entretanto, os Centros Comerciais Colombo e Vasco da Gama esperam pela hora fatal da mudança de nome. Praças, ruas e avenidas das Descobertas, dos Descobrimentos e dos Navegantes, que abundam em Portugal, serão brevemente mudadas. Preparemo-nos pois para remover monumentos com Albuquerque, Gama, Dias, Cão, Cabral, Magalhães e outros, além de, evidentemente, o Infante D. Henrique, o primeiro a passar no cadafalso. Luís de Camões e Fernando Pessoa terão o devido óbito. Os que cantaram os feitos dos exploradores e dos negreiros são tão perniciosos quanto os próprios. Talvez até mais, pois forjaram a identidade e deram sentido aos mitos da nação valente e imortal. Esperemos pois para liquidar a toponímia que aluda a Serpa Pinto, Ivens, Capelo e Mouzinho, heróis entre os mais recentes facínoras. Sem esquecer, seguramente, uns notáveis heróis do colonialismo, Kaulza de Arriaga, Costa Gomes, António Spínola, Rosa Coutinho, Otelo Saraiva de Carvalho, Mário Tomé e Vasco Lourenço.
Não serão esquecidos os cineastas, compositores, pintores, escultores, escritores e arquitectos que, nas suas obras, elogiaram os colonialistas, cúmplices da escravatura, do genocídio e do racismo. Filmes e livros serão retirados do mercado. Pinturas murais, azulejos, esculturas, baixos-relevos, frescos e painéis de todas as espécies serão destruídos ou cobertos de cal e ácido.
Outras comissões terão o encargo de proceder ao levantamento das obras de arte e do património com origem na África, na Ásia e na América Latina e que se encontram em Portugal, em mãos privadas ou em instituições públicas, a fim de as remeter prontamente aos países donde são provenientes.
Os principais monumentos erectos em homenagem à expansão, a começar pelos Jerónimos e pela a Torre de Belém, serão restaurados com o cuidado de lhes retirar os elementos de identidade colonialista. Os memoriais de homenagem aos mortos em guerras do Ultramar serão reconstruídos a fim de serem transformados em edifícios de denúncia do racismo. Não há liberdade nem igualdade enquanto estes símbolos sobreviverem.
Muitos pensam que a história é feita de progresso e desenvolvimento. De crescimento e melhoramento. Esperam que se caminhe do preconceito para o rigor. Do mito para o facto. Da submissão para a liberdade. Infelizmente, tal não é verdade. Não é sempre verdade. Republicanos, corporativistas, fascistas, comunistas e até democratas mostraram, nos últimos séculos, que se dedicaram com interesse à revisão selectiva da história, assim como à censura e à manipulação. E, se quisermos ir mais longe no tempo, não faltam exemplos. Quando os revolucionários franceses rebaptizaram a Catedral de Estrasburgo, passando a designá-la por Templo da Razão, não estavam a aumentar o grau de racionalidade das sociedades. Quando o altar-mor de Notre Dame foi chamado de Altar da Liberdade, caminharam alegremente da superstição para o preconceito. E quando os bolchevistas ocuparam a Catedral de Kazab, em São Petersburgo e apelidaram o edifício de Museu das Religiões e do Ateísmo, não procuravam certamente a liberdade e o pluralismo. E também podemos convocar os Iconoclastas de Istambul, os Daesh de Palmyra ou os Taliban de Bamiyan que destruíram símbolos, combateram a religião e tentaram apropriar-se tanto do presente como do passado.
Os senhores do seu tempo, monarcas, generais, bispos, políticos, capitalistas, deputados e sindicalistas gostam de marcar a sociedade, romper com o passado e afastar fantasmas. Deuses e comendadores, santos e revolucionários, habitam os seus pesadelos. Quem quer exercer o poder sobre o presente tem de destruir o passado.
Muitos de nós pensávamos, há cinquenta anos, que era necessário rever os manuais, repensar os mitos, submeter as crenças à prova do estudo, lutar contra a proclamação autoritária e defender com todas as forças o debate livre. É possível que, a muitos, tenha ocorrido que faltava substituir uma ortodoxia dogmática por outra. Mas, para outros, o espírito era o de confronto de ideias, de debate permanente e de submissão à crítica pública.
O que hoje se receia é a nova dogmática feita de novos preconceitos. Não tenhamos ilusões. Se as democracias não souberem resistir a esta espécie de vaga que se denomina libertadora e igualitária, mergulharão rapidamente em novas eras obscurantistas.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

Será que a Lopes leu o que escreveu?

- Claro que houve “ditadura” (aquela que me levou da “Cantina Velha” até Caxias) e
- Claro que houve uma “Guerra Colonial” (aquela que, como Oficial Miliciano do recrutamento obrigatório, me levou à Guiné) e também
- Claro que não houve uma “guerra colonial” (aquela que levou à Guiné um “citado oficial do quadro permanente” de recrutamento voluntário).
Obviamente que a Lopes, alegadamente jornalista, avençada como comentador não conheceu 
nem Caxias, 
nem a Ccaç11 da Guiné, 
nem nenhum soldado, de qualquer patente, que tenha sido subordinado do citado oficial QP .

À Lopes ofereço um endereço
e três recortes de uma lista de 49 páginas (a 25 linhas por folha) de combatentes de recrutamento obrigatório mas terá que tirar o antolhos colocados e, á açoriana, manter a “distancia fisica” do “heróico citado oficial”…

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021

Marcelino da Mata e os comandos africanos

O papel dos soldados africanos que lutaram por Portugal na guerra colonial, a sua sorte após o 25 de Abril e os casos de tortura em 1974 e 1975.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

São só flores, senhores, só flores!

“Argumenta o Medina que em Belém “não há nenhuma retirada de nenhum brasão” porque as flores já não estão lá há muito tempo. Ou seja Fernando Medina recorre ao desleixo da autarquia que dirige para justificar a mudança nos jardins de Belém.
O sentimento de impunidade do Medina é tal que nem sequer concebe que se lhe pergunte: o desleixo nos jardins de Belém foi intencional?
Visou que os brasões se degradassem de tal modo que a sua recuperação fosse apresentada como impossível?

O que está a acontecer com os brasões do jardim em frente as Jerónimos é a mais recente manifestação da táctica de primeiro deixar degradar para em seguida apresentar o desaparecimento como um facto consumado, seguida pela esquerda em relação aos espaços que considera serem memória do Estado Novo. Naquela zona de Lisboa a mesma táctica já foi utilizada com particular sucesso no caso do Museu de Arte Popular.
Encerrado logo em 1974, o 
Museu de Arte Popular reabriu nos anos 80. Para arrelia do progressismo, os visitantes acorriam em massa para ver os arados, cabanas de pastores, barros, linhos, bonecos de Estremoz, as estranhas figuras saídas das mãos de Rosa Ramalho, cestos, carros chorriões do Alentejo… que associavam à sua vida e à dos seus pais e avós e não ao Estado Novo. [.]
Percebe-se portanto o espanto do Medina perante a reacção que a retirada dos brasões da Praça do Império está a gerar: 
a táctica que tantos e tão bons resultados tem dado irá falhar desta vez? 
Não pode ser!
( in “ São Flores Senhores São Flores “ por Helena Matos)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

MARCELINO da MATA (O MARTÍRIO DE UM HERÓI)

Declarações, feitas em Janeiro de 1976, pelo alferes comando Marcelino da Mata, galardoado com a Torre e Espada - um militar que me honro de ter por camarada.
Preso e torturado, no período gonçalvista, é o símbolo de muitas outras vítimas dos cobardes assassinos, que quase puseram Portugal a ferro e fogo.

Declarações do Alferes Comando, MARCELINO DA MATA, sobre a sua prisão e tortura sofridas no RALIS:
No dia 17/5/75, quando me encontrava em Queluz Ocidental, ouvi pela rádio ser comunicado que me encontrava preso, no RALIS. Perante tal absurdo, dirigi-me ao Regimento de Comandos na Amadora, Unidade onde estava colocado, e falei com o Oficial de Serviço, capitão Ribeiro da Fonseca, ao qual contei o que acabara de ouvir e pedi que esclarecesse a situação.
O capitão Ribeiro da Fonseca, na minha presença, telefonou para o RALIS e falou com o tenente Coronel Leal de Almeida, tendo o mesmo respondido que me deviam levar imediatamente escoltado para esta Unidade. Telefonou ainda o capitão Fonseca para o COPCON falando directamente com o brigadeiro Otelo Saraiva de Carvalho, o qual confirmou que me devia entregar ao RALIS pois estavam concentradas todas as operações nesta Unidade. Foi assim que escoltado por tenente-comando e duas praças fui levado para o RALIS. Uma vez chegado à Unidade referida e enquanto o tenente que me escoltava se dirigia ao oficial de serviço, aproximou-se de mim um furriel armado que me disse ter ordens para me levar para a casa da guarda e manter-me aí incomunicável. Apareceu entretanto um aspirante que me levou para uma sala do edifício do Comando onde permaneci sozinho até às 24.00.
Apareceu depois das 24.00 um indivíduo alto, forte e de cabelo e barba compridos que, intitulando-se segundo comandante do RALIS, mas que depois vim a saber que se tratava de um militante do MRPP conhecido por "RIBEIRO", me estendeu um papel para aí eu escrever tudo o que sabia sobre o ELP.
Mais tarde apareceu um aspirante e um furriel chamado DUARTE e o capitão QUINHONES que tornaram a fazer a mesma pergunta. Uma vez que jamais tinha ligação com o ELP ou qualquer organização outra, respondi-lhe negativamente. Entrou então o capitão QUINHONES MAGALHÃES, disse-me que me ia fazer o mesmo que se fazia na Guiné aos "turras" quando não queriam falar e puxou do seu cinturão no que foi secundado pelo furriel Duarte. Saíu o capitão QUINHONES e regressou acompanhado de outro indivíduo, baixo e forte, que também vim a saber ser do MRPP e conhecido por "JORGE", e mais outro furriel, aos quais o capitão QUINHONES ordenou que me fossem batendo à bruta até que eu confessasse. Apareceu então o tenente coronel LEAL DE ALMEIDA que me disse que os pretos só falavam quando levavam porrada e eram torturados e que não tinha outra solução senão ordenar que me fizessem isso.
Ordenou o capitão QUINHONES que me encostassem à parede e despisse a camisa, o que tive de fazer. Após isto, fui agredido sete vezes com uma cadeira de ferro nas costas o que me provocou vários ferimentos. Não resistindo caí, mas o capitão QUINHONES disse que me pusesse de joelhos e um outro indivíduo que entrou, intitulando-se oficial de marinha agrediu-me mais duas vezes com a cadeira. Após isto o capitão QUINHONES e furriel DUARTE, um de cada lado, agrediram-me com o cinturão por todo o corpo, e eu, que já sentia dores na coluna, senti dores nas costelas e caí novamente no chão.
O capitão QUINHONES ria-se e dizia que o tenente-coronel LEAL DE ALMEIDA queria que eu falasse nem que eu ficasse todo partido e que ele ia mesmo fazer-me falar.
Passados uns momentos, quando me encontrava novamente sentado, e como fizesse tenção de reagir às agressões, algemaram-me e perguntaram-me se eu conhecia uns indivíduos, os quais haviam entrado mais ou menos quando me começaram a agredir com a cadeira de ferro. Como eu dissesse que conhecia alguns deles e outros não foram-me dizendo os nomes apontando para eles e enunciaram um COELHO DA SILVA, um Doutor MAURÍCIO, que não conhecia, e o JOÃO VAZ, ALVARENGA AUGUSTO FERNANDES (BATICAN) e o ARTUR, todos africanos, os quais já conhecia da Guiné. Então o capitão QUINHONES ordenou ao tal "JORGE" que pegasse num fio eléctrico e me torturasse, tendo-me este dado choques nos ouvidos, sexo e no nariz. Pela terceira vez que me fizeram isto desmaei, pois não aguentei.
Quando recuperei tornaram, o capitão QUINHONES e o furriel DUARTE, a agredir-me com os cinturões e a cadeira de ferro, sentindo eu nessa altura que devia estar com fractura da coluna e costelas e tinha vários ferimentos grandes em todo o corpo. Mais uma vez não aguentei e desmaei.
Ao recuperar os sentidos encontrava-me todo molhado e ensanguentado, não tinha movimentos nas pernas e quase não podia respirar além de fortes dores por todo o corpo.
Por volta das 6h do dia 18 trouxeram para junto de mim e dos outros indivíduos que estavam ali presos e já mencionados, o FERNANDO FIGUEIREDO ROSA, também da Guiné, ao qual agrediram com a cadeira de ferro e arrastaram para fora da sala. Entretanto entrou também uma senhora que dizia ser mulher do COELHO DA SILVA à qual o furriel apalpou as nádegas e seios e outras partes do corpo, frente ao marido. Fui algemado, logo a seguir à entrada da senhora, e conduzido à prisão onde um furriel encheu com água, até ao nível dos tornozelos a cela.
Por volta das 23.00 fui retirado da prisão e vi o tenente fuzileiro CORTE REAL e o ex-tenente fuzileiro FALCÃO LUCAS cá fora, os quais ao ver o meu estado me disseram que a eles também lhes tinham dado um "bom tratamento" mas não tanto como o meu. Fui metido, a seguir, numa Chaimite e levado para Caxias onde cheguei já pelas 01.00 ou 02.00 do dia 19/5/75. Chegado a Caxias o capitão tenente XAVIER, e o qual conhecia da Guiné, tratou-me com termos ordinários e obscenos e mandou-me levar para uma cela, apesar de ver o estado em que me encontrava e de me ter queixado e afirmado que necessitava ser assistido clinicamente. Só no dia 21/5/75 e depois de muito insistir com pedidos ao oficial de serviço, aspirante de Marinha, FERNANDES, fui levado à enfermaria de Caxias onde me fizeram os primeiros tratamentos, mas quando era necessário ser radiografado faziam-no sempre às zonas do corpo que não eram aquelas de que me queixava.
Permaneci 150 dias em Caxias e só quando fui libertado e colocado com residência fixa consegui ser tratado convenientemente e soube ter tido fractura de duas costelas e da coluna.
Lisboa, 24 de Janeiro de 1976
MARCELINO da MATA
Alf. Comando.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

Não eram de Moçambique, mas invasores vindos da África do Sul

Um dos mitos do “nacionalismo moçambicano”, abundantemente traduzido em estátuas, lápides evocativas, ruas, praças e romances históricos, trata de converter o famoso Ngungunyane ou Gungunhana em líder anti-colonialista avant la lettre, um resistente à ocupação portuguesa e defensor dos “povos de Moçambique”. Tal construção mítica soçobra perante a historiografia hoje prevalecente, posto que Gungunhana não foi – não era – um libertador, mas um opressor detestado e detestável, cabeça de um império que entre 1821 e 1897 submeteu e aterrorizou um vasto território compreendido entre o actual Sul do Save e o Rio Zambeze, em Moçambique, e internando-se até território hoje pertencente ao Zimbabwe. 

O Império de Gaza nasceu em resultado da invasão do Sul e Centro do actual Moçambique pelos Nguni (Angunes) – chamados Vátuas pelos portugueses - grupo de origem Zulu oriundo da África do Sul e cujo líder se desentendera com o famoso Shaka, o grande rei Zulu, deslocando-se para norte nesse movimento comummente designado por mfeme (sofrimento) que desestruturou as pacíficas sociedades agrícolas aí existentes. Sociedade organizada militarmente, os Nguni dedicavam-se à guerra de subjugação, conferindo aos derrotados a designação de Tsonga, etnónimo com conotação pejorativa que significava “escravo”, “cão” ou “sub-humano”. Os Tsonga eram, pois, constrangidos a pagar tributos em troca de protecção, mas igualmente oferecer parte da sua população masculina para trabalho escravo doméstico dos Nguni e as suas jovens para servirem de concubinas aos invasores. Esclavagistas, encaminhavam parte das suas vítimas para o litoral, vendendo-as a comerciantes árabes, franceses, britânicos, portugueses e brasileiros, guardando o restante para toda a sorte de trabalhos. 

Em 1884, ao subir ao poder como rei dos Vátuas, Gungunhana deu largas a sucessivas demonstrações de agressividade sobre territórios da Coroa Portuguesa, assim como sobre os potentados locais que integravam aquilo que se designa como sistema feudal luso-africano, pelo qual as chefias africanas estabeleciam pactos de amizade, aliança e vassalidade com o Rei de Portugal. 
Gungunhana submeteu pela força os chefes Mafumo, Tembe, Maotas, Magaia e Matola – na região do actual Maputo – e procurou subjugar os chefes afro-portugueses da região de Inhambane. Os ingleses viram neste chefe belicoso oportunidade para provocarem o desmoronamento da presença portuguesa. Através da British South Africa Company, dirigida por Cecil Rhodes, recebeu Gungunhana libras em ouro e armas, inchando-lhe a soberba e gestos desafiantes. Foi por pressão de Cecil Rhodes que Londres acabou por enviar a Lisboa o célebre Ultimato de 1890. No quadro de uma intensa campanha da imprensa britânica, o Gungunhana deu instruções para que as suas forças provocassem toda a sorte de escaramuças, ameaçando o porto de Lourenço Marques. Em inícios de Outubro de 1894 a cidade de Lourenço Marques sofreu um primeiro assalto, do qual resultaram 21 mortos portugueses negros e um branco. 

Foi nessa emergência que o governo de Lisboa enviou a Moçambique um corpo expedicionário em que figuravam, entre outros, às ordens do Comissário António Enes, Paiva Couceiro, Freire de Andrade, Eduardo Galhardo e Mouzinho de Albuquerque. 

Começava a guerra com os Vátuas que terminaria em finais de 1895 com a destruição militar do Império do Gungunhana. Habitualmente referida como uma guerra entre um exército europeu e guerreiros negros, a verdade é que o conflito entre Portugueses e Vátuas não foi uma guerra “colonial”, posto que parte importante do esforço militar português recaiu sobre tropa negra portuguesa de recrutamento local, reforçada pelos chamados Angolas – tropa negra portuguesa trazida de Angola – para além, claro de forças metropolitanas de infantaria, artilharia e cavalaria. A atestá-lo, as baixas portuguesas ocorridas durante os combates que selaram a derrota dos Vátuas. A 2 de Fevereiro de 1895, em Marracuene, o exército português sofreu 33 baixas mortais: três soldados europeus e trinta negros. Em Setembro de 1895, em Magul, o exército português dispunha de 775 militares, dos quais 500 eram africanos. Foi neste violento recontro que um feiticeiro negro, fiel ao rei de Portugal, saiu do quadrado e foi insultar, a uma distância que a voz poderia ser ouvida, as tropas do Gungunhana. Os insultos terão sido tão ofensivos que provocaram a ira dos Vátuas que de imediato se lançaram sobre o quadrado português, sendo repelidos com pesadas baixas. Ao retirarem, os Vátuas foram perseguidos pelos Angolas e tropa moçambicana portuguesa. 

A posterior captura e exílio de Gungunhana foi sentida com grande alívio pelos povos submetidos, pelo que a Lourenço Marques – hoje Maputo – acorreram os régulos negros para felicitar e agradecer ao Comissário português pela vitória e restabelecimento da paz, bem como pelo fim do jugo do Gungunhana. 

A. Rita–Ferreira - Presença Luso-asiática e mutações culturais no sul de Moçambique (até c. 1900). Lisboa: Instituto de Investigação Científica Tropical/Junta de Investigações Científicas do Ultramar, Lisboa,1982. 
P. Harries - “Exclusion, Classification and Internal Colonialism: The Emergence of Ethnicity Among the Tsonga-Speakers of South Africa”. In LEROY, L. Vail: The Creation of Tribalism in Southern 
Africa. London, James Currey, 1989.