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domingo, 21 de junho de 2026

Primeiro foi o "não é não"

o que agora é imputado ao CHEGA pelo PPD/PSD nos anos 90 era atribuído ao CDS.

Uma comparação das "relações" do PPD/PSD com o CDS (sem PP) nos anos 90 do século XX com o CHEGA de 26 do século XXI. Tenho pena porque só os mais letrados e atentos vão perceber que a imaginação dos "sociais democratas" de então era tão curta quanto a iliteracia dos de agora. E que dizer da imprensa portuguesa dos anos 80 e 90 — sobretudo O Independente — que registou tensões frequentes entre CDS e PSD, incluindo críticas públicas quando o CDS se afastava da linha governativa do PSD e dos seus jornalistas que agora dirigem muitos dos actuais OCS's. Uma fonte mais clara, encontrada nos títulos dos jornais de 90, descreve precisamente o papel do CDS como força de oposição à direita do PSD, gerando polémicas e reacções políticas. Cada título dos jornais estava formulado de modo a reflectir exactamente o tipo de crítica que agora é idêntica à de então: "O PSD censura o CDS por votar contra ou divergir, acusando-o implicitamente de “estar com a esquerda”. 
Títulos por jornal de então começavam e todos os de agora  irão começar com o mesmo padrão: dirigentes do PSD acusam o CDS de facilitar a esquerda 
Exemplos: 
Expresso “Dirigentes do PSD acusam CDS de facilitar a esquerda em votação decisiva”
“PSD irritado com posição do CDS que ‘abre caminho ao PS’” 
Diário de Notícias "PSD critica CDS por ‘dar argumentos à esquerda’ no Parlamento”
“Dirigentes sociais‑democratas acusam CDS de convergência com o PS 
Público “PSD acusa CDS de facilitar agenda da esquerda em matéria social” 
“Direita dividida: PSD aponta ao CDS ‘proximidade ao PS’ 
O Independente “PSD ataca CDS por ‘fazer o jogo da esquerda’”
“Tempestade na direita: PSD acusa CDS de alinhamento táctico com o PS” 
🟦  varios títulos (anos 90) 
- Dirigentes do PSD acusam o CDS de facilitar a esquerda  
 - PSD critica CDS por ‘dar argumentos à esquerda’ no Parlamento  
 - Social‑democratas acusam CDS de convergência com o PS  
 - PSD alerta que posição do CDS reforça a esquerda  
 - Voto do CDS leva PSD a falar em aproximação à esquerda  
🟦 Expresso - Dirigentes do PSD acusam o CDS de facilitar a esquerda em votação decisiva  - PSD irritado com posição do CDS que ‘abre caminho ao PS’ 
🟦 Diário de Notícias - PSD critica CDS por ‘dar argumentos à esquerda’ no Parlamento  - Dirigentes sociais‑democratas acusam CDS de convergência com o PS  
🟦 Público - PSD acusa CDS de facilitar agenda da esquerda em matéria social  - Direita dividida: PSD aponta ao CDS ‘proximidade ao PS’  
🟦 O Independente - PSD ataca CDS por ‘fazer o jogo da esquerda’  - Tempestade na direita: PSD acusa CDS de alinhamento táctico com o PS

domingo, 4 de maio de 2025

a questão dita de aproximação da AD ao Chega!

Há pouco mais de um ano, Passos Coelho participou na campanha da AD. Falou de imigração e segurança e foi um escândalo, com direito a polígrafos, indignações e fact check.
mas hoje
São estes os títulos que sobressaem daquele que é oficialmente o primeiro dia de campanha.
“”
A autora escreve: 
“Desconheço as convicções de Montenegro e creio que muitos portugueses partilham da minha ignorância. Mas é óbvio que ou Montenegro consegue captar os eleitores do PSD que passaram para o Chega ou acabará a asfixiar o PSD dentro das linhas vermelhas que ele mesmo desenhou, arriscando-se ele, ou quem então liderar o PSD, a ouvir de André Ventura aquilo que os Conservadores britânicos estão a ouvir de Farage: “Agora somos nós o principal partido da oposição”. As linhas vermelhas e o “não é não” são tácticas de grandes partidos mas o PSD não só já não é um grande partido como vive sob o espectro de deixar de ser o grande partido da direita. Ironicamente enquanto o decréscimo da esquerda mantém e reforça o PS como grande partido da esquerda, o crescimento da direita, antes pelo contrário, tem fragilizado os sociais-democratas pois esse crescimento da direita é o resultado do aparecimento de um forte concorrente do PSD, o Chega.”
(Maria Helena Matos)

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Deixem-os ser como o PS?

Não vou comentar as negociações do Orçamento. Não tentarei adivinhar o que querem o Governo e as oposições. Pareceu-me, porém, ter percebido o que queria o país quando votou a 10 de Março: libertar-se do governo do Partido Socialista. Mas nada neste mundo é sem equívoco. Esse voto podia ser interpretado de duas maneiras: uma abrangente, e outra restrita. Na interpretação abrangente, os portugueses votaram para ser governados de outra maneira. Na interpretação restrita, os portugueses votaram apenas para serem governados por outro partido, mas da mesma maneira. Creio não haver dúvidas sobre qual a interpretação preferida pelos actuais governantes.

Não falo de todos os ministros. Falo dos líderes políticos do governo. Se por acaso acreditam em alguma
coisa, é que os seus antecessores socialistas descobriram a maneira certa de exercer o poder. As regras são simples. Primeira: clientelizar pensionistas e funcionários – e temos assim aumentos salariais para quase metade da função pública. Segunda: dirigir os benefícios, não aos cidadãos em geral, mas a certos segmentos, de modo a fomentar identidades assentes na dependência do Estado – e temos assim o IRS jovem. Terceira: uma dose de wokismo para aplacar o comentário televisivo – e temos assim a relutância de definir “mulher” e o boicote a Israel. O fim do exercício é óbvio: fundar um bloco eleitoral grato ao governo, e por isso avesso a arriscar alternâncias. Foi assim que o PS saltou por cima de escândalos e fracassos para vencer eleições. Foi assim que “mudar”, um slogan recorrente no fim do século XX, desapareceu do linguajar político.

Dir-me-ão: a direção política do governo só mostra sabedoria. Trata de escalar o poder usando a escada mais segura. Mas há aqui um problema. No PS, isto não era apenas um expediente: era uma ideologia, de quem acreditava e propunha que a sociedade deve ser comandada pelo Estado. O PSD, ao longo de décadas, pareceu acreditar e propor outra coisa: um Estado apenas subsidiário de uma sociedade civil autónoma e empreendedora. Foi esse o projecto de Sá Carneiro em 1980, de Cavaco Silva em 1985 ou de Passos Coelho em 2011. Era um projecto “liberal” e patriótico, porque concebido como a via adequada para tornar a nação mais livre, próspera e coesa. Apelava, ao mesmo tempo, à aspiração de independência pessoal e ao brio colectivo. Mobilizou gerações que desejavam ter casa própria, mas também viver num país a subir nos rankings da UE. Esse projecto, apesar do que o PS fez crer, ainda vale votos, ou não se teria passado nada a 10 de Março.

A liderança do governo não pode renegá-lo: primeiro, porque nunca conseguirá desviar para si toda a clientela do PS, e precisa do eleitorado tradicional do PSD; segundo, porque existem agora à direita outros partidos para lhe disputar essa herança e esses votos. Por isso, o governo evoca Cavaco Silva, e o seu mítico “deixem-me trabalhar”. Mas em 1985, Cavaco Silva não trabalhava simplesmente para ganhar eleições. Queria ganhar eleições, claro. Mas rompendo com o socialismo herdado do PREC. Não se propunha exercer o poder como os outros, mas libertar a sociedade civil e deixar os cidadãos, no novo contexto europeu, procurar o crescimento económico e a mobilidade social. Mais tarde, fez até esta coisa que ia contra toda a ciência de eleger maiorias: liquidou o monopólio estatal da TV. Hoje, porém, o que o actual governo parece propor-se é ganhar eleições fazendo o mesmo que o PS. O seu “deixem-nos trabalhar” soa cada vez mais como “deixem-nos ser como o PS”. Talvez não seja o que o país quer, e não é certamente o que o país precisa.

domingo, 2 de julho de 2023

...perderam muito apoio no último ano e meio

A ver se eles e nós percebemos
Sem comentários, faseadamente, vou, replicar estudo do Professor Pedro Magalhães publicado no Twitter
Entre grupos de escolaridade,

A julgar pelas últimas sondagens, e mesmo tomando em conta que votos e intenções de voto são bichos diferentes, parece claro que o PS perdeu muito apoio no último ano e meio. Qualquer coisa entre 10 e 15 pontos, dependendo das sondagens.
O PS perde menos no superior, onde já era mais fraco.
O PSD ganha um pouco onde tinha menos apoio, os menos instruídos.
O Chega sobe mais onde já era mais forte, entre os que têm o secundário (os nossos "educated left-behind") @PCMagalhaes

sábado, 1 de julho de 2023

Onde estão a acontecer estas perdas?

O PS afunda-se ainda mais onde já tinha pouco apoio, os mais jovens. Pelo contrário, apesar de continuar a não conseguir entrar no eleitorado mais velho, o Chega tem um crescimento brutal entre os mais jovens desde 2022. @PCMagalhaes

A julgar pelas últimas sondagens, e mesmo tomando em conta que votos e intenções de voto são bichos diferentes, parece claro que o PS perdeu muito apoio no último ano e meio. Qualquer coisa entre 10 e 15 pontos, dependendo das sondagens.
.
O PS de Sócrates precisou de 6 anos e um resgate para perder 17 pontos. O PSD e CDS perderam 12 pontos de 2011 para 2015.
10-15 pontos num ano e meio é muito ponto. Onde estão a acontecer estas perdas?

sexta-feira, 26 de maio de 2023

operação "tutti frutti" e não só...

"Com António Costa e pelo menos cinco ministros a serem investigados, o líder do XXIII
governo constitucional tem de se preocupar mais com o Ministério Público e a Polícia Judiciária do que com os deputados da Assembleia da República e a ameaça presidencial de dissolução. 
Está o pânico instalado entre os governantes. Só assim se justifica que o PS tenha chumbado várias iniciativas da oposição parlamentar, tais como os pedidos dos telefonemas e comunicações entre António Costa, Mendonça Mendes e João Galamba, de audições de diversos governantes e responsáveis dos serviços de informações, bem como de outra diversa documentação, designadamente as notas de Frederico Pinheiro relativas da reunião entre o (ainda) ministro das Infraestruturas e Christine Ourmières-Widener, a 16 de Janeiro de 2023." ()

"Ao primeiro sinal, as placas tectónicas do PSD colidiram. A Operação Tutti-Frutti atingiu em cheio o universo social-democrata e precipitou uma troca de acusações entre a atual equipa de Luís Montenegro e o que resta da resistência rioísta, célula que opera, sobretudo, no Parlamento. A forma como a direção do partido geriu as primeiras reações ao caso fez com que os antigos apoiantes de Rui Rio antecipassem uma eventual limpeza de balneário e tentassem condicionar de imediato a presidência social-democrata. Tudo somado, antecipam-se novas guerras internas no futuro." (Miguel Santos Carrapatoso no Observador )

"Em França, o Partido Socialista quase desapareceu: elegeu um péssimo presidente da República, que governou indecentemente o país, e, em compensação, os eleitores remeteram-no para o caixote do lixo da política. Hoje, o partido nem sede tem em Paris. Em Portugal, o PS levou o país à falência, chamou a troika, teve um primeiro-ministro detido e hoje governa o país com maioria absoluta no meio das mais absurdas trapalhadas. Perante este cenário, paradoxalmente, o mais provável será o desaparecimento ou a irrelevância política do PSD, que diariamente sangra para o Chega nas sondagens. A culpa é dos eleitores? Não, a culpa é de Pedro Passos Coelho que nunca mais toma conta daquilo." 
(Rui Albuquerque no FeiceBuque)

“Tenho dúvidas, o PSD será alternativa. Se será ou não fugaz, como o foi nas duas ocasiões
em que esteve no poder nos últimos 30 anos, é outra questão.
O eleitorado português é profundamente conservador. Um movimento populista como o Chega veio para ficar, mas tenho sérias dúvidas de que conduza o PSD a essa irrelevância.
Tal como o PS - é esse o ponto relevante - não o será, apesar de ter sido um desastre na governação, num patamar que na maioria dos restantes países europeus resultaria no seu desaparecimento.” (Ricardo Prata no FeiceBuque)


segunda-feira, 4 de julho de 2022

PPD/PSD um partido médio?

Esmagado pelo PS, ameaçado pelo Chega, atingido pela Iniciativa Liberal, numa crise de resultados que terá mais de estrutural do que conjuntural. Mesmo depois de ter engolido o CDS, o PSD parece estar numa camisa de forças: acantonado a Norte, pressionado no litoral e junto à fronteira; perdeu os pensionistas para os socialistas; está a perder os menos qualificados para o Chega; e os mais jovens para a Iniciativa Liberal.

O PSD está condenado a transformar-se num partido médio ou existe margem para sair do labirinto?

“A missão histórica do PSD está acabada”,
“Qualquer líder que venha a ser eleito terá pela frente uma luta inglória” responde José Miguel Júdice.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

a "eutanásia" no PPD/PSD


Rui Rioo presidente e líder parlamentar, Sofia Matos, a candidata a líder da JSD , André Coelho Lima e Isabel Meirelles, vice-presidentes e os deputados Maló de Abreu, Catarina Rocha Ferreira, Hugo Carvalho e Lina Lopes, votaram a favor de todos os projectos (todos)
Adão Silva, o primeiro vice-presidente da bancada, votou favoravelmente o projecto do PS e absteve-se nos restantes, enquanto
Cristóvão Norte votou 'sim' nos do BE e Iniciativa Liberal e absteve-se nos outros
Duarte Marques votou a favor do projecto do PAN, da Iniciativa Liberal e do BE, abstendo-se nos restantes, enquanto
Rui Silva votou sim nos do PS e BE e absteve-se nos outros.
Pedro Pinto e Ana Miguel Santos abstiveram-se em todos os cinco projectos. (in João Gonçalves no FaceBook)

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

eu vou votar no espírito da PAF ou da AD

Um dos maiores erros dos partidos à direita foi não promover um entendimento semelhante do actual confronto e deixar cair em esquecimento que, apesar das diferenças entre os partidos, também há um projecto político que une todos à direita.
Que projecto é esse? Travar a marcha do socialismo, a sua apropriação da sociedade portuguesa e a sua tomada do aparelho de Estado. [.]
Porquê votar no espírito da PAF ou da AD em 2019? Ora, a resposta é mais simples do que possa parecer.
É votar PSD, apesar de Rui Rio, porque o motor político da direita está no PSD e só os sociais-democratas podem travar a ascensão dos socialistas – sobretudo nos distritos que bipolarizam as escolhas entre PS e PSD.
É votar CDS nos círculos eleitorais onde este historicamente elege – porque o manifesto eleitoral dos centristas é o melhor guião para os próximos anos à direita e porque foi Assunção Cristas quem liderou solitariamente a oposição ao governo durante os últimos 18 meses.

E é votar IL (Iniciativa Liberal) sobretudo no Porto, porque nesse partido está o rosto renovado da rejeição dos alicerces do socialismo – e não poderá existir uma nova PAF ou AD que não o inclua! (in “Eu voto PaF” por Alexandre Homem Cristo)

domingo, 14 de abril de 2019

Fernando Negrão ou o PSD de parabéns! Lembram-se?


óh Dr. Negrão agora é que estás lixado com a bancada à tua direita (sem esquecer o " i " da imprensa a que temos direito)!
as LGBTQIA, isto é, as Fufas, paneleiros, bissexuais, travestis, transexuais, transgêneros boiolas, travas, travecos, bichas, viados, sapatões, putas homofóbicas, misóginos e similares...
(aceito mais sugestões)
vão estar todas contra ti..
Não sei quem é o “lider” de Setubal que estás a apoiar, mas estou contigo!