Em
19 de Setembro de 2019, a União Europeia colocou comunismo e nazismo em pé de
igualdade, depois de aprovar no Parlamento Europeu uma resolução condenando
ambos os regimes por terem cometido “genocídios e deportações e foram a causa
da perda de vidas humanas e liberdade em uma escala até agora nunca vista na
história da humanidade”.
Apesar
do significado histórico, ainda que este seja tema de debate recorrente entre
os historiadores desde a queda da União Soviética há três décadas, tem sido
ocultado aos cidadãos pela imprensa a que temos direito, onde pontua a
extrema-esquerda estalinista. ( mais AQUI )
Há cerca de 25 anos, no
dia 26/12/1991, desfez-se o regime mais tirânico e homicida da história: o
regime comunista soviético. Após tímidas medidas de abertura, iniciadas por
Mikhail Gorbachev, o sistema não aguentou mais todas as suas contradições
internas e, impulsionado por uma enorme insatisfação popular, pelo caos, pela
fome e pelo total empobrecimento do seu povo, o inevitável resultado final foi
o colapso seguido pela desintegração. Antes tinha acontecido o Putsch de Moscou, entre
18 e 21 de Agosto, um fracassado Golpe de Estado promovido
por um grupo conservador do Partido Comunista da União Soviética muito acabou por contribuir para o colapso da União Soviética. O mundo tinha mudado! A desintegração do comunismo soviético não
representou apenas um passo incalculável rumo à liberdade, pois libertou da
opressão e da tirania milhões de pessoas, como também teve uma importância
fundamental no campo da teoria económica: o colapso da URSS demonstrou de
maneira cabal a validade da teoria de Ludwig von Mises, exposta ainda em 1920,
a respeito da impossibilidade do socialismo. Porém, quem não conhece a história está
condenado a repeti-la...
Infelizmente, apenas teorias não são o
suficiente para convencer as pessoas sobre o quão perverso e diabólico é o
comunismo, e o quão imoral é defendê-lo; muitas vezes são necessários relatos e
imagens para ilustrar o quão abominável e execrável é esse regime. Especialmente agora que vivemos uma época em que
intelectuais, professores universitários, assim como os meios de comunicação,
incentivam com profunda intensidade ideias abertamente socialistas, nunca é
demais ressuscitar e relembrar todas as "proezas" do marxismo na URSS,
pois elas ilustram claramente tudo o que inevitavelmente acontece a uma
sociedade quando o socialismo é imposto.Como explicou George Reisman: "Mesmo que um governo genuinamente
socialista fosse eleito democraticamente, o seu primeiro acto de governo ao
implantar o socialismo teria de ser um acto de enorme violência, ou seja, a
expropriação à força dos meios de produção." A eleição democrática de um governo socialista
não alteraria o facto de que o confisco de propriedade contra a vontade dos
proprietários é um acto de força. Uma expropriação à força da propriedade
baseada no voto democrático é tão pacífica quanto um linchamento decidido por
votação. Trata-se de uma violação primordial dos direitos individuais. A única
maneira do socialismo ser realmente implantado por meios pacíficos seria se os
proprietários voluntariamente doassem a sua propriedade ao estado socialista. Mas, pensemos nisso. Se o socialismo tivesse de esperar que os donos de
propriedade doassem voluntariamente a sua propriedade ao estado, este teria
certamente de esperar para sempre. Logo, se o socialismo TEM de ser
implementado, então ele só pode existir por meio da força — e força aplicada a
uma escala massiva, contra toda a propriedade privada. O socialismo só pode necessariamente começar com
um enorme acto de confisco. Aqueles que desejam seriamente roubar a propriedade
alheia devem estar preparados para matar aqueles que pretendem oferecer
resistência.
"Os sociais-democratas madeirenses pretendem que haja um esclarecimento de que, em matéria de regimes políticos, 'a democracia não deve tolerar comportamentos e ideologias autoritárias e totalitárias, não apenas de direita, caso do fascismo, esta expressamente prevista no texto constitucional em vigor, como igualmente de esquerda, caso do comunismo', refere o documento a que o DN teve acesso." DNEdgar Silva, coordenador regional do PCP na Madeira, desvalorizou hoje a proposta de extinção do comunismo no projecto de revisão constitucional do PSD/M, considerando ser igual à apresentada em 2003/2004 e que terá o mesmo destino, o "caixote do lixo". DNJoão Tiago, aporta-voz do PS, considera "inaceitável" o "silêncio" da direcção do PSD sobre a ideia do líder do Governo Regional da Madeira, Alberto João Jardim, de pretender ilegalizar o comunismo no âmbito de uma revisão constitucional. DN
Alberto João Jardim disse que defende que a Constituição não devia proibir ideologias, mas como isso acontece, considerou que a legislação deve ser mais explicita, proibindo antes «qualquer ideologia totalitária». TSFJerónimo de Sousa considerou, em declarações à RTP, que se tratam de uma «expressão antidemocrática», que tenta «ressuscitar conceitos e princípios que o 25 de Abril arrasou definitivamente». TSFAugusto Santos Silva considerou hoje "absolutamente condenável" que o PSD se recuse a pronunciar-se sobre a ideia de Alberto João Jardim de proibir o comunismo, alegando que não poder haver ambiguidades em defesa do pluralismo. PublicoNa União Europeia os partidos comunistas:
na Estónia, na Letónia e na Lituânia são proibidos;
na Hungria é proibido usar publicamente símbolos comunistas;
na Bulgária, um partido comunista tentou registar-se, mas as autoridades e os tribunais recusaram registar este partido e
na Roménia há leis que proíbem a difusão de propaganda comunista.
Curiosamente, ou talvez não, estiveram todos debaixo de regimes comunistas.
Mas por tudo quanto devemos ao nosso PCP, no passado remoto, e ao "nosso" Bloco de Esquerda, no presente próximo, deixem-nos constitucionalmente sossegados! A esquerda chique e a esquerda plebeia (segundo Pinto de Sousa) são importantes, nem que seja apenas para malharem naquela pseudo esquerda neo-liberal envergonhada...
um interessante artigo sobre esta pseudo discussão para ler em Sobre o Comunismo (31 da Armada)