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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

"Je suis là en tant qu'une femme qui a perdu son homme"

“A República é a culpada (…). Os atacantes foram sistematicamente protegidos pela polícia. Houve várias mensagens de ódio e ninguém os defendeu. Essa é a realidade. O massacre podia ter sido evitado e não fizemos isso.” Afirmou à TF1,  mulher de Stephane Charbonnier, conhecido por Charb, que foi secretária de Estado da Juventude do Governo de François Fillon (UMP – partido de Sarkozy).

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Coincidências que não coincidem!

Hoje de manhã saiu para as bancas a edição do semanário satírico Charlie Hebdo, com Michel Houellebecq na capa e tem como tema principal as previsões do chamado "mago Houellebecq". No no editorial assinado por Bernard Maris, lê-se: "Suprimam a polícia uns dias e verão que o temor a Deus não impedirá grande coisa". 

A narrativa do novo livro de Houellebecq – Soumission - decorre em 2022 e imagina um cenário em que Marine Le Pen e o fictício Mohammed Bem Abbes, candidato de um partido formado por muçulmanos franceses, a Irmandadde Muçulmana Francesa, se defrontam na segunda volta das eleições presidenciais.
A vitória deste último, apoiado por todos os partidos à esquerda da Frente Nacional para impedir a sua vitória, conduz a várias transformações em França: 
- as mulheres largam os seus empregos para cuidar dos filhos em casa; as universidades tornam-se centros de ensino islâmicos e
- na Europa, a Turquia e vários países norte-africanos juntam-se à União Europeia.

A meio da manhã três homens armados entraram na redação do jornal e causaram pelo menos doze vítimas mortais e quatro feridos muito graves, bem como outros 20 feridos mais leves. 

Há coincidencias que não coincidem!