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terça-feira, 18 de setembro de 2012

um HOMEM!

"Acreditou-se que ia haver uma transferência maciça do modo rodoviário para o ferroviário", disse hoje João Cravinho no Parlamento, na comissão de inquérito às Parcerias Público-Privadas (PPP) rodoviárias e ferroviárias que hoje retoma os trabalhos com incidência sobre a Fertagus, recordando o "martírio que era atravessar a Ponte 25 de Abril". O ex-ministro das Obras Públicas reconheceu que "a operação teve um problema muito sério que foi uma queda muito acentuada do tráfego em relação ao previsto nos estudos" e admitiu que "o erro podia ter sido evitado", mas, defendeu, tinha que "haver uma partilha do risco de tráfego" sob pena de não haver concorrentes à concessão.

Contudo, hoje, depois de em 2010 ter recebido do Estado uma compensação de oito milhões de euros, a Fertagus assinou a partir de 2011, a prorrogação do contrato assumindo-se como "a única empresa europeia de capitais privados a realizar serviço público de transporte de passageiros, numa área metropolitana, sem receber qualquer indemnização compensatória e prontificando-se a partilhar 75 por cento do excedente de receitas ferroviárias previstas com o Estado". JNM.
Ao assumir o erro inicial demonstra coragem.
João Cravinho é, mais que um homem honesto, um exemplo que outros deviam seguir!  

sexta-feira, 4 de março de 2011

gestores de qualidade... a receber bonús.

Metro, Carris, CP e Fertagus transportaram mais pessoas em Janeiro enquanto na Ponte passaram menos cinco mil carros por dia. A Carris transportou 20,6 milhões de passageiros, ou seja, mais 388 mil pessoas que em Janeiro de 2010 (dados do Jornal Economico). Talvez devido ao susto provocado por aquele aumento de passageiros os brilhantes gestores da Carris decidiram extinguir seis carreiras de autocarros a partir de sábado, “no âmbito do processo dinâmico de ajustamentos da oferta à procura”. Além disso a transportadora vai suspender duas carreiras ao fim-de-semana, encurtar o percurso de outras cinco e limitar o funcionamento de uma carreira às horas de ponta (pode ler-se no Jornal Público). É este o tipo de gestão e de gestores de Empresas Publicas com que este governo e os partidos do centrão oferecem em troca dos “votinhos” do "povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio”. Pense nisso da próxima vez que os tiver que eleger... se antes não lhe perderem o numero de eleitor.