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quinta-feira, 19 de março de 2026

Espanha, Schengen e lógica eleitoral-demográfica da esquerda radical

Imigração, demografia e política de massas
A base factual central é esta: em Abril de 2024 o parlamento espanhol aceitou iniciar a tramitação de uma iniciativa para regularizar cerca de meio milhão de imigrantes irregulares; em Novembro de 2024 o governo espanhol anunciou uma via de legalização de cerca de 300 mil por ano; e, em Janeiro de 2026, aprovou um decreto extraordinário para acelerar a regularização de cerca de 500 mil pessoas. No plano europeu, Schengen continua a assentar na livre circulação interna, admitindo apenas controlos internos temporários em circunstâncias excepcionais. (Reuters)

Há momentos em que uma decisão nacional deixa de ser apenas uma decisão nacional. Passa a ser um sinal político para todo um espaço civilizacional. É isso que sucede quando um Estado europeu, confrontado com fluxos migratórios contínuos, com debilidade no controlo de fronteiras e com pressão demográfica crescente, escolhe a regularização massiva como resposta estrutural. O caso espanhol não deve ser lido como uma excentricidade peninsular. Deve ser lido como um laboratório político do que poderá tornar-se a norma europeia: transformar a incapacidade de conter a imigração em mecanismo permanente de absorção administrativa e, depois, em reorganização social, económica e eleitoral.
A Espanha surge hoje como o exemplo mais evidente desta deriva. Sob a cobertura de necessidades laborais, da retórica humanitária e do discurso da integração, o Estado espanhol foi normalizando a ideia de que grandes contingentes de população em situação irregular podem, mais cedo ou mais tarde, ser integrados por via política. O problema não está apenas no número. Está sobretudo no precedente. Sempre que uma ordem jurídica deixa implícita a expectativa de futura legalização, cria um incentivo objectivo à continuação dos fluxos. A mensagem recebida fora das fronteiras é simples: entrar pode ser difícil; permanecer acaba por compensar.
É este o ponto que demasiados comentadores evitam enfrentar. A regularização em massa nunca é apenas uma medida administrativa. É uma mensagem estratégica. Diz aos potenciais migrantes que a Europa pode protestar muito, pode hesitar muito, pode teatralizar indignação fronteiriça, mas no fim tende a acomodar. E quando essa percepção se consolida, a política migratória deixa de ser política de soberania para passar a ser mera gestão burocrática do irreversível.

No caso de Espanha, a questão é ainda mais séria porque o país não existe isolado. Está inserido no espaço Schengen. Isto significa que uma decisão de permissividade num Estado-membro produz inevitavelmente efeitos indirectos sobre os demais. Quando um país enfraquece o princípio da fronteira externa, não está apenas a redefinir o seu quadro interno de residência. Está a pressionar todo o edifício europeu da circulação, da segurança e da confiança recíproca. Schengen funciona apenas se todos os seus membros levarem a sério o controlo da fronteira comum. Quando um deles converte a excepção em hábito, a solidariedade europeia degrada-se em vulnerabilidade partilhada.

É por isso que a discussão não pode ficar prisioneira da linguagem piedosa do acolhimento. O que está em causa é saber se a Europa ainda se pensa como comunidade política com fronteiras, continuidade histórica e direito à auto-preservação. Uma civilização que não distingue entre receber e absorver, entre integrar e substituir, entre regular e ceder, acaba por perder a capacidade de decidir sobre si própria. E uma vez perdida essa capacidade, a democracia transforma-se num ritual formal administrado sobre uma realidade humana que outros, antes, moldaram.

É aqui que entra a dimensão demográfica, que muitos recusam nomear por cobardia intelectual. A imigração em grande escala não altera apenas estatísticas económicas. Altera composições populacionais, padrões culturais, pressão sobre serviços públicos, estruturas escolares, mercados de habitação e, a prazo, equilíbrios eleitorais. Dizer isto não é “extremismo”; é apenas reconhecer que a política democrática assenta num povo concreto e não numa abstracção jurídica sem corpo, sem memória e sem fronteiras.
A substituição demográfica não precisa de ser conspirativa para ser politicamente relevante. Basta que seja cumulativa, acelerada e incentivada. Basta que elites governantes, incapazes de responder à quebra de natalidade, ao envelhecimento e à crise do Estado social, escolham importar população em vez de reconstruir a base nacional da reprodução demográfica. Basta que se combine baixa natalidade autóctone, imigração contínua e sucessivas regularizações. O resultado não é um episódio; é uma mutação. E toda a mutação demográfica duradoura acaba por ter consequências eleitorais.

Naturalmente, estas consequências não são lineares nem imediatas. Mas são previsíveis. Quem entra, fixa-se. Quem se fixa, reclama direitos. Quem adquire estatuto, entra no circuito da representação. Quem passa a contar administrativamente, passa também a contar politicamente. E quando os aparelhos partidários percebem isso, deixam de discutir imigração como questão de soberania e passam a geri-la como investimento de médio prazo na recomposição do eleitorado. A partir desse momento, a política migratória deixa de obedecer ao interesse nacional e passa a obedecer à engenharia social das maiorias futuras.
É isto que torna o debate tão contaminado. Porque já não se trata apenas de moralidade pública ou de compaixão privada. Trata-se de poder. Trata-se de saber quem comporá o demos de amanhã. Trata-se de saber se a esquerda europeia, incapaz de reproduzir organicamente a sua base social tradicional, não encontrou na imigração massiva uma forma indirecta de reconfiguração do campo político. E trata-se de saber se o centro, por cobardia ou oportunismo económico, se tornou cúmplice dessa transformação.

Ao mesmo tempo, esta estratégia convive com uma perversidade suplementar: a recusa de políticas natalistas sérias para os nacionais. As mesmas elites que consideram inevitável importar milhões de pessoas para sustentar o mercado de trabalho são, em regra, as que tratam a família, a estabilidade e a continuidade cultural como temas secundários, quando não suspeitos. Em vez de uma política de renovação interna, prefere-se a compensação externa. Em vez de fortalecer o corpo nacional, substitui-se a sua erosão por injecção demográfica importada. É uma solução aparentemente eficaz no curto prazo, mas profundamente destrutiva no plano civilizacional.
Dir-se-á que a Europa precisa de trabalhadores. Talvez. Mas uma sociedade não é apenas um mercado de trabalho. Um país não é apenas um mecanismo de cobrança fiscal. Uma nação não é apenas uma folha de cálculo com contribuintes, pensionistas e rácios de dependência. Quando a linguagem económica ocupa todo o espaço, o que desaparece é a dimensão histórica e identitária da comunidade política. E uma Europa que já não se pensa como herdeira de uma forma própria de civilização acabará reduzida a território de circulação, consumo e administração multicultural.

O caso espanhol, por isso, merece ser lido com frieza e sem ilusões. Não se trata apenas de discutir uma medida concreta. Trata-se de perceber a lógica que ela representa. Regularizar em massa é admitir que o controlo falhou. Repetir esse expediente é transformar o falhanço em política. Integrar isso em Schengen é europeizar a consequência. E justificar tudo com argumentos económicos ou humanitários é apenas o modo elegante de esconder uma escolha mais funda: a substituição da soberania política pela gestão passiva da pressão demográfica.
Se a Europa continuar neste caminho, a questão migratória deixará de ser um problema entre outros. Passará a ser o eixo em torno do qual se reorganizam segurança, representação, coesão social e legitimidade democrática. E então talvez seja tarde para fingir que se tratava apenas de autorizações de residência, regularizações técnicas ou carências conjunturais do mercado laboral. Na verdade, tratar-se-á de algo muito maior: a lenta dissolução de um povo político na massa administrada de uma sociedade sem centro, sem memória e sem fronteira.
...
A regularização massiva espanhola não é um detalhe administrativo. É um sintoma europeu. E todo o sintoma, quando ignorado por muito tempo, acaba por converter-se em diagnóstico.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

Em Portugal, a pergunta já não é se a mudança vem - é quando!

Em Espanha uma mudança de ciclo está no ar e vem a toda velocidade!
Há noites eleitorais em que os comentadores pedem sais de cheiro; e há outras em que, subitamente, vêem tudo com uma nitidez comovente. Desta vez, em Espanha, a clarividência chegou cedo. A era de Pedro Sánchez não terminou por causa de algoritmos malévolos nem por um súbito ataque de “raiva popular”. Terminou porque a realidade tem o mau hábito de bater à porta quando a propaganda já só fala sozinha.
O essencial não é a dimensão da vitória do Partido Popular; é a dimensão da derrota do PSOE no seu antigo reduto. A Extremadura, durante décadas moldada à imagem do socialismo espanhol, resolveu lembrar que hegemonias não são direitos adquiridos. O mapa político virou, e virou sem pedir licença aos analistas de sofá.
Durante anos, explicou-se tudo com a cartilha habitual: país cansado, polarização tóxica, eleitores manipulados. Tudo menos admitir que governar é decidir — e decidir tem custos. A polarização, cuidadosamente encenada para enfraquecer o PP e empurrar votos para o Vox, acabou por produzir um efeito bumerangue: o colapso histórico do PSOE numa região que julgava cativa. Quando a política se reduz a demonizar o voto alheio, o eleitor aprende depressa a responder no único idioma que conta.

Há, claro, problemas à direita. O PP enfrenta o dilema clássico de quem vence mas nãodomina todo o seu flanco; e decisões como as de María Guardiola mostram como um passo em falso pode custar capital político. Ainda assim, a fotografia geral é inequívoca: a Espanha de amanhã está a formar-se apesar de quem a detesta — e apesar dos que insistem em dizer às pessoas que estão erradas.

E em Portugal? Convém não fingir distração. Também por cá se confundiu governo com moralização permanente, divergência com extremismo, voto popular com erro a corrigir. Também por cá se apostou na pedagogia do insulto e na esperança de que o tempo resolvesse o que a política evitou resolver. Espanha mostra que não resolve.
A lição não é importar receitas, mas reconhecer padrões. Quando partidos se fecham numa bolha de certeza moral, quando tratam antigos bastiões como propriedade privada, quando substituem resultados por narrativas, o ciclo muda — rápido e sem sentimentalismos. A Extremadura não “radicalizou”; respondeu. E respostas assim atravessam fronteiras.

O aviso está dado: quem preferir explicar o eleitor em vez de o ouvir, acabará explicado por ele. Em Espanha, o relógio acelerou. 
Em Portugal, a pergunta já não é se a mudança vem - é quando.

quinta-feira, 27 de julho de 2023

eleições na España

um exercício de imaginação:
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Como seriam os resultados das eleições em Espanha sem os partidos independentistas?

segunda-feira, 24 de julho de 2023

após as legislativas em Espanha

Novas eleições, recondução do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez “in extremis” ou um governo minoritário de direita: quais são os cenários possíveis após as eleições legislativas de domingo em Espanha?
O Partido Popular (PP) foi o mais votado nas eleições deste domingo em Espanha, mas os lugares no senado são insuficiente para governar o país. Com 170 lugares, a direita e a extrema-direita não conseguiram garantir a maioria absoluta prevista pelas sondagens.
Por seu lado, o Partido Socialista (PSOE) e o partido de extrema-esquerda Sumar ficaram com com 153 lugares, mas têm um leque de possíveis apoios mais alargado, com os quais, matematicamente, poderiam ultrapassar a fasquia dos 175 lugares.







terça-feira, 18 de julho de 2023

no último dia de sondagens em Espanha só o El País não dá maioria ao bloco da direita...

O último tracking a ser publicado foi o do ABC, mas sem grandes alterações em relação aos anteriores. É de longe a que dá melhor intenção de votos para o PP (37% e 151 deputados), mas o que dá menos ao Vox (11,9% e 29 deputados), colocando o bloco de direita com 180 lugares (exatamente os mesmos números do El Español, mais um que o El Mundo e mais seis que o El País).

O tracking diário, elaborado desde 5 de julho, para o El Mundo é aquele em que o PP e Feijóo obtêm o melhor resultado desde que começaram a ser feitas as entrevistas: 35,4%, o que equivaleria a entre 145 a 150 lugares (a maioria absoluta são 176). São mais 7,4 pontos que o PSOE de Sánchez, que cai 3 décimas, para 28%, e fica entre 105 e 110 deputados, a cerca de 40 do PP.
No tracking diário do El Español há, contudo, uma diferença para o do El Mundo: o terceiro lugar. Aqui ainda é o Vox quem leva vantagem, com 13,7% e a eleição de 37 representantes para o Congresso que, somados aos do PP, permitiriam ao bloco de direita ter maioria absoluta, com 180 lugares. O Sumar de Yolanda Díaz ficarará, ainda assim, segundo o estudo, muito perto, nos 13,2%, e 33 lugares.
Para o El Español o bloco da esquerda/extrema-esquerda cai para os 140 lugares (face aos 155 atuais) e a diferença para o bloco de direita será de 40 deputados, não havendo possibilidade de reeditar a atual geringonça.

O tracking para o El País, o jornal mais ligado à esquerda, Feijóo conseguiria 135 lugares, menos um que na véspera, com 32,9% e o bloco de direita não obteria maioria absoluta, ficando-se pelos 173 lugares e coloca o Sumar a subir e a surgir na terceira posição, ainda que praticamente empatado com o Vox. Percentualmente está à frente (13,7% vs 13,5%), e em deputados está atrás (36 vs 38). Mas segundo o El País, mesmo que Pedro Sánchez consiga o primeiro crescimento desde o debate a dois com Alberto Nuñez Feijóo, crescendo seis décimas e ganhando três lugares — 28,7%, a 4,2 pontos do PP, com 110 deputados —, os populares continuam na liderança. O El Pais é também o único em que se vê uma pequena subida do PSOE e aquele em que o PP tem os valores mais baixos.

terça-feira, 12 de novembro de 2019

mais uma geringonça!


Curiosamente esta “geringonça” à  espanhola cheira-me a uma coisa que já conhecemos
em Portugal: foi negociada antes das eleições!


Somando os 120 deputados do PSOE aos 35 do Unidas Podemos e aos três do Más País, o bloco das esquerdas ficaria com 158 deputados e a 18 de alcançar metade dos lugares do congresso.
mas com acordos parlamentares tipo “geringonça”
juntando-lhes os deputados eleitos pelos oito partidos que se identificam com a área política da esquerda e extrema-esquerda, incluindo os independentistas da Catalunha e do País Basco, é possível alcançar uma maioria de 197 deputados que, contudo, só poderá funcionar “à portuguesa” com base na agitação e propaganda (que o Sanchez conhece bem!) e numa imprensa submissa (que felizmente não existe na Espanha!)
a ver vamos...

segunda-feira, 11 de novembro de 2019

eleições legislativas Espanha

eleições legislativas Espanha!





habituada a enganar tótós 
a imprensa a que temos direito mostrava-nos o previsível “bom resultado” do PSOE

domingo, 28 de abril de 2019

espanha!

O PSOE obteve agora precisamente os mesmos 123 deputados que não permitiram ao PP formar Governo em 2015. Nem sequer uma aliança com a Unidas Podemos, que obteve 42 deputados, lhe permite assegurar a maioria no Parlamento.



Claro que se poderia conseguir a maioria através de uma aliança com o Cidadãos, que teve 57 deputados, mas nem os militantes do PSOE a desejam, nem Albert Rivera está interessado na mesma, uma vez que pretende suplantar o PP na liderança da oposição.
Em Espanha, como em Portugal, o «centro» transformou-se numa pretensa «linha vermelha» que nenhum partido quer atravessar com medo de ser acusado de «direitista» ou de «esquerdista».

Espanha às 18.00


Projecções dão a vitória ao actual Presidente de Governo, mas sem maioria para poder governar sozinho. Vox alcança resultado histórico. Maior queda é do PP, que perde cerca de 60 deputados.alcança resultado histórico. Maior queda é do PP, que perde cerca de 60 deputados.
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Estas primeiras projecções da televisão espanhola, dão 28% ao PSOE, 17,8% ao PP, 14,4% ao Ciudadanos e 12% ao VOX.

Os espanholistas...

Tenho muitas dúvidas de que o Vox possa ser considerado de extrema direita, que tradicionalmente é contra a democracia liberal e representativa: parece-me antes o outro lado do espelho dos nacionalismos separatistas e dos devaneios fracturantes da extrema-esquerda em Espanha. Quando muito é populista, mas quanto a isso, aquele partido que não cede a essa tentação em campanha eleitoral que atire a primeira pedra.


Um partido como o Vox no mínimo tem a virtude de reposicionar a espinha da direita moderada que por cobardia vai capitulando na defesa das suas causas tradicionais. (in Corta-fitas Os espanholistas por João Távora)

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Talibãs no Valle de los Caídos

uma história para todos
em especial para os mais novos e para “jornalistas” formados nas escolas gramcianas portuguesas (a que os coisos chamam “de comunicação social”)
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O Partido Socialista espanhol tem memória curta e confia em que a generalidade dos fazedores de opinião olhem para o lado, indiferentes ao reescrever da História; quando não se enlevam em catárticos aplausos para esconjurar os espíritos dos seus fantasmas e esqueletos fechados a sete chaves. Mas foi exactamente o fomento do ódio e da intolerância, o contínuo apertar do torno ideológico sobre as camadas recalcitrantes, sem saída de fuga nem esperança, que levou metade de Espanha (nas eleições de 36, mesmo com irregularidades, a Frente Popular poucos mais votos alcançou que o outro lado) a erguer-se em armas contra o que percebia como uma tentativa camuflada de impor um processo revolucionário à revelia do sentir do povo espanhol.
Infelizmente, mesmo em coordenadas de tempo diferentes, a História tem uma tendência quase patológica a repetir-se. E não há maneira de perceberem que, de facto, «não há machado que corte a raiz ao pensamento»… (in “Talibãs no Valle de los Caídos” por José Luís Andrade)
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Guindada ao poder circunstancial, a rapaziada jacobina do Partido Socialista espanhol, e do seu particular artilugio(geringonça), assumida herdeira política dos vencidos, lá vai procurando humilhar as famílias e a memória dos vencedores ao mesmo que tentam espicaçar a oposição de direita para ver se alguém tem coragem de dizer o que quer que seja.
E, com a iniciativa de criminalizar a descrição histórica imparcial do que de facto se passou, atemorizar qualquer um que se queira atrever a negar a «narrativa oficial»… de agora. Tirando partido dos equívocos e falsidades divulgadas ainda nos anos trinta pelo eficaz aparelho propagandístico do Kominterne consolidado após a vitória dos aliados e dos soviéticos na Segunda Guerra, foi concebido todo um programa de reescrita da História que muitos crêem ser apenas revanchista mas que, na realidade, vai muito para além disso.

artigo completo AQUI

quinta-feira, 16 de maio de 2013

juros a acrescentar ao empréstimo...todos a baixar

O PSI 20 fechou a recuar 0,44%, para 6063,45 pontos.
O número de crianças e jovens que recebe abono de família subiu em Abril, situando-se nos 1.174.040 beneficiários, mais 1.211 do que em março (0,17%).
Mais de 1.900 pessoas perderam o direito ao Rendimento Social de Inserção, em Abril, face ao mês de Março, situando-se nos 272.977 beneficiários.
O Metropolitano de Lisboa estará encerrado no dia 30 de maio devido a uma greve de 24 horas.
O Porto de Leixões alcançou em Abril um novo máximo mensal no movimento de mercadorias, com mais de 1,7 milhões de toneladas movimentadas, mais 30% do que no mesmo mês de 2012.
420 mil pessoas recebiam prestações de desemprego em Abril mais 1.517 pessoas que em Março.
Um total de 228 empresas em Portugal estavam em situação de "lay off" em Abril, um decréscimo face às 236 entidades nessa situação em Março.
As exportações para Marrocos, face a igual período de 2012, cresceram 19,7% no primeiro trimestre deste ano, para 173,5 milhões de euros. As importações recuaram 17,7% para 27,8 milhões de euros, o que representa um saldo da balança comercial favorável para Portugal em 145,7 milhões.
As exportações do sector de mobiliário e colchoaria aumentaram 5% no 1.º trimestre, face ao mesmo período de 2012, ultrapassando os 276 milhões de euros de vendas para 112 mercados.
O Instituto Irlandês de Investigações Sociais e Económicas subiu as previsões de crescimento do PIB da Irlanda para 1,8% em 2013.
O défice público espanhol alcançou os 14.896 milhões de euros no primeiro trimestre do ano, o equivalente a 1,42% do PIB.
O euro segue a valorizar ligeiramente face ao dólar, mas ainda a negociar abaixo dos 1,30 dolares.

sexta-feira, 26 de abril de 2013

juros a acrescentar à divida…a subir

O Psi20 fechou a perder 1,42% para 6151,98 pontos.
Os juros da dívida soberana portuguesa seguiam a subir a dois, cinco e dez anos após as críticas das oposições ao discurso do Presidente da República.
O Conselho de Ministros aprovou a participação de Portugal no aumento de capital do Banco Europeu de Investimento colocando Portugal a contribuir com 78,4 milhões de euros.
O primeiro trimestre de 2013 encerrou com um aumento da constituição de empresas (+24,2%), uma descida no encerramento de empresas (-15,2%) e baixa no número de empresas com processos de insolvência iniciados (-8,2%).
O preço dos combustíveis volta a aumentar na próxima semana.
A Itália colocou hoje oito mil milhões de euros em bilhetes do Tesouro a seis meses, pagando juros de 0,5%, inferiores aos 0,83% do último leilão comparável.
O governo de Espanha reviu as previsões do défice para este ano, esperando agora que este atinja 6,3% do Produto Interno Bruto, acima dos 4,5%) impostos por Bruxelas.
Em Chipre as restrições a movimentos de dinheiro impostas em Março foram hoje parcialmente levantadas.

terça-feira, 23 de abril de 2013

juros a acrescentar à divida…outra vez a voltar a Outubro!

O PSI20 fechou a sessão a valorizar 2,99% para 6.027,66 pontos.
Juros da dívida portuguesa a cinco anos recuam para mínimos de 2010 e a 10 anos negoceiam abaixo dos 6%.
O défice português dos primeiros três meses do ano ficou abaixo do limite acordado com a ‘troika'.
Segundo dados Pordata entre 1973 e 2012 a poupança em Portugal registou uma redução para cerca de metade.
O PSD e o CDS vão promover uma comissão de inquérito, na AR, aos contratos de risco nas empresas públicas que já lesaram os cofres do estado em 3 mil milhões de euros.
O ministro da Economia anunciou uma descida de 50% das taxas cobradas nos portos nacionais
A despesa com subsídios de desemprego e apoio ao emprego subiu 14,5% nos primeiros três meses do ano quando comparada com o período homólogo.
O Produto Interno Bruto espanhol retrocedeu 0,5% no primeiro trimestre deste ano, três décimos menos do que no final de 2012.
A Espanha paga os juros mais baixo da história por emissão a três meses.
Os juros da dívida francesa a dez anos atingiram hoje o mais baixo nível de sempre no mercado secundário da zona euro: 1,704%.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

juros a acrescentar à divida…a descer até à próxima crise!

O PSI-20 fechou a subir 0,57% para 5.852,53 pontos.
A dívida pública atingiu os 123,6% e o défice português ficou nos 6,4% do Produto Interno Bruto em 2012 acima do défice da Irlanda que ficou em 7,6% e do da Espanha em que o défice aceite pelo Eurostat, é de 10,6%.
A Segurança Social divulgou que o número de beneficiários das prestações de desemprego voltou a cair em Março, para cerca de 419 mil pessoas o que, segundo o Oje/Lusa, significa que mais de 55% dos desempregados não recebem qualquer apoio do Estado.
O número de beneficiários do Rendimento Social de Inserção e o número de crianças e jovens que recebem abono de família aumentou em Março, alcançando quase 275 mil pessoas no primeiro caso e situando-se nos 1.165.758 beneficiários no segundo.
A embaixada dos EUA em Lisboa promove uma missão empresarial que leva na próxima semana um grupo de 24 empresas e instituições portuguesas a Boston e a Kansas City.
As obras de caridade, escolas privadas e companhias de seguros com depósitos no Banco do Chipre vão sofrer 27,5% de cortes.
O governo espanhol espera para 2013 uma contracção da economia entre 1% e 1,5%.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

juros a acrescentar à divida…

O Psi20 fechou a desvalorizar 0,48%, para 5673,76 pontos.
O Governo anunciou ter aprovado uma redução dos limites de todos os programas orçamentais, com efeitos nas despesas com pessoal, bens e serviços e outras despesas correntes.
A balança de pagamentos portuguesa registou um saldo positivo de 73 milhões de euros no final de Fevereiro.
O Governo quer poupar este ano mais 50 milhões de euros com a revisão de contratos de Parcerias Público-Privadas rodoviárias.
A dívida da administração pública em Fevereiro ascendeu a 209 mil milhões de euros o equivalente a 126,3% do PIB.
As famílias portuguesas fecharam o ano de 2012 com uma dívida acumulada de 166 mil milhões de euros, equivalente a 100,5% do PIB.
Os Funcionários públicos e pensionistas vão receber o subsídio de Natal em Novembro. O subsídio de férias será pago em duodécimos.
O parlamento alemão aprovou hoje o prolongamento dos prazos para o pagamento dos empréstimos de Portugal e da Irlanda, numa sessão em que foi ainda votada favoravelmente a ajuda financeira ao Chipre.
O Tesouro Público espanhol colocou hoje 4.714 milhões de euros de dívida a três prazos diferentes a taxas de juro inferiores às pagas nos leilões anteriores.
A taxa de desemprego na Holanda atingiu em Março o máximo histórico de 8,1%.
A inflação brasileira cresceu 6,59% nos doze meses encerrados em Março, ultrapassando a meta inflacionária de 4,5%, com uma tolerância até os 6,5%, estabelecida pelo Governo.
Os  Brent negociados em Londres caíram para US$ 96,76 por barril, uma baixa da sessão e o nível mais fraco desde 2 de julho.

terça-feira, 16 de abril de 2013

juros a acrescentar à divida…

O PSI 20 encerrou a sessão a cair 1,28%, para 5803,91.
O alongamento das maturidades por um prazo de sete anos vai poder ser distribuído pela dívida da forma que mais interessar ao Executivo.
A taxa de inflação anual abrandou, em Março, para 1,7% na Zona Euro e para 1,9% na União Europeia, tendo Portugal registado 0,7%,  a quinta taxa mais baixa.
O FMI mantém as previsões de uma recessão de 2,3% do PIB este ano e de um crescimento de 0,6% em 2014.
A Estradas de Portugal arrecadou em 2012 cerca de 153 milhões de euros com as portagens introduzidas nas antigas Scut.
O Parlamento Europeu aprovou um pacote legislativo que limita os prémios dos banqueiros e estipula à banca requisitos mais exigentes de capital.
O Estado espanhol registou um défice de 2,22% do PIB nos dois primeiros meses do ano.
O euro valia hoje 1,3183 dólares, acima dos 1,3046 dólares a que negociava ontem.
A Irlanda regressa em pleno aos mercados no final deste ano e para se preparar para abandonar o programa de assistência financeira mas o maior sindicato irlandês rejeitou a proposta do Governo de cortes salariais de 5,5% para os funcionários públicos com salários acima de 65 mil euros por ano, colocando em causa uma das medidas com a qual o Executivo pretende baixar o seu défice orçamental.
A dívida alemã cresceu em 81 mil milhões de euros, face ao ano anterior, elevando o montante total para 2,17 biliões de euros (81,9% do PIB).
O barril de brent, para entrega em Junho, negociou a 99,80 dólares contra os 100,63 da sessão anterior.