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quinta-feira, 12 de abril de 2012

A festa

Maria de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da Educação de José Sócrates, foi ao Parlamento dizer que o programa da Parque Escolar foi uma festa para o país. Uma festa, disse a ex-ministra, para as escolas, para os alunos, para a arquitectura, para a engenharia, para o emprego e para a economia.
O que Maria de Lurdes Rodrigues não disse foi o resto, ou seja, que a festa foi um pesadelo para os falidos cofres do Estado e que agora quem paga este pesadelo somos todos nós. Os custos das obras feitas pela Parque Escolar, em inúmeras escolas do país, subiram 218%, face ao inicialmente previsto.Isto quem o diz é o insuspeito Tribunal de Contas.
Para tal derrapagem, devem ter contribuído loucuras como a que permitiu, por exemplo, que numa das escolas o projecto incluísse a compra de doze candeeiros de Siza Vieira. “Se gostamos muito de ver candeeiros de Siza Vieira na Fundação Serralves, por que não vê-los nas escolas?” foi a resposta da ex-ministra.
Está explicado porque faz sentido perder tempo a escarafunchar o passado de um Governo já morto.
A agonia que Portugal está a viver não é culpa de um só rosto e haverá, seguramente, na nossa triste História mais recente, poucos inocentes. Mas, por isso mesmo, denunciar irresponsáveis e festas que viraram pesadelos talvez ajude a ganhar forças e o país bem precisa. Ângela Silva na rr

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Maria de Lurdes Rodrigues, por exemplo...

A antiga ministra da Educação Maria de Lurdes Rodrigues e o advogado João Pedroso vão enfrentar julgamento no caso do contrato celebrado entre o ministério da educação e aquele advogado.
A pronúncia que abrange também a antiga chefe de gabinete, Maria José Matos Morgado, e o então secretário-geral do ministério, João Silva Batista, acolhe praticamente todos os argumentos da acusação da 9ª secção do DIAP: “os factos suficientemente indiciados são relativos à adjudicação directa de vários contratos nos anos de 2005, 2006 e 2007 ao arguido professor universitário, com violação das regras do regime da contratação pública para aquisição de bens e serviços. Tais adjudicações, de acordo com os indícios, não tinham fundamento, traduzindo-se num meio ilícito de beneficiar patrimonialmente o arguido professor com prejuízo para o erário público, do que os arguidos estavam cientes". dn 
Maria de Lurdes Rodrigues, em comunicado, afirma que, enquanto ministra da Educação, o seu comportamento "pautou-se sempre por critérios de legalidade, rigor, isenção e respeito pelo interesse público" e que isso "ficará demonstrado" e reafirma que “a acusação que me foi feita é injusta e infundada, como ficará provado". visao 

este é apenas uma gota de água no vasto oceano de “casos” que antes e na actualidade inundam o país. Talvez por isso não devamos esquecer esta petição que pode esclarecer muito e evitar ainda mais.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

fomos condenados pelo TAF do Porto...

O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto condenou-me a mim e a si a indemnizar em 12.000 euros, por danos morais, Fernando Charrua, o antigo funcionário da Direcção Regional de Educação do Norte. 
O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto não deu como provado que o afastamento da DREN se tenha devido a alegados comentários jocosos sobre o senhor José Sócrates de Carvalho Pinto de Sousa, na altura primeiro-ministro. 
O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto entendeu não condenar a directora regional de Educação do Norte à data, Margarida Moreira, bem como a então ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, o secretário de Estado da Educação, Válter Lemos, e o secretário geral do Ministério da Educação, João Batista. 
O Tribunal Administrativo e Fiscal do Porto justifica a nossa condenação considerando que, você e eu, proferimos um acto ilícito ao afastar Fernando Charrua sem qualquer fundamentação. 
uma decisão genial !

sábado, 9 de janeiro de 2010

a inquestionável honestidade de ...

Maria de Lurdes Rodrigues, ex-ministra da Educação, foi nomeada pelo primeiro-ministro para a Fundação Luso Americana para o Desenvolvimento (FLAD). Por quê? in Jornal do Pau Para Toda A Obra A ex-ministra da Educação suspendeu por um ano o regresso às funções de professora no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Empresa (ISCTE). Maria de Lurdes Rodrigues aproveitou um artigo do novo estatuto da carreira docente universitária (de Agosto) que autoriza quem exerceu cargos públicos a tirar uma licença para "actualização de conhecimentos". in DN 03 Novembro 2009
comentários para quê?

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

pior do qualquer lei, “foi a atitude do ministério”

Pedro Feijó, delegado dos alunos no Conselho Pedagógico do Liceu Camões e um dos participantes da cerimónia do 100º aniversário da escola:
Desprezou manifestações com milhares de estudantes, só por sermos menores, como se por sermos estudantes de secundário não tivéssemos uma palavra a dizer. Desprezou abaixo-assinados, incluindo um com dez mil assinaturas de estudantes, que pediram a revogação destas leis. Desprezou manifestações com várias dezenas de milhar de professores que lutavam pelos seus direitos, pelas suas escolas”. mais»»

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ministra admite problemas de comunicação

A ministra da Educação, para quem "mais importante que as pessoas são as políticas", admite agora a existência de problemas no seu sector, mas considerou que, pessoalmente, aprendeu "muito" com o processo da reforma da carreira docente e de negociação com os sindicatos dos professores. O primeiro-ministro admitiu que a sua personalidade tenha contribuído, igualmente, para o ambiente de crispação. "Não posso pôr isso de parte, mas não gostaria que isso acontecesse. Estou muito disponível para restaurar uma relação delicada e atenta a todos os problemas dos professores". PUBLICO.PT lágrimas de crocodilo? Não! Esta é apenas a primeira das fases que as agencias de publicidade indicaram até aos pedidos de desculpa que irão surgir pouco antes das eleições...

terça-feira, 25 de agosto de 2009

um em cada três alunos chumba

"O insucesso escolar caiu para metade em 12 anos mas o 12.º ano continua a ser o mais difícil: um em cada três alunos chumba" Foi na Secundária D. Diniz que, em 2007, que Pinto de Sousa anunciou o Programa de Modernização das Escolas. Em Setembro de 2008, Cavaco Silva visitou-a por ser uma das primeiras a ficar pronta no âmbito do programa de renovação. Em Novembro do ano passado, Lemos e Pedreira, que ali iam reunir-se com directores se outras Secundárias, escaparam a uma chuva de ovos dos alunos que protestavam contra o Estatuto do Aluno.
Pinto de Sousa lá regressou aos bancos da escola para ouvir a “cetôra” Lurdes explicar que desde 1995 o sistema de ensino perdia alunos e registava níveis de insucesso e abandono muito elevados e em power-point (inglês técnico) sobre o “quadro branco” leccionou-lhe que "hoje pode-se dizer que a tendência se inverteu". Mostrou-lhe números apresentados: Quando, em 1996/97, António Guterres era primeiro-ministro, o insucesso atingiu 15,5 por cento dos estudantes do básico. Oito anos depois, em 2004/05, era Santana Lopes o primeiro, a taxa de retenção diminuiu e foi de 12,2 por cento. Melhorou 0,4% ao ano, sempublicidade nem greves. Em 2008/09, o Querido Líder já primeiro há mais de 4 anos, a taxa de insucesso global situou-se nos 7,7 por cento. Apesar da publicidade apenas foi melhor 0,9 % ao ano. O gráfico que a "cetôra" apresenta é elucidativo. Os mais atentos, ou os mais criticos, verificam que as variações apresentadas são minimas. Isto é a diferença de S.Lopes para A.Guterres foi de 3,3% e, a actual, de P.de Sousa para S.Lopes é de 4,8%, números que ficam á consideração dos leitores...mas não justificam o "embandeirar em arco".
De 2005/06 a 2007/08 nada disse... provavelmente por falta de tempo ou porque o atento “de novo aluno”, a exemplo dos actuais alunos decidiu acabar com a aula. Paulo Guinote, autor do blogue “A Educação do Meu Umbigo”, admite que o Estatuto do Aluno (em especial as mudanças feitas pelo actual Governo na contabilização das faltas) ajudem a explicar algumas destas melhorias. É que o novo estatuto "tornou parte do abandono estatisticamente indetectável e quase eliminou administrativamente os chumbos por faltas". Isto porque, segundo o Guinote, as provas de recuperação, a que são sujeitos os alunos que ultrapassem o limite de faltas ou de negativas, variam de escola para escola e permitem que um jovem que não frequenta as aulas seja aprovado apenas com um teste ou um trabalho. Paulo Guinote, eu e outros críticos do actual sistema, não estivemos na aula da “cetôra” Lurdes. Teremos que efectuar as provas de recuperação?

domingo, 16 de agosto de 2009

20 milhões de euros sem concurso

A Parque Escolar empresa pública criada, em 2007, para desenvolver as obras de transformação das escolas secundárias portuguesas já gastou mais de 20 milhões de euros em projectos de arquitectura que foram adjudicados por convite directo, sem consulta a terceiros nem publicitação dos contratados. … Ao abrigo da legislação de excepção aprovada nos últimos dois anos em grande parte para garantir a rapidez da intervenção, a empresa Parque Escolar tem podido celebrar contratos por ajuste directo cujos montantes são, no caso dos projectos de arquitectura, oito vezes superiores ao limite fixado no regime normal. De 25 mil euros passou-se para 206 mil. Mas neste regime de excepção estão estipuladas "obrigações de transparência" que a Parque Escolar não está a seguir. Estipula-se nomeadamente que, em caso de ajuste directo, devem ser convidadas pelo menos três entidades distintas para apresentação de propostas, bem como a obrigatoriedade da publicitação, no portal da Internet dedicado aos concursos públicos, da identificação do adjudicatário, das outras entidades convidadas e do preço contratual. Em resposta a questões do PÚBLICO, a empresa alegou que não está obrigada a tal, uma vez que a legislação de que se socorreu para a adjudicação dos projectos de arquitectura foi o regime normal, consubstanciado no Decreto-Lei 179/99, que não previa "o tipo de publicitação exigido nas novas leis". Esta resposta indicia estar-se perante uma espécie de dois em um que permite à Parque Escolar recorrer, por um lado, aos regimes de excepção entretanto aprovados para poder contratar mais caro, assim como para repetir encomendas por ajuste directo à mesma entidade, e, por outro lado, invocar o regime normal no que se refere à publicitação das adjudicações, regime em que o procedimento anterior se encontrava vedado. PUBLICO.PT era interessante saber qual o arquiteto que desenhou as alterações do apartamentozito da Avenida de Roma e proceder em conformidade...
nota: sobre este assunto ler também AJUSTES MAFIOSOS DIRECTOS in PALAVROSSAVRVS REX

domingo, 28 de junho de 2009

mimos socialistas...aos velhos!

Reflexão dirigida à Senhora Ministra da Educação Acabo de ler no Jornal o “Sol” umas frases suas e que aparecem transcritas na 1ª pessoa do plural, não sei se para fazer de conta que transmite uma opinião generalizada ou se para se esconder por detrás do “nós” que nestes casos é sempre muito lato e difuso. Depois da sua actuação deste ano lectivo, qualquer das premissas é válida e condiz com a sua atitude. Mas comecemos
por vezes temos, colectivamente, alguma dificuldade em reconhecer que os jovens sabem mais e foram mais além do que aquilo que as nossas gerações conseguiram” No que se refere ao colectivamente julgo que está a pensar apenas em si e no seu staff porque no diz respeito ao colectivo nacional, ou seja aos portugueses, sobretudo aos que são pais ou professores, está à vista que temos a certeza que os seus jovens não são os mesmos que nós conhecemos. Para grande preocupação nossa a grande maioria dos jovens (salvo raríssimas excepções) sabem muito menos que as gerações anteriores porque os currículos das disciplinas foram amputados de princípios fundamentais e só lhes impigem os básicos, os que lhes diminui os conhecimentos e portanto lhe tira a apetência para saberem mais. Para disfarçar a situação os exames foram facilitados para ver se assim se conseguiam umas estatísticas europeias de sucesso minimamente decente. Numa coisa tem razão: “foram mais além do que aquilo que as nossas gerações conseguiram” – Ninguém da nossa geração tinha telemóveis para copiar por sms durante os testes e os trabalhos de casa eram feitos com a ajuda dos livros e não com o “copy and past” que a Internet lhes possibilita. Até os mais pequenos, os que receberam os Magalhães do nosso PM já perceberam isso. “os jovens hoje sabem não só mais, como sabem coisas diferentes”. Sobre este ponto agradecia que explicasse o que quer dizer por “mais” e por “diferentes”. Será que está a referir-se entre outras coisas ao modo distinto, até do próprio acordo ortográfico, como eles escrevem a sua própria língua? Analisemos o exemplo seguinte, tirado da página de um jovem na Internet Eu axo q os alunos n devem d xumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto montanhoso? ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? ou cuantas estrofes tem um cuadrado? ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã? E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem 'os lesiades', q é um livro xato e q n foi escrevido c/ palavras normais mas q no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, daaaah. Deu para entender?
“este queixume de que os jovens estão sempre piores que a geração anterior tem séculos”, Esta sua reflexão é uma verdade de La Palisse. A velhice não é uma fatalidade. É sinal de que estamos vivos e uma fonte de sabedoria que é uma coisa que a idade e o percurso de uma vida constroem. Isso faz-nos ver os erros que cometemos e em função disso analisar comportamentos e ajudar os que vêm depois de nós. E quando comparamos a Escola que tivemos com a que a senhora tem tentado instaurar mais se me reforça a ideia que os nossos jovens estão bem piores. Regra geral embora não ignorantes de todo, são contudo incultos e desinteressados. E para isso muito contribuiu a polémica que a senhora arranjou com os professores. A sua mania da avaliação nivelou os professores aos alunos: Tudo começava e acabava com a avaliação para todos. 2008-2009 não foi um ano lectivo. Foi uma época de tourada em que na barreira estiveram os alunos. “quando nos começa a suscitar a dúvida sobre a qualidade das gerações jovens, deveríamos pensar se o problema está nos jovens ou em nós próprios”, porque este “é um pessimismo associado à idade”. Como acha que todos nós, país global, pensa que realmente as gerações jovens têm pouca qualidade de conhecimentos, por acaso está a insinuar que todos sofremos de pessimismo associado à idade? Dado que a senhora já anda pela meia-idade e parece não sentir este estado de coisas, das duas uma: ou tem um problema de distracção ou de adolescência mal resolvida “mal seria que nós não fossemos capazes de fazer melhor que aquilo que fizeram os nossos avós, mal seria que nós não transmitíssemos mais informação, mais conhecimento
Para esta só uma resposta: sou avó de uma neta universitária e 2 do secundário. Tenho 2 licenciaturas de 5 anos cada e um mestrado de 4. Eles vão chegar aqui, mas muito mais depressa. E infelizmente essa rapidez vai ser conseguida à custa da diminuição da informação e consequentemente de menor carga de conhecimentos. Para os obterem terão de ir para o estrangeiro, porque quem pouco tem, pouco pode dar. Senhora Ministra: Já perturbou suficientemente os professores e os alunos. É altura de deixar o restante país em paz
poucos se deram ao trabalho de ler as declarações da "ministra"... e daqueles que o fizeram, alguns, como diria Medina Carreira, ficaram chocados e "enojados". É o caso deste post!
A educação casapiana, ao tempo, não era reconhecidamente das melhores. Talvez por isso os velhos de ontem (e hoje) diriam "falta-lhe berço"!

sexta-feira, 26 de junho de 2009

mimos socialistas…aos velhos!

“por vezes temos, colectivamente, alguma dificuldade em reconhecer que os jovens sabem mais e foram mais além do que aquilo que as nossas gerações conseguiram”, “os jovens hoje sabem não só mais, como sabem coisas diferentes”. “este queixume de que os jovens estão sempre piores que a geração anterior tem séculos”, “é uma espécie de fatalidade associada a quem envelhece”. “quando nos começa a suscitar a dúvida sobre a qualidade das gerações jovens, deveríamos pensar se o problema está nos jovens ou em nós próprios”, porque este “é um pessimismo associado à idade”. “mal seria que nós não fossemos capazes de fazer melhor que aquilo que fizeram os nossos avós, mal seria que nós não transmitíssemos mais informação, mais conhecimento” sol velhos? a educação impede-me uma resposta a contento! p d m!

sábado, 23 de maio de 2009

Another Brick in the Wall

"Governo fascista é a morte do artista" gritaram "alguns" alunos Escola Secundária Artística António Arroio, em Lisboa Os alunos queixavam-se das condições de funcionamento da escola e pediam mais material de trabalho em vez das obras de requalificação previstas, no âmbito do contrato ontem assinado e que motivou a presença dos membros do Governo. Houve, contudo, "aguns" alunos que acusaram os colegas de protestarem 'sem razão'. No final, Sócrates teve de sair por uma porta traseira.

extraido de uma noticia muito politicamente correcta no Correio da Manha 23 Maio 2009 - 00h30