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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

quinta-feira, 4 de junho de 2009

sinais

a noticia da TSF: Um grupo de clientes do BPP tentou, esta quinta-feira, impedir a saída do ministro das Finanças de um hotel em Lisboa. Teixeira dos Santos esteve a participar numa conferência de encerramento de trabalhos da Associação Portuguesa de Leasing. À entrada do hotel onde decorreu a conferência, o ministro das Finanças conseguiu desviar-se dos clientes que pretendiam falar com o governante sobre as contas congeladas que têm no Banco Privado Português. No entanto, à saída o ministro das Finanças não conseguiu escapar, sendo que a viatura que o transportava teve de regressar ao parque de estacionamento do hotel, depois de duas pessoas terem bloqueado a passagem, exigindo pelo menos uma palavra do governante. Depois disto, o carro saiu sem o ministro. «Custa muito ver um ministro a sair pelas portas de trás como se tivesse medo dos cidadãos que lhe pagam o salário», afirmou um dos clientes em protesto, acrescentando que só queriam pedir ajuda ao governante para a situação difícil que atravessam, com pessoas a «passar fome» e em «desespero». o excelente comentário do Delito de Opinião Os sinais por João Carvalho 04.06.09 Clientes do Banco Privado Português encostam o ministro Teixeira dos Santos à parede. Bem ou mal, o governo tinha prometido responsabilizar-se até cem mil euros por depositante, tinha prometido analisar rapidamente a situação, tinha prometido descongelar essas poupanças a breve trecho. Mal ou bem, os depositantes não accionaram os ex-administradores do BPP, alguns estão sem emprego, alguns já passam sérias dificuldades que se avolumam a cada dia. Os franceses e os gregos conhecem os sinais. Paira no nosso horizonte o receio de que venha a explodir e a alastrar uma séria agitação social em Portugal. Não sei se os desvios irregulares da banca que o regulador do Estado não regulou, além dos danos que isso está a provocar, configuram os tais sinais. O que sei é que estes nascem sempre de dramas que atingem o desespero.

O e-mail de Abdool Vakil para Oliveira Costa

Meu caro, No tocante a este assunto, para além do nome que sugeriu que foi o do Doutor Oliveira Martins que julgo não ser o mais provável porque não é para Presidente, lembrei-me de alguns outros nomes que lhe submeto para uma apreciação prévia e para estabelecermos uma hierarquização para que eu possa então seguir a lista por essa ordem. Os nomes que me ocorrem dentro do critério que foi definido são: Vera Jardim - advogado com nome na Praça, Deputado pelo PS e ex-Ministro da Justiça; muito próximo do actual PR (e também amigo do Neto Valente dado que este foi há anos colega do escritório Jardim, Sampaio e Caldas); João Cravinho - nome bem conhecido, Deputado do PS e ex-Super Ministro do Equip Social, etc, conheço-o bem, já fez o favor de dar alguma colaboração ao Banco Efisa a título gracioso porque quando saiu do governo achou que não devia logo trabalhar para o banco que era prestador de serviços ao Ministerio que comandou. Entretanto, como isso já foi há algum tempo, pode ser que já possa aceitar. (Disse-me na altura que tinha aceite um lugar no Conselho Consultivo do Banco do Rendeiro). Prof. Augusto Mateus - PS muito bem inserido na máquina do Partido ; ex-Ministro da Economia; meu antigo aluno e com quem tenho excelente relação. Dr. Fernando Castro que foi Ch de Gabinete e ao que se diz o Mentor do então Ministro Pina Moura, muito bem inserido dentro dos meios políticos onde se move com muita discrição mas com grande eficácia. Dou-me bem com ele; veio há dias almoçar comigo ao banco; está de momento ligado à General des Eaux em Portugal.
Alberto Costa - Deputado pelo PS, advogado e muito ligado ao António Vitorino com quem também me dou bem. Foi Ministro da Administração Interna e é também uma pessoa discreta.Também o Mário Cristina de Sousa poderia ser um bom nome mas está neste momento ligado à CGD e daí que, mesmo sendo um bom amigo, não possa. Mas fica aqui como uma mera sugestão mas que não me parece viável.Podemos falar sobre este assunto quando entender conveniente. AV Apesar dos vários nomes do universo socialista sugeridos neste email por Abdool Vakil a Oliveira Costa, apenas José Lamego, Augusto Mateus e Guilherme Oliveira Martins chegaram a assumir funções, mais concretamente, no conselho superior do Banco Efisa.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

assim vai o Banco Privado

1 - Clientes do BPP de todo o país garantem que se vão manifestar na próxima semana em Lisboa, frente às instalações do banco e do Ministério das Finanças se até essa altura não obtiverem garantias de devolução dos seus depósitos. "Se nos próximos dias nada disto se resolver pessoas do Norte, Centro e Sul irão a Lisboa manifestar-se", a estes clientes irão juntar-se outros da Africa do Sul, "portugueses e estrangeiros", que já terão manifestado disponibilidade para vir a Portugal reclamar o seu dinheiro. "Estamos determinados e dispostos a tudo, de uma forma cívica, mas já com pouca calma porque seis meses é tempo suficiente para o sofrimento que temos passado", disse, garantido que "há muitas pessoas para quem os depósitos no BPP eram a única forma de subsistência". "O Governo tem que pôr mão nisto, temos confiança que não vai deixar cair este caso em desgraça", afirmou, assegurando que os clientes não estão dispostos a esperar "mais seis meses a viver à custa dos amigos e da família", referiu um ex-emigrante que diz manter contactos regulares com grupos de emigrantes portugueses em vários países e que, garantiu, estão já "indecisos em enviar remessas para Portugal devido à insegurança que cá se esta a passar". 2- o porta-voz do grupo que está nas instalações do BPP no Porto referiu que "os clientes querem saber se o ministro, quando assegurou o pagamento dos depósitos, se referia também ao produto de retorno absoluto com garantia de capital e juros" e considerou que "as declarações de Teixeira dos Santos foram feitas no calor do debate parlamentar e não queria acreditar que não prevalecesse o bom-senso". "Já não é possível ter calma, embora tentemos manter a serenidade, mas a situação poderá descambar se não houver uma solução rápida". 3- o ministro Teixeira dos Santos, lembrando a posição adoptada pelo Governo há alguns meses, desde que começaram a surgir problemas no sistema financeiro, entende que "Os clientes do BPP que celebraram contratos de depósito terão as garantias asseguradas" porque "O Governo quer assegurar a estabilidade do sistema financeiro e também se compromete a defender os depósitos", mas "O papel do Governo, em princípio, não é nenhum". Teixeira dos Santos disse que não se vai pronunciar, para já, sobre o assunto, remetendo uma posição para depois de o Banco de Portugal dar um parecer sobre o plano de recuperação do BPP apresentado a 24 de Abril ao banco central pela administração da instituição financeira.
... lá vamos ter que pagar mais este banco privadissimo!