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sábado, 10 de abril de 2010

só foram aprovados 22,4% de contrapartidas pela compra de material de guerra

As contrapartidas dos submarinos pararam: estão a 31%, subindo 0,02% em 2009. No total só foram aprovados 649,3 milhões de euros (22,4%) de 2893 milhões de euros a que os fabricantes estão obrigados. A diferença de 2008 para 2009 foi de apenas 3%. - Carros de Combate 'Pandur' II A Steyr só submeteu projectos no valor de 80,3M€ (15,5%), face ao total de contrapartidas a que está obrigada. Mas só 58,8M€ (11,4%) foram aprovados pela CPC.
A título de curiosidade: o “carro norueguês” perdeu o concurso ganho pelo "pandur" porque, em teste final, não só não conseguiu subir uma barreira como, pasme-se, ainda se afundou… - F 16 e programa MUD. O programa relativo à modernização dos caças F-16 apresenta uma taxa de cumprimento de 79%. Os F-16 A/B, embora já não fossem aeronaves modernas, chegaram a Portugal a partir de 1994 como contrapartida do uso da Base das Lajes (desde 1996 que a Força Aérea Norte-americana não opera com os F-16 A/B). De um outro programa desses aviões, o Midlife Update Program (?) (MLU), no valor de 20 milhões de euros, ainda nada foi aprovado pela Comissão Permanente de Contrapartidas. - Submarinos Do programa das contrapartidas pela compra dos submarinos, que termina em 2012, só foram aprovados projectos avaliados em 31,55% do valor total. Esclarece a CPC: "Pode-se concluir que o programa pouco ou nada avançou em 2009, podendo mesmo ter regredido, pois grande parte das contrapartidas com o Consórcio de Empresas do Sector Automóvel poderá ter que ser eliminada", "Passados cinco anos de um projecto de oito anos (62,5% do tempo), podem-se considerar como realizadas apenas cerca de 456 milhões de euros (37,7%) de contrapartidas, entre creditação já efectuada correctamente ou em fase de aprovação." Contudo, a CPC reconhece que "a situação evoluiu de um impasse nas conversações entre a CPC e o GSC para uma abertura deste último, assumindo uma atitude negocial e disponibilidade para intensificar os seus esforços na procura de novos projectos". Por isso, "jogará certamente a favor desta renegociação o facto de se prever a entrega dos dois submarinos ou pelo menos do primeiro em Junho de 2010", lê-se no relatório da Comissão Permanente das Contrapartidas. Seria interessante saber quais as contrapartidas que aquela Comissão aprovou entre 2004 e 2008, ou até antes. Isto é, desde que Barroso, Santana Lopes e Portas deixaram o governo. Ainda mais interessante seria conhecer os motivos que fazem sempre aparecer, na apelidada comunicação social, o nome de Portas e mais nenhum outro ministro da Economia e da Defesa serem referidos. Concretamente Braga da Cruz, Carlos Tavares, Álvaro Barreto, Manuel Pinho, Teixeira dos Santos e Vieira da Silva na Economia ou Rui Pena, Luís Amado, Severiano Teixeira e Santos Silva na Defesa. Curioso é ainda o facto do ministro da propaganda do anterior governo, se desmultiplicar, aparecendo a criticar o “negócio”, por sinal um mau negócio, da “arma dos pobres”, iniciado pelo último governo do século que passou.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

e onde é que param os Pandur ?

mas se os Leopard chegaram... fica por saber onde é que param os Pandur.
Em 05.05.2006, a empresa austríaca Steyr-Daimler-Puch, subsidiária da americana General Dynamics, informa que até ao final de 2006, iria iniciar a produção de 219 carros de combate para as Forças Armadas portuguesas numa fábrica do concelho do Barreiro. Tratava-se de um acordo entre a fabricante de carros de combate e uma empresa portuguesa criada por ex-quadros da antiga fábrica da Bombardier da Amadora, a GOM - Gestão e Operações Metalomecânicas, especializada em reboques, trailers e semi-trailers, e com um número reduzido de trabalhadores. O contrato envolvia um programa de contrapartidas no âmbito da venda de 260 viaturas blindadas do modelo Pandur II para o Exército e Marinha portugueses e foi pelo ministro da Defesa, Paulo Portas, mas só foi visado pelo Tribunal de Contas no final de 2007. O objectivo é substituir as Chaimites, algumas com mais de 40 anos. Entre as várias contrapartidas avançadas pela Steyr estaria também o fabrico adicional de mais 50 carros de combate pela GOM, com vista à venda para o mercado dos PALOP (Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa). Esta produção seria paralela ou posterior ao fabrico das viaturas para o Exército e a Marinha portugueses, mas desde logo garantia um volume de negócios de cerca de 80 milhões de euros, acrescentava no comunicado a empresa austríaca. mais»» Em 1 de Outubro de 2007, segundo a agencia Lusa, o Ministro da Defesa, Severiano Teixeira, cancelou a cerimónia de entrega oficial ao Exército dos novos blindados Pandur por "não estarem cumpridos os requisitos técnicos" estipulados no contrato. A noticia refere ainda que os problemas técnicos foram detectados nos novos blindados produzidos na fábrica da Steyer, na Áustria, e não no blindado produzido na Fabrequipa, no Barreiro. Três dos novos sete blindados Pandur 8X8 que foram entregues ao Exército pela empresa austríaca Steyr apresentavam pouca confiabilidade dos sistemas digitais dos veículos. daqui
Mas, após quatro dias, a 5 de Outubro de 2007, uma noticia da Defesanet, num extenso artigo, refere que numa cerimónia a que compareceram militares dos três ramos, responsáveis políticos, industriais, diplomatas e adidos militares, a empresa portuguesa Fabrequipa, localizada no Barreiro, apresentou o primeiro blindado Pandur II produzido em Portugal. A noticia afirma que cerimónia, foi realizada na semana em que o Exército recebeu os seus primeiros blindados e que de procurou afirmar o papel da empresa no importante e competitivo domínio da indústria militar. mais»» O assunto desapareceu das noticias, teoricamente um bom sinal, até que em 15 de Setembro de 2009 se vem a saber que existem 34 carros de combate Pandur, o Ministério da Defesa diz que são apenas 19, parados à espera de modificações nas instalações da Fabrequipa, no Barreiro. A empresa dos EUA, General Dynamics, que vendeu 260 Pandur a Portugal, acusa o ministro da Defesa, Nuno Severiano Teixeira, de atrasar a introdução de pequenas modificações nos 34 carros blindados que estão na Fabrequipa, a firma portuguesa responsável pela montagem das viaturas produzidas na Áustria. Aqueles blindados, no valor de 50 milhões de euros, esperavam há quatro meses pelas modificações acordadas com o Exército. mais aqui»»
nota:
ver comentário postado em 30 de Dezembro por "anónimo"