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sexta-feira, 24 de setembro de 2021

As novas conquistas irreversíveis de Abril e o seu irreversível comissário

Tal como aconteceu com as do PCP, também estas conquistas irreversíveis garantirão ao PS uma influência e um poder imunes aos resultados eleitorais. A nomeação de Pedro Adão e Silva não foi um engano, não duvido que a polémica era esperada quer por ele quer pelo PM, o seu vencimento não resultou de uma distração e obviamente a sua equipa não está sobredimensionada para aquilo que dela se espera: Pedro Adão e Silva vai dirigir um ministério da Propaganda, que procurará fazer dos objectivos do PS as novas conquistas irreversíveis. O que o PS espera de Pedro Adão e Silva é que ele transforme o discurso do PS no discurso do país e que transforme em irreversível o que tem de ser debatido.
É à luz desta ocupação do Estado pelo PS, do sentimento de impunidade que cresce dia a dia entre os seus dirigentes, da ausência de oposição e do apoio militante dos comunicadores do regime, que o PS se prepara para a fase seguinte, aquela em que vai lançar a regionalização. Ou mais precisamente apresentá-la como o objectivo de Abril que falta cumprir. (in Observador porhelenafmatos )
O Pedro Adão e Silva acha que não há qualquer incompatibilidade entre ser nomeado pelo
Governo socialista para um cargo político e continuar a comentar na televisão pública as decisões e as políticas do Governo que o nomeou. Como é que uma pessoa que vai organizar as celebrações dos 50 anos de democracia em Portugal não entende o óbvio conflito de interesses? Se entende, tal como Medina, coloca o seu poder e os seus interesses à frente dos princípios fundamentais de uma sociedade democrática e pluralista. Ambos mostram que o PS é neste momento a maior ameaça à democracia em Portugal. Fazem os dois parte de um projecto de poder absoluto e hegemónico. No fundo, não passam de apparatchiks partidários.(in João Marques de Almeida no Observador)

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

na Telefonia Sem Fios comenta-se La Fontaine



São 49 as figuras públicas que recebiam entre 200 e 600 euros por semana da RTP e da RDP para comentarem. A lista é extensa e incluía diversos nomes como Marinho Pinto, Carvalho da Silva, António Mendonça, Carlos Magno, Paulo Rangel, Bagão Félix, Miguel Frasquilho, Miguel Portas, Ana Gomes ou Luís Filipe Menezes, entre muitos outros.
Não é possível enumerar quais e saber quanto recebem os comentadores das Tv’s e rádios privados, nem sequer se são, ou não, “figuras públicas”.

Quem sou eu para defender um cidadão que descontou mensalmente, quarenta anos, para a sua reforma?
Contudo, apetece-me comentar: aposto que o cidadão hoje está arrependido, porque mais lhe valia que tivesse colocado os descontos num qualquer fundo privado e não o deixaram!
Era aquilo que eu, e todos, devíamos ter feito em vez de dar ouvidos à fábula estúpida do La Fontaine…

Já agora: é altura de aparecer alguém, “da inegável honestidade canhota”, para acabar com as comentários e propor que se transforme em colecta do estado tudo quanto mensalmente em vencimentos, salários e pensões, no público e no privado, exceda aquilo que eles, os comentadores, definam como um rendimento razoável… seja ele qual for. Seria a nova Revolução de Outubro mas duvido que durasse 74 anos... ou dias!